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CID 10 Pré-eclampsia: Guia Completo sobre o Diagnóstico e Tratamento

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A pré-eclâmpsia é uma condição complexa que pode representar riscos sérios tanto para a gestante quanto para o bebê. Dentro do Código Internacional de Doenças (CID 10), ela está classificada sob o código O14, refletindo sua relevância no cuidado obstétrico. Este guia completo abordará todos os aspectos relacionados à pré-eclâmpsia, incluindo diagnóstico, critérios, tratamento, complicações e estratégias de prevenção, tudo de forma otimizada para mecanismos de busca (SEO).

O que é a CID 10 Pré-eclampsia?

A CID 10 classifica doenças e condições médicas para facilitar o diagnóstico, registro estatístico e pesquisa clínica. A pré-eclâmpsia é definida na CID 10 como uma complicação da gravidez caracterizada por hipertensão arterial associada à proteinúria após a 20ª semana gestacional. Sua classificação sob o código O14 é fundamental para padronizar registros e estudos epidemiológicos.

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O que é Pré-eclampsia?

Definição e Características

A pré-eclampsia é uma doença que ocorre durante a gestação, geralmente após a 20ª semana, manifestando-se por um aumento da pressão arterial e presença de proteína na urina (proteinúria). Se não tratada, pode evoluir para condições mais graves, como eclâmpsia ou síndrome HELLP.

Sintomas Comuns

  • Hipertensão arterial
  • Proteinúria
  • Edema, especialmente de mãos e rosto
  • Dor de cabeça intensa
  • Alterações visuais
  • Dor abdominal superior, principalmente no quadrante direito

"A pré-eclâmpsia é uma das principais causas de mortalidade materna e fetal no mundo, sendo essencial o diagnóstico precoce e manejo adequado." – Ministério da Saúde, Brasil

Causas e Fatores de Risco

Causas Possíveis

A causa exata da pré-eclampsia ainda não é totalmente elucidada, mas acredita-se que envolva uma disfunção na implantação placentária e respostas imunológicas inadequadas.

Fatores de Risco

Fatores de RiscoDescrição
Gravidez de primeiro filhoMaior risco de pré-eclampsia
História prévia de pré-eclampsiaGestações anteriores aumentam o risco
Hipertensão crônicaContribui para agravamento da condição
ObesidadeEstá associada a maior risco
Idade materna avançadaAcima de 35 anos, aumenta as chances
MultíparasMúltiplas gestações podem elevar o risco
Diabetes pré-existentePode predispor ao desenvolvimento da condição

Diagnóstico da CID 10 Pré-eclampsia

Critérios Diagnósticos

De acordo com as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Ministério da Saúde, o diagnóstico de pré-eclampsia é feito com base nos seguintes critérios:

  • Pressão arterial sistólica ≥ 140 mmHg ou diastólica ≥ 90 mmHg, aferida em duas ocasiões, com intervalo de pelo menos 4 horas.
  • Proteinúria ≥ 300 mg em 24 horas ou uma relação proteína/creatinina (prot/creat) ≥ 0,3, ou, na ausência de coleta de urina, proteinúria detectada por teste de fita.

Alguns exames complementares

ExameObjetivoValor de referência
Hemograma completoAvaliar sinais de hemólise ou coagulopatiasPlaquetas ≥ 150.000/mm³
Função renal (ureia e creatinina)Monitorar comprometimento renalCreatinina ≤ 1,0 mg/dL
Avaliação hepáticaDetectar alterações hepáticasEnzimas dentro do normal
Doppler de fluxo uterinoAvaliar o fluxo sanguíneo placentárioFluxo adequado, sem sinais de resistência

Tabela de Classificação da Pré-eclampsia (OMS e Ministério da Saúde)

ClasseCritériosRiscos Associados
Pré-eclâmpsia levePressão arterial 140-159/90-109 mmHg, proteinúria < 5 g/24hMenor risco de complicações
Pré-eclâmpsia gravePressão arterial ≥ 160/110 mmHg, proteinúria ≥ 5 g/24h ou sinais de disfunção de órgãosRisco elevado de complicações

