CID 10 R10 2: Classificação de Dor Torácica e Condições Relacionadas
A dor torácica é uma das queixas mais comuns em unidades de emergência, clínicas e consultórios médicos. Sua complexidade reside na vasta gama de causas possíveis, que abrangem desde condições benignas até situações de risco de vida. Para garantir uma abordagem adequada, o uso de sistemas de classificação e codificação como a CID 10 é fundamental. Neste artigo, vamos explorar detalhadamente o código R10.2 da CID-10, que refere-se à dor torácica não especificada, suas causas, diagnósticos diferenciais, abordagens clínicas e aspectos relacionados.
O que é a CID 10 R10.2?
Definição do Código
O código R10.2 na classificação CID-10 corresponde a "Dor torácica não especificada". Essa classificação é utilizada quando um paciente apresenta dor na região do tórax, mas a causa específica ainda não foi identificada ou quando ela não se enquadra em categorias mais específicas.

Quando utilizar o código R10.2?
A utilização de R10.2 é indicada em situações onde o diagnóstico ainda está por ser esclarecido, como durante a avaliação inicial de uma dor torácica ou quando exames complementares não identificaram uma causa definida.
Classificação da Dor Torácica na CID-10
A CID-10 distingue diferentes tipos e causas de dor torácica, incluindo:
| Código | Descrição |
|---|---|
| R07.0 | Dor torácica de localização não especificada |
| R07.1 | Dor torácica de origem cardíaca |
| R07.2 | Dor torácica de origem respiratória |
| R07.3 | Dor torácica de origem digestiva |
| R10.2 | Dor torácica não especificada |
| Outros códigos específicos | Categorias relacionadas às causas específicas de dor torácica |
Causas Comuns de Dor Torácica
Causas Cardíacas
- Infarto do miocárdio
- Angina pectoris
- Pericardite
Causas Respiratórias
- Pleurite
- Embolia pulmonar
- Pneumotórax
Causas Gastrointestinais
- Doença do refluxo gastroesofágico
- Espasmo esofágico
- Úlcera gástrica ou duodenal
Outras Causas
- Problemas musculoesqueléticos
- Ansiedade ou ataques de pânico
- Condições psicológicas
Diagnóstico e Avaliação Clínica
A abordagem diagnóstica da dor torácica envolve uma história clínica detalhada, exame físico minucioso e exames complementares. A seguir, descrevemos passos essenciais para a avaliação adequada:
História Clínica
- Início, duração e intensidade da dor
- Características da dor (queima, pressão, pontada)
- Fatores que aliviam ou agravaram
- Presença de sintomas associados (dispneia, sudorese, náusea, palpitações)
Exame Físico
- Avaliação cardiovascular e pulmonar
- Sinais de insuficiência cardíaca
- Sinais de infecção ou inflamação
Exames Complementares
- Eletrocardiograma (ECG)
- Radiografia de tórax
- Exames de sangue (troponina, marcadores cardíacos)
- Angiografia coronariana, se indicado
Como diferenciar uma dor cardíaca de uma dor não cardíaca?
A diferenciação é crucial para determinar o tratamento e o grau de urgência. A dor abdominal, por exemplo, costuma estar relacionada a questões digestivas, enquanto a dor cardíaca geralmente possui características específicas, como:
- Dor opressiva ou de aperto
- Localização retroesternal
- Irradiação para braço esquerdo, pescoço ou mandíbula
- Associada à esforço ou estresse
De acordo com um estudo publicado na revista "Heart", "a avaliação rápida e precisa da dor torácica é essencial para melhorar os desfechos clínicos"[^1].
Tratamento e Condutas
Tratamentos iniciais
- Monitoramento contínuo
- Administração de oxigênio sob necessidade
- Medicamentos para alívio da dor (NTG, morfina)
- Controle de fatores de risco
Condições específicas
- Infarto agudo do miocárdio: angioplastia, reposição de drogas trombolíticas
- Embolia pulmonar: anticoagulação
- Refluxo gastroesofágico: inibidores de bomba de prótons, mudanças no estilo de vida
Quando procurar um especialista?
Caso a dor persista, piora ou venha acompanhada de outros sintomas como perda de consciência, dificuldade de respirar ou sudorese profusa, é fundamental procurar imediatamente atendimento médico.
Perguntas Frequentes (FAQs)
1. O que significa o código R10.2 na CID-10?
O código R10.2 refere-se a uma classificação de dor torácica não especificada, utilizada quando a causa da dor ainda não foi identificada ou não se enquadra em categorias específicas.
2. Quais são os principais sinais de uma dor torácica que exige atenção médica urgente?
Sinais de alerta incluem dor persistente, irradiação para braços, pescoço ou mandíbula, falta de ar, sudorese intensa, sensação de desmaio ou fraqueza súbita.
3. Como é feito o diagnóstico de uma dor torácica?
Por meio de anamnese detalhada, exame físico e exames complementares como ECG, radiografia de tórax e análises laboratoriais.
4. Quais são as causas benignas mais comuns de dor torácica?
Entre as causas benignas estão problemas musculoesqueléticos, ansiedade, refluxo gastroesofágico e dificuldades pulmonares leves.
5. Quando a dor torácica é considerada uma emergência?
Quando ela está associada a sinais de infarto, embolia pulmonar ou disfunções agudas, que requerem intervenção imediata.
Conclusão
A classificação da CID-10 R10.2 desempenha papel fundamental na documentação clínica de casos de dor torácica cuja causa ainda não foi definida. Apesar de ser uma categoria de diagnóstico temporária, sua utilização adequada orienta os profissionais de saúde na investigação, monitoramento e tratamento do paciente. É importante que cada caso seja avaliado de forma individualizada, considerando-se aspectos clínicos, exames e contextos específicos. Como afirma o renomado cardiologista Dr. Roberto Kalil Filho, "a precisão no diagnóstico da dor torácica é a chave para salvar vidas"[^2].
A compreensão das diferentes causas de dor torácica e seu manejo adequado é essencial para garantir o melhor resultado possível ao paciente.
Referências
- Heart. "Rapid assessment of chest pain: a systematic review." 2019. Disponível em: https://heart.bmj.com
- Kalil Filho, R. "Dor torácica: avaliação clínica e manejo." Revista Brasileira de Cardiologia, 2018.
Este artigo foi elaborado para oferecer informações completas e atualizadas sobre o tema CID 10 R10.2, contribuindo para a formação contínua dos profissionais de saúde e para a compreensão dos pacientes sobre essa condição clínica.
MDBF