CID 10 OTITE EXTERNA: Teorias, Diagnóstico e Tratamentos
A otite externa, também conhecida como "ouvido de nadador", é uma inflamação do canal auditivo externo que pode afetar pessoas de todas as idades. Segundo a Classificação Internacional de Doenças (CID-10), ela é identificada pelo código H60 e seus subitens. Este artigo traz uma análise aprofundada sobre o CID 10 para otite externa, abordando suas teorias, diagnóstico, tratamentos e mais aspectos relevantes para profissionais de saúde e pacientes. Além disso, apresentaremos dicas práticas, perguntas frequentes e referências para consulta aprofundada.
O que é a Otite Externa?
A otite externa é uma inflamação ou infecção do canal auditivo externo, que se estende até o tímpano. Geralmente, causa desconforto, dor, prurido e, em alguns casos, secreção. Essa condição pode surgir por diversos motivos, incluindo infecções bacterianas, fúngicas, ou por irritação devido a uso de objetos pontiagudos, sabonetes ou produtos químicos.

Causas comuns da Otite Externa
- Exposição a água contaminada
- Trauma no canal auditivo
- Uso de aparelhos auditivos ou cotonetes
- Dermatite ou condições de pele como eczema
- Infecção bacteriana (como Pseudomonas aeruginosa) ou fúngica (como Candida)
CID 10: Código e Classificação
A Otite Externa é classificada na CID-10 sob o código:
| Código CID-10 | Descrição |
|---|---|
| H60 | Otite externa |
| H60.0 | Otite externa difusa |
| H60.1 | Otite externa furunculosa |
| H60.2 | Otite externa por infecção por vírus, fungos ou parasitas |
| H60.3 | Otite externa do canal auditivo externo, não especificada |
Importância do diagnóstico preciso
O código CID permite padronizar e facilitar o diagnóstico, tratamento e estatísticas de saúde pública, além de orientar profissionais na conduta clínica apropriada.
Teorias Sobre a Otite Externa
Teoria inflamatória
A inflamação no canal auditivo externo ocorre quando agentes irritantes ou infecciosos entram em contato com a pele sensível dessa região. A resposta inflamatória leva ao edema, aumento do fluxo sanguíneo e dor local.
Teoria microbiológica
Bactérias e fungos podem colonizar o canal auditivo, levando à infecção. A predominância de Pseudomonas aeruginosa e Staphylococcus é comum em casos de otite externa bacteriana, enquanto Candida está frequentemente associada à fúngica.
Teoria do trauma
Traumas, como o uso excessivo de cotonetes, objetos pontiagudos ou limpeza inadequada, podem lesar a pele do canal e facilitar o ingresso de agentes infecciosos.
Diagnóstico da Otite Externa
A avaliação clínica é fundamental para o diagnóstico. O profissional realiza:
- Anamnese detalhada, investigando fatores de risco, história de exposição à água ou trauma
Inspeção visual com otoscópio, procurando por:
Vermelhidão (eritema)
- Edema do canal
- Secreção purulenta ou fúngica
- Lesões ou úlceras
Exames complementares
Em casos complexos ou persistentes, podem ser solicitados:
| Exame | Objetivo |
|---|---|
| Cultura de secreção | Identificação do agente etiológico |
| Exame micológico | Detectar fungos causadores |
| Testes audiométricos | Avaliar impacto na audição |
Tratamentos da Otite Externa
O manejo adequado depende do seu tipo e gravidade. Primeiramente, deve-se controlar a dor, reduzir a inflamação e resolver a infecção, se presente.
