CID 10 Pitiríase Versicolor: Sintomas, Causas e Tratamento
A pitiríase versicolor, também conhecida como pano branco ou pano colorido, é uma condição de pele bastante comum, especialmente em climas quentes e úmidos. Seu diagnóstico e tratamento são essenciais para aliviar os sintomas e evitar complicações estéticas. Neste artigo, abordaremos de forma detalhada tudo o que você precisa saber sobre a CID 10 para pitiríase versicolor, incluindo seus sintomas, causas, métodos de diagnóstico, opções de tratamento e dicas para prevenção.
Introdução
A pele é o maior órgão do corpo humano e desempenha um papel fundamental na proteção contra agentes externos. Quando há alguma alteração, como no caso da pitiríase versicolor, a aparência da pele sofre mudanças que podem afetar a autoestima e o bem-estar emocional do indivíduo. Por isso, compreender a CID 10 relacionada à condição e buscar um tratamento adequado são passos importantes para quem sofre com os sintomas.

A CID 10, classificação internacional de doenças, padrão utilizado mundialmente pela Organização Mundial da Saúde (OMS), é essencial para o diagnóstico correto, pesquisa epidemiológica e planejamento de políticas de saúde pública. Para pitiríase versicolor, a classificação correta é a B37.0.
O que é Pitiríase Versicolor?
Definição
A pitiríase versicolor é uma infecção fúngica superficial causada por uma levedura do gênero Malassezia. Essa levedura é comumente presente na pele de indivíduos saudáveis, mas, sob certas condições, pode proliferar de maneira excessiva, levando ao desenvolvimento de manchas pigmentadas e descamação.
Por que é importante conhecer a CID 10?
A classificação oficial, CID 10, ajuda profissionais de saúde na padronização do diagnóstico, na pesquisa clínica e na implementação de protocolos de tratamento eficientes.
Sintomas da Pitiríase Versicolor
Características das manchas
- Manchas descoloridas, de tom mais claro ou mais escuro que a pele ao redor
- Áreas com margens pouco definidas
- Manchas arredondadas ou ovais, com tamanhos variados
- Possível descamação fina, principalmente ao arrastar os dedos
Localizações mais comuns
- Tronco (costas, peito e abdômen)
- Ombros
- Braços
- Pescoço
- Região superior das costas
Sintomas adicionais
- Prurido leve ou ausente
- Sensação de coceira em alguns casos
- Manchas que tendem a piorar com o calor, umidade ou sudorese
Causas e Fatores de Risco
Causas
A pitiríase versicolor ocorre devido ao crescimento excessivo de Malassezia, uma levedura que faz parte da microbiota normal da pele. Fatores que favorecem esse crescimento incluem:
- Clima quente e úmido
- Sudorese excessiva
- Uso de roupas justas ou de materiais sintéticos
- Atividade física intensa
- Uso de cremes oleosos ou produtos comedogênicos
Fatores de risco
| Fator de risco | Descrição |
|---|---|
| Idade | Mais comum entre adolescentes e jovens adultos |
| Clima | Regiões tropicais e subtropicais |
| Sistema imunológico comprometido | Como em casos de HIV, diabetes ou uso de imunossupressores |
| Falta de higiene | Embora não seja a causa direta, higiene prejudicada pode contribuir |
**"A compreensão das causas da pitiríase versicolor é fundamental para orientarmos um tratamento eficaz e evitar recidivas", afirma o dermatologista Dr. Carlos Silva.
Diagnóstico
Exame clínico
O diagnóstico geralmente é feito por um dermatologista por meio do exame visual, observando o padrão típico das manchas e sua distribuição.
