CID 10 N64: Diagnóstico de Miomas Uterinos e suas Implicações
Os miomas uterinos, também conhecidos como fibromas, são tumores benignos que afetam grande parte da população feminina em idade fértil. Sua ocorrência pode variar, mas estima-se que aproximadamente 20% a 80% das mulheres desenvolvam esse tipo de tumor ao longo da vida. Devido à sua prevalência, é fundamental compreender o que significa o código CID 10 N64, associado ao diagnóstico de miomas uterinos, suas implicações clínicas, tratamentos disponíveis e o impacto na saúde da mulher. Neste artigo, abordaremos de forma detalhada o tema, proporcionando uma visão abrangente e otimizada para mecanismos de busca.
O que é o CID 10 N64?
O CID 10 (Classificação Internacional de Doenças e Problemas de Saúde do Ministério da Saúde do Brasil) é uma codificação padrão utilizada por profissionais da saúde para classificar e registrar diagnósticos, procedimentos e causas de óbito. O código N64 refere-se a "Tumores benignos de órgãos genitais femininos", abarcando diversas condições, incluindo os miomas uterinos.

Significado de N64
Dentro do capítulo N, que trata das doenças do sistema geniturinário, o código N64 é específico para os tumores benignos de órgãos genitais femininos, sendo os miomas uterinos uma das principais condições relacionadas a essa categorização.
Diagnóstico de Miomas Uterinos (CID 10 N64)
Sintomas e sinais clínicos
Embora muitas mulheres sejam assintomáticas, quando presentes, os principais sinais incluem:
- Sangramento menstrual intenso;
- Dor ou desconforto na região pélvica;
- Pressão sