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CID 10 N97: Diagnóstico e Tratamento da Infertilidade Feminina

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A infertilidade feminina é uma condição que afeta milhões de mulheres ao redor do mundo, impactando emocionalmente, socialmente e psicologicamente a qualidade de vida dessas pessoas. De acordo com a Classificação Internacional de Doenças, CID 10, o código N97 refere-se especificamente às diferentes causas de infertilidade feminina, incluindo falhas ovulatórias, alterações anatômicas e condições endócrinas. Entender os aspectos relacionados ao CID 10 N97 é fundamental para orientar o diagnóstico, tratamento e suporte às mulheres que desejam engravidar.

Neste artigo, abordaremos detalhadamente o que é o CID 10 N97, como é realizado o diagnóstico, as opções de tratamento disponíveis, além de esclarecer dúvidas frequentes e reforçar a importância de uma abordagem multidisciplinar no cuidado às pacientes.

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O que é o CID 10 N97?

Significado e classificação

O CID 10 N97 refere-se à infertilidade feminina de origem que não está relacionada a anomalias genitais estruturais evidentes ou anormalidades no sistema reprodutor, mas que podem estar associadas a fatores hormonais ou outros problemas de saúde. Essa classificação engloba diversas causas que afetam a capacidade de uma mulher de engravidar de forma natural.

Tabela 1: Categorias do CID 10 N97

CódigoDescrição
N97.0Infertilidade devido a anovulação
N97.1Infertilidade devido a tubas ovarianas e peritoneais
N97.2Infertilidade devido a alterações uterinas
N97.3Infertilidade devido a fatores hormonais
N97.8Outras causas especificadas
N97.9Causas não especificadas

Fonte: Organização Mundial da Saúde (OMS)

Importância do diagnóstico preciso

Identificar corretamente a causa da infertilidade é fundamental para determinar o tratamento adequado. Como afirmou a especialista em reprodução assistida Dra. Maria Oliveira:

“O diagnóstico preciso possibilita ações terapêuticas específicas, aumentando as chances de sucesso no tratamento da infertilidade.”

Diagnóstico da infertilidade feminina (CID 10 N97)

Avaliação clínica

O primeiro passo no diagnóstico é uma avaliação detalhada do histórico clínico da paciente, incluindo:

  • Implantação de animais de risco para doenças sexualmente transmissíveis
  • História menstrual: regularidade, duração e fluxo
  • Histórico de procedimentos cirúrgicos ou patologias uterinas
  • Uso de medicamentos e hormônios
  • Condições de saúde geral e fatores de risco, como diabetes ou síndrome dos ovários policísticos

Exames complementares

A seguir, os principais exames que auxiliam na confirmação do diagnóstico:

Exame de sangue hormonal

Permite avaliar níveis de FSH, LH, estrogenos, progesterona, prolactina e TSH, essenciais na identificação de anovulação ou desregulações hormonais.

Ultrassonografia pélvica

Avalia a morfologia uterina, ovários, presença de folículos ovarianos residuais ou cistos.

Histerossalpingografia

Exame que verifica a patência das tubas uterinas, identificando possíveis obstruções que comprometam a fertilidade.

Histeroscopia

Permite a visualização direta do interior do útero, identificando pólipos, miomas ou septos uterinos.

Laparoscopia

Exame cirúrgico considerado padrão-ouro na investigação de causas como aderências ou endometriose.

Tabela 2: Procedimentos Diagnosticados

ExameObjetivo
HormonalAvaliação do funcionamento hormonal
UltrassonografiaObservar estrutura e morfologia reprodutiva
HisterossalpingografiaConfirmar a permeabilidade das tubas uterinas
HisteroscopiaDiagnóstico de alterações intrauterinas
LaparoscopiaInvestigar doenças pélvicas e aderências

Fonte: Sociedade Brasileira de Reprodução Humana

Tratamento da infertilidade CID 10 N97

Abordagem multidisciplinar

O tratamento da infertilidade feminina varia dependendo da causa identificada. Uma equipe composta por ginecologistas, endocrinologistas, psicólogos e especialistas em reprodução é fundamental para oferecer suporte integral à paciente.

Opções de tratamento

Terapias hormonais

São indicadas em casos de anovulação, especialmente em mulheres com síndrome dos ovários policísticos (SOP). Entre as medicações utilizadas estão o clomifeno, injeções de gonadotrofinas e agonistas de GnRH.

Procedimentos cirúrgicos

Para correção de alterações anatômicas, como septos uterinos ou pólipos. A cirurgia minimamente invasiva, como a laparoscopia, é preferida devido ao menor tempo de recuperação e menor risco de complicações.

Tecnologias de reprodução assistida (TRA)

Quando os métodos convencionais não levam à gestação, a fertilização in vitro (FIV) representa uma alternativa eficaz. Para informações detalhadas sobre o procedimento, acesse Sociedade Brasileira de Reprodução Humana.

Mudanças no estilo de vida

A adoção de hábitos mais saudáveis, como alimentação equilibrada, prática regular de exercícios físicos, controle do estresse e cessação do tabagismo, podem melhorar as chances de concepção.

Perguntas Frequentes (FAQs)

1. O que é o CID 10 N97?

O CID 10 N97 é uma classificação internacional que agrupa as causas de infertilidade feminina, incluindo fatores hormonais, anatômicos e outras condições que dificultam a gestação.

2. Quais são as principais causas de infertilidade feminina?

Entre as causas mais comuns estão a anovulação, distúrbios hormonais, obstruções tubárias, endometriose, miomas uterinos superiores a 4cm, e fatores imunológicos.

3. Como é feito o diagnóstico da infertilidade feminina?

Através de uma avaliação clínica detalhada e de exames complementares como hormonal, ultrassonografia, histerossalpingografia, histeroscopia e laparoscopia.

4. Quais tratamentos podem ajudar na concepção?

Terapias hormonais, procedimentos cirúrgicos, técnicas de reprodução assistida, além de mudanças no estilo de vida.

5. Qual a importância de procurar um especialista?

Profissionais especializados oferecem diagnóstico preciso e as opções de tratamento mais adequadas, potencializando as chances de sucesso.

Conclusão

A infertilidade feminina, classificada sob o CID 10 N97, representa um desafio que pode ser superado com diagnóstico precoce e tratamento adequado. A compreensão das causas, associada a uma abordagem integrada, aumenta significativamente as probabilidades de concepção e melhora a qualidade de vida das mulheres afetadas. É importante que cada paciente receba atenção individualizada e acompanhamento especializado à medida que busca realizar o sonho da maternidade.

A medicina moderna oferece diversas alternativas para auxiliar mulheres que enfrentam esse desafio, reforçando a necessidade de um diagnóstico completo e um plano de tratamento personalizado.

Referências

  1. Organização Mundial da Saúde (OMS). CID-10: Classificação Internacional de Doenças. Geneva: OMS; 2019.
  2. Sociedade Brasileira de Reprodução Humana. Tendências e avanços na reprodução assistida. Available at: https://sbhr.org.br
  3. Silva, A. C. et al. (2020). Infertilidade feminina: diagnóstico e tratamento. Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia, 42(2), 123-134.
  4. Ministério da Saúde. Protocolos para avaliação da infertilidade. Brasília: MS; 2021.

Para obter mais informações ou agendar uma consulta especializada, consulte um ginecologista ou especialista em reprodução assistida.