Tratamento da CID 10 Pré-eclampsia

Monitoramento e Cuidados Gerais

  1. Acompanhamento clínico rigoroso
  2. Controle da pressão arterial
  3. Reposição de líquidos quando necessário
  4. Repouso em repouso absoluto ou relativo, dependendo da gravidade

Medicações Utilizadas

  • Bloqueadores de cálcio (ex: nifedipina): para controle da hipertensão
  • Magnésio sulfato: para prevenção e controle de convulsões (eclâmpsia)
  • Betabloqueadores e outros antihipertensivos seguros na gravidez, sob orientação médica

Indicações de Parto

O parto é o único tratamento definitivo para a pré-eclâmpsia. A decisão deve considerar:

  • Idade gestacional
  • Gravidade da condição
  • Estado materno e fetal
  • Presença de complicações

Parto previsível é recomendado após a viabilidade fetal, geralmente a partir de 37 semanas de gestação em casos graves.

Link externo relevante sobre manejo clínico da pré-eclampsia: Ministério da Saúde Brasil - Pré-eclampsia e Eclâmpsia

Complicações da Pré-eclampsia

ComplicaçãoDescrição
EclâmpsiaConvulsões e coma, potencialmente fatais
Síndrome HELLPHemólise, enzimas hepáticas elevadas, plaquetopenia
Falência renalPode levar à insuficiência renal aguda
Descolamento prematuro de placentaRisco de hemorragia e perda fetal
Restrição de crescimento fetalDevido à diminuição do fluxo sanguíneo placentário

Prevenção e Estratégias de Controle

  • Acompanhamento pré-natal regular
  • Controle da pressão arterial
  • Dieta equilibrada e atividade física moderada
  • Evitar ganho excessivo de peso
  • Identificação precoce de fatores de risco

Perguntas Frequentes (FAQ)

1. Quais são os sinais de alerta para pré-eclampsia?

Resposta: Dor de cabeça intensa, alterações visuais, dor no abdômen superior, inchaço excessivo, hipertensão arterial não controlada.

2. A pré-eclâmpsia pode ser curada?

Resposta: A única cura definitiva é através do parto. O gerenciamento adequado pode controlar os sintomas até o momento adequado para a gestação evoluir para o parto.

3. Como é feito o acompanhamento após o parto?

Resposta: Monitoramento contínuo da pressão arterial, exames laboratoriais e avaliação clínica até a recuperação total.

4. Quais são os fatores de risco para recorrência?

Resposta: História prévia de pré-eclampsia, hipertensão crônica, obesidade, idade avançada e múltiplas gestações.

Conclusão

A CID 10 pré-eclampsia representa uma condição de grande impacto na saúde materna e fetal, exigindo atenção constante durante a gestação. O diagnóstico precoce aliado a um manejo clínico adequado pode reduzir significativamente as complicações e mortalidade. A conscientização sobre fatores de risco, acompanhamento pré-natal rigoroso e intervenções médicas oportunas são essenciais para garantir o bem-estar de mãe e bebê.

Se você deseja mais informações, consulte os Ministério da Saúde e organizações internacionais especializadas.

Referências

  1. Organização Mundial da Saúde. Guidelines for the Prevention, Detection, and Management of Pre-eclampsia and Eclampsia. Geneva: WHO; 2014.
  2. Ministério da Saúde. Conduta clínica para pré-eclampsia e eclâmpsia. Brasília: Ministério da Saúde; 2020.
  3. World Health Organization. Managing Hypertensive Disorders of Pregnancy. Geneva: WHO; 2011.
  4. Sociedade Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia (SBGO). Diretrizes para o manejo da pré-eclampsia, 2022.

Este artigo foi elaborado para fornecer uma compreensão completa e otimizada sobre o CID 10 Pré-eclampsia, visando auxiliar profissionais de saúde, gestantes e interessados na área de obstetrícia.