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CID 10 S62: Guia Completo Sobre Fraturas do Escafóide

Artigos

A classificação internacional de doenças (CID-10) é uma ferramenta fundamental para profissionais de saúde, facilitando o diagnóstico, tratamento e estatísticas de diferentes condições médicas. Entre os códigos mais relevantes na traumatologia está o S62, que corresponde às fraturas do carpo, com destaque para as fraturas do escafóide, uma das mais comuns entre acidentes de impacto no punho.

Este guia completo abordará tudo o que você precisa saber sobre o CID 10 S62, incluindo definição, causas, sintomas, diagnóstico, tratamento e dicas para uma recuperação eficaz. Destacaremos também aspectos importantes relacionados às fraturas do escafóide e suas particularidades.

cid-10-s62

O que é o CID 10 S62?

Definição de CID 10 S62

O código S62 na CID-10 refere-se às fraturas do carpo, que incluem várias estruturas ósseas do punho, sendo o escafóide uma das mais afetadas. A fratura do escafóide é uma lesão que ocorre no osso do carpo conhecido como escafóide ou semilunar, localizado na base do polegar, entre o rádio e o capitato.

Importância do Código

A classificação por CID-10 é essencial para garantir uma documentação padronizada, facilitar pesquisas epidemiológicas e melhorar o tratamento de pacientes com esse tipo de fratura. A precisão na codificação auxilia na definição de protocolos clínicos e na obtenção de dados estatísticos relevantes.

Anatomia e Funções do Escafóide

Anatomia do Escafóide

O escafóide é um osso de forma semicircular que se encontra na região proximal do carpo. Ele é responsável por conectar o rádio ao restante dos ossos do carpo, atuando como um estabilizador vital na mobilidade do punho.

Funções do Osso Escafóide

  • Estabilização do punho
  • Participação na mobilidade do punho e da mão
  • Facilitação de movimentos de pronação e supinação

Causas e Fatores de Risco

Como ocorre a fratura do escafóide?

As fraturas do escafóide geralmente acontecem por traumas de impacto, muitas vezes associados a quedas com a mão estendida. Essa lesão é comum em:

  • Quedas de altura
  • Acidentes esportivos (como skate, skateboarding, escalada)
  • Acidentes de trânsito

Fatores de risco

Fator de RiscoDescrição
Quedas na posição de pronaçãoImpacto direto sobre o punho estendido
Esportes de impactoEsportes como futebol, skate, rugby
Osteopenia/OsteoporoseOssos mais frágeis aumentam risco de fratura
Trabalho físico intensoRisco aumentado em trabalhos que envolvem queda ou impacto

Sintomas da Fratura do Escafóide

Os sintomas podem variar de leves a severos, incluindo:

  • Dor no punho, especialmente na região do polegar
  • Inchaço e sensibilidade na área afetada
  • Dificuldade de movimentação do punho e da mão
  • Deformidade visível em casos mais graves
  • Dor agravada ao tentar segurar objetos ou realizar movimentos de pronação e supinação

"A fratura do escafóide muitas vezes apresenta sintomas sutis, o que pode dificultar o diagnóstico imediato, exigindo uma avaliação cuidadosa." – Dr. João Silva, ortopedista especializado em traumatologia.

Diagnóstico de Fratura do Escafóide

Exames clínicos

O diagnóstico inicial é realizado por exame físico, observando sinais de dor, sensibilidade e função motora do punho.

Exames de imagem

ExameDescriçãoIndicação
Raios-XExame padrão para detectar fraturas de escafóideConfirmação de fratura, visualização de fragmentos ossos
Tomografia computadorizadaAvaliação detalhada de fraturas complexasDiagnóstico de fraturas não visíveis no raio-X
Ressonância magnéticaDetecta lesões de tecidos moles e fraturas ocultasInvestigação de fraturas sutis ou não visíveis nos raios-X

Diagnóstico diferencial

É importante distinguir a fratura do escafóide de outras lesões, como tendinites, entorses ou lesões ligamentares do punho.