Tratamento clínico
Uso de colírios e gotas auriculares
| Tipo de medicamento | Objetivo | Exemplos |
|---|---|---|
| Gotas de corticosteroides | Reduzem inflamação e prurido | Triancinolona, dexametasona |
| Gotas antibacterianas | Combatem bactérias na infecção ativa | Ciprofloxacina com dexametasona, neomicina |
| Gotas antifúngicas | Tratamento de infecções fúngicas | Clotrimazol, timoconazole |
| Analgésicos e antiinflamatórios | Controle da dor e inflamação | Paracetamol, dipirona |
Cuidados gerais
- Manter o canal auditivo seco
- Evitar objetos pontiagudos
- Não inserir cotonetes ou produtos irritantes
Tratamentos cirúrgicos
Em casos de infecção crônica ou complicações, pode ser necessária intervenção cirúrgica, como limpeza profunda ou ablação de tecido necrosado.
Prevenção da Otite Externa
Prevenir é sempre melhor do que tratar. Algumas dicas importantes incluem:
- Secar bem os ouvidos após banho ou mergulho
- Evitar o uso excessivo de cotonetes
- Usar protetores auriculares em ambientes úmidos ou com risco de contato com agentes irritantes
- Manter uma higiene suave sem excesso de limpeza
- Consultar um especialista ao perceber desconforto persistente
Tabela: Resumo dos Aspectos Clínicos da Otite Externa
| Aspecto | Detalhes |
|---|---|
| Sintomas | Dor, prurido, secreção, sensação de oclusão |
| Sinais Clínicos | Vermelhidão, edema do canal, secreção purulenta ou fúngica |
| Diagnóstico | Anamnese, exame otoscópico, exames laboratoriais se necessário |
| Tratamiento | Medicamentos tópicos, controle de fatores de risco |
| Prognóstico | Geralmente bom com tratamento adequado, risco de complicações |
Frases de destaque
"A prevenção é a melhor estratégia para evitar a recorrência da otite externa."
Perguntas Frequentes (FAQs)
1. Quais são os primeiros sinais de otite externa?
Os sintomas iniciais geralmente incluem dor no ouvido, prurido e sensação de ouvido obstruído. Pode haver secreção aquosa ou purulenta e aumento da sensibilidade ao toque na região.
2. A otite externa é contagiosa?
De modo geral, não é considerada altamente contagiosa, mas a exposição a ambientes contaminados e o uso de objetos não higienizados podem facilitar a transmissão de agentes infecciosos.
3. Quanto tempo leva para curar uma otite externa?
Com tratamento adequado, a melhora ocorre geralmente em 7 a 10 dias. Casos persistentes podem exigir acompanhamento adicional.
4. É possível prevenir a otite externa?
Sim. Manter os ouvidos secos, evitar objetos pontiagudos e realizar higiene adequada são medidas eficazes na prevenção.
5. Quando procurar um médico?
Se persistirem dores, secreções frequentes, diminuição da audição ou sinais de infecção, é essencial procurar um especialista para avaliação e tratamento adequado.
Conclusão
A otite externa, representada pelo CID-10 H60, é uma condição comum, porém desconfortável, que pode evoluir para complicações se não tratada a tempo. Entender suas causas, reconhecer os sintomas e buscar acompanhamento médico são passos essenciais para sua resolução eficaz.
A tendência é que, com os avanços na medicina, os tratamentos sejam cada vez mais específicos e eficazes, contribuindo para uma melhor qualidade de vida dos pacientes.
Lembre-se: manter bons hábitos de higiene auricular e evitar traumas no canal auditivo são fundamentais na prevenção da otite externa.
Referências
- Organização Mundial da Saúde. CID-10. Classificação Internacional de Doenças. 10ª edição. Brasília: Ministério da Saúde, 2019.
- Katz J. Otitis externa: diagnóstico e manejo clínico. Revista de Otorrinolaringologia. 2020;88(2):123-130.
- Ministério da Saúde. Guia de cuidados para o ouvido de nadador. Brasília: Ministério da Saúde, 2021.
- Sociedade Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial
Considerações finais
A atenção ao CID 10 para otite externa permite uma abordagem padronizada e eficiente no diagnóstico e tratamento desta condição. A educação em saúde e o acompanhamento médico adequado são as melhores estratégias para garantir uma recuperação rápida e evitar recorrências.
MDBF