Exames complementares
- Lâmpada de Wood: aplicação de luz ultravioleta que faz as áreas afetadas fluorescerem de forma amarela ou verde-oliva
- Dermatoscopia**: investigação em caso de dúvidas
- Prick test: para descartar alergias em alguns casos
Tabela de Diagnóstico
| Método | Resultado esperado | Observações |
|---|---|---|
| Exame visual | Manchas escamosas, descoloridas ou pigmentadas | Diagnóstico clínico inicial |
| Lâmpada de Wood | Florescência amarela ou verde-oliva | Confirmação útil |
| Microscopia de escamas | Presença de Malassezia em escamas | Teste definitivo |
Tratamento da CID 10 Pitiríase Versicolor
Opções de tratamento
O tratamento visa eliminar o fungo e promover a regeneração da pele.
Médicos de escolha
- Antifúngicos tópicos: cetoconazol, miconazol, terbinafina
- Antifúngicos sistêmicos: itraconazol ou fluconazol (em casos extensos ou recorrentes)
Como aplicar os medicamentos
- Tópicos: Esfregar a área afetada com o medicamento por cerca de 7 a 14 dias
- Sistêmicos: Dose única ou curta duração, sempre sob orientação médica
Cuidados adicionais
- Evitar umidade excessiva e roupas justas
- Manter a higiene adequada
- Utilizar sabonetes antifúngicos ou neutros
- Evitar exposição excessiva ao sol sem proteção
Prevenção de recidivas
A pitiríase versicolor tende a recidivar, por isso, a manutenção com antifúngicos tópicos em intervalos pode ser indicada em casos frequentes. Manter hábitos de higiene e evitar fatores que favorecem o crescimento do fungo são essenciais para prevenir novas crises.
Considerações importantes
- A automedicação não é recomendada. Sempre procure um dermatologista para avaliação adequada.
- O tratamento pode levar semanas para eliminar completamente as manchas.
- Mesmo após o desaparecimento, as manchas podem permanecer por algum tempo devido à pigmentação residual.
Perguntas Frequentes (FAQ)
1. A pitiríase versicolor é contagiosa?
Não há evidências concretas de que a pitiríase versicolor seja altamente contagiosa. Contudo, o crescimento do fungo é favorecido por fatores ambientais e do próprio hospedeiro.
2. Quanto tempo leva para o tratamento surtir efeito?
Normalmente, os sintomas melhoram em cerca de 2 a 4 semanas após o início do tratamento, mas a pele pode demorar mais para recuperar sua coloração original.
3. É possível prevenir a pitiríase versicolor?
Sim. Manter uma higiene adequada, evitar o excesso de umidade e usar roupas leves são boas práticas para reduzir o risco de recorrências.
4. Posso tomar banho com água quente se tenho pitiríase versicolor?
É recomendado evitar banhos excessivamente quentes, pois podem aumentar a sudorese e estimular o crescimento fúngico.
5. O tratamento é sempre eficaz?
Na maioria dos casos, sim, especialmente quando indicado e seguido corretamente. No entanto, recidivas podem ocorrer, requerendo novas intervenções.
Conclusão
A pitiríase versicolor, classificada como CID 10 B37.0, é uma condição de pele comum, porém que exige cuidados específicos para evitar suas recidivas e complicações estéticas. Entender seus sintomas, causas e opções de tratamento é fundamental para manter a pele saudável e livre das manchas.
Se você suspeita de pitiríase versicolor, procure um dermatologista para uma avaliação adequada e receba o tratamento mais indicado. Com a orientação correta e mudanças no estilo de vida, é possível controlar e prevenir essa condição de pele de forma eficaz.
Referências
- Organização Mundial da Saúde. CID-10 - Classificação Internacional de Doenças. https://icd.who.int/browse10/2019/en
- Gonçalves, R. H. et al. (2017). Dermatologia: Diagnóstico e Tratamento. Editora Atheneu.
- Silva, C. et al. (2020). Tratamento da Pitiríase Versicolor: Revisão de Literatura. Revista Brasileira de Dermatologia.
- Sociedade Brasileira de Dermatologia. Guia de Conduta em Pitiríase Versicolor. https://www.sbd.org.br
Lembre-se sempre de consultar um profissional de saúde para diagnóstico e tratamento adequados.
MDBF