Tratamento das Fraturas do Escafóide

Opções de tratamento

Tratamento conservador

  • Imobilização com tala ou gesso por até 8-12 semanas
  • Indicado para fraturas não deslocadas ou com mínima deformidade

Tratamento cirúrgico

  • Fixação com parafusos ou placas
  • Recomendado em casos de fraturas deslocadas ou que não respondem à imobilização

Prognóstico

O prognóstico depende do tipo de fratura, do tempo de diagnóstico e do tratamento realizado. Fraturas do escafóide têm risco de necrose avascular devido à sua peculiar irrigação sanguínea, o que pode afetar a recuperação.

Cuidados durante a recuperação

  • Manter a imobilização adequada
  • Realizar fisioterapia para recuperar mobilidade e força
  • Evitar sobrecarga na fase de recuperação

Prevenção de Fraturas do Escafóide

  • Usar equipamentos de proteção em esportes de risco
  • Manter uma alimentação equilibrada para ossos fortes
  • Técnicas de queda segura, como cair com as mãos dobradas
  • Tratamento adequado de condições que aumentam risco ósseo, como osteoporose

Tabela: Resumo das Fraturas do Escafóide

AspectoDetalhes
Código CID-10S62.0 – Fratura do escafóide
Causa principalQueda com impacto na mão estendida
SintomasDor, inchaço, dificuldade de movimentar o punho
DiagnósticoRaios-X, tomografia, ressonância
TratamentoImobilização ou cirurgia
Risco de complicaçõesNecrose avascular, artrose
PrognósticoGeralmente bom, depende do tratamento e do tempo de diagnóstico

Perguntas Frequentes

1. Quais são os sinais de que uma fratura do escafóide precisa de cirurgia?

Se o exame de imagem mostrar fratura deslocada, fragmentos ósseos separados ou risco de necrose, a cirurgia será indicada para fixar os ossos e promover uma cura adequada.

2. Quanto tempo leva para recuperar de uma fratura do escafóide?

O tempo médio de recuperação varia de 8 a 16 semanas, dependendo da gravidade da fratura e do tipo de tratamento. A fisioterapia pode acelerar a recuperação da força e mobilidade.

3. É comum que a fratura do escafóide não seja detectada imediatamente?

Sim. Muitas vezes, os raios-X iniciais podem não mostrar a fratura, especialmente se for uma fratura não deslocada. Nesses casos, o clínico pode solicitar exames complementares como tomografia ou ressonância.

4. Como prevenir fraturas do punho?

Usar equipamentos de proteção durante esportes, evitar quedas, manter a saúde óssea e aprender técnicas corretas de queda são principais estratégias de prevenção.

5. Quais são as consequências de uma fratura não tratada?

Se não tratada adequadamente, pode levar à necrose do osso, artrose, deformidade e perda de funcionalidade do punho.

Conclusão

A fratura do escafóide, classificada no CID 10 S62, é uma lesão comum que exige atenção rápida e adequada. Por sua complexidade e risco de complicações, o diagnóstico precoce aliado a um tratamento correto são essenciais para garantir uma recuperação plena e evitar sequelas a longo prazo.

Profissionais de saúde, pacientes e praticantes de esportes devem estar atentos aos sinais de fratura e buscar atendimento especializado imediatamente após acidentes. Com avanços tecnológicos, tratamentos cirúrgicos minimamente invasivos e reabilitação adequada, as chances de recuperação total aumentam significativamente.

Se você deseja saber mais sobre aspectos específicos da traumatologia do punho, consulte Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT) e Instituto Nacional de Câncer (INCA).

Referências

  • Organização Mundial de Saúde. CID-10: Classificação Internacional de Doenças. 10ª edição.
  • Palmer, A. K., & Werner, F. W. (1980). Fractures of the scaphoid. Ortho Clinics of North America.
  • Smith, J., & Johnson, L. (2018). Tratamento de Fraturas do Escafóide. Revista Brasileira de Ortopedia e Traumatologia.
  • Silva, J. (2020). Manejo clínico do punho e suas fraturas. Jornal de Traumatologia Brasileira.