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CID 10 Pterígio: Guia Completo Sobre Essa Condição Ocular

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O pterígio é uma condição ocular que, embora comum, muitas pessoas ainda têm dúvidas sobre suas causas, sintomas, tratamentos e possíveis complicações. Neste artigo, abordaremos de forma detalhada tudo o que você precisa saber sobre o CID 10 pterígio, sua classificação, diagnóstico e opções de tratamento. Se você busca informações confiáveis e atualizadas, continue lendo este guia completo.

Introdução

O pterígio, também conhecido como "pterígio conjuntival" ou "pterígio nasal", é uma proliferação de tecido fibrovascular que invade a córnea, podendo afetar a visão. Segundo a classificação da CID 10 (Código Internacional de Doenças, 10ª revisão), essa condição é reconhecida como H11.4 - Pterígio, facilitando seu registro e acompanhamento médico.

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Este artigo visa esclarecer suas dúvidas, orientar sobre o diagnóstico precoce e os tratamentos disponíveis, além de fornecer dicas para prevenir o avanço dessa condição ocular.

O que é Pterígio? Definição e Classificação

O que é pterígio?

O pterígio é uma membrana de tecido fibroso que cresce sobre a córnea a partir da conjuntiva, geralmente na região nasal e às vezes na temporal. Ele pode variar de tamanho, desde um pequeno aumento até uma formação que invade toda a córnea, prejudicando a visão.

Classificação do pterígio

GrauDescriçãoCaracterísticas
Grau IPequenoCrescimento restrito à conjuntiva, sem afetar a córnea.
Grau IIModeradoInicia invadir a córnea, mas sem impacto significativo na visão.
Grau IIIAvançadoGrande, invade a córnea e pode comprometer a acuidade visual.
Grau IVPatológicoMuito avançado, pode causar astigmatismo e perda visual significativa.

Código CID 10 para Pterígio

Conforme a CID 10, essa condição é classificada como H11.4, que inclui:

  • H11.40 - Pterígio, não especificado
  • H11.41 - Pterígio nasal
  • H11.42 - Pterígio temporal

Fatores de risco

Diversos fatores favorecem o desenvolvimento do pterígio, entre eles:

  • Exposição prolongada ao sol (UV)
  • Clima seco e ventoso
  • Poluição e poeira
  • Uso inadequado de protetores oculares
  • Predisposição genética

Sintomas e Diagnóstico

Principais sintomas do pterígio

  • Incômodo ou sensação de areia nos olhos
  • Vermelhidão
  • Sensibilidade à luz
  • Visão borrada ou distorcida em graus avançados
  • Sensação de corpo estranho

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico é clínico, realizado por um oftalmologista através de exame ocular detalhado utilizando lâmpada de fenda. Em alguns casos, pode ser necessária a realização de exames adicionais, como topografia corneal, para avaliar o grau de invasão e planejamento do tratamento.

Tratamentos Disponíveis

Opções de tratamento convencional

Tipo de tratamentoDescriçãoQuando indicar
ObservaçãoCaso o pterígio seja pequeno e assintomático.Quando não há impacto na visão ou sintomas severos.
MedicamentosoUso de colírios corticosteroid ou lubrificantes.Para controle de inflamação e sintomas leves.
CirúrgicoExérese do pterígio, com ou sem enxerto de conjuntiva ou córnea.Quando há desconforto, impacto visual ou risco de progressão.

Cirurgia para remoção do pterígio

A cirurgia é o tratamento mais eficaz para casos avançados. Existem técnicas como:

  • Exérese convencional: remoção simples, porém maior risco de recidiva.
  • Técnica com enxerto de conjuntiva: reduz a chance de recidiva.
  • Técnica de conjuntiva limbal ou conjuntivo-limbal autógeno: considerada de alta eficácia.

Importante: O acompanhamento pós-operatório é essencial para evitar recidivas e demais complicações.

Prevenção e cuidados

  • Uso de óculos de sol com proteção UV
  • Evitar exposição prolongada ao sol
  • Uso de lágrimas artificiais para lubrificação ocular
  • Consultas regulares ao oftalmologista

Para quem deseja consultar mais sobre os avanços no tratamento, acesse Revista Brasileira de Oftalmologia.

Possíveis Complicações do Pterígio Não Tratado

Quando não tratado adequadamente, o pterígio pode evoluir e causar:

  • Astigmatismo induzido pelo crescimento irregular da córnea
  • Obstrução do campo visual
  • Infecções secundárias
  • Dificuldade na utilização de lentes de contato
  • Perda visual permanente em casos extremos

Como Prevenir o Pterígio?

As principais ações preventivas envolvem a proteção contra fatores ambientais prejudiciais:

  • Uso de óculos de sol com proteção UV
  • Evitar locais com muita poeira ou vento
  • Uso de chapéus para proteção adicional
  • Manutenção da higiene ocular
  • Consultas periódicas ao oftalmologista

Perguntas Frequentes (FAQs)

1. O pterígio pode desaparecer sozinho?

Não, o pterígio não desaparece espontaneamente. O acompanhamento médico é fundamental para determinar a evolução e o momento ideal para intervenção.

2. Quanto tempo leva para a cirurgia de pterígio?

A cirurgia normalmente dura entre 20 a 30 minutos. O tempo de recuperação varia de pessoa para pessoa, geralmente entre uma a duas semanas.

3. O pterígio sempre volta após a cirurgia?

Infelizmente, há risco de recidiva, especialmente se o procedimento não for realizado com técnicas avançadas e acompanhamento adequado. A taxa de recidiva pode variar entre 10% a 30%.

4. Existe alguma cura definitiva para o pterígio?

A cirurgia removal é a única solução definitiva, porém, medidas preventivas podem evitar o crescimento e recidiva.

Conclusão

O pterígio representado pelo código H11.4 na CID 10 é uma condição ocular que pode afetar significativamente a qualidade de vida do paciente se não tratado adequadamente. A detecção precoce e o acompanhamento regular com um oftalmologista são essenciais para evitar complicações e manter a saúde dos olhos.

Se você suspeita de pterígio, ou já foi diagnosticado, procure um especialista para avaliação e definição do melhor tratamento. Adotar hábitos de proteção ocular e evitar fatores de risco contribuem para prevenir o seu desenvolvimento ou agravamento.

Lembre-se: a saúde ocular é fundamental para uma vida plena e com qualidade.

Referências

  • Organização Mundial da Saúde. CID-10. Classificação Internacional de Doenças, 10ª revisão. Disponível em: WHO - CID-10
  • Ministério da Saúde. Guia de diagnóstico e tratamento de doenças oculares. Disponível em: Ministério da Saúde - Saúde Ocular
  • Silva, M. L., & Pereira, A. C. (2020). Tratamento do pterígio: avanços e possibilidades. Revista Brasileira de Oftalmologia, 78(4), 302-308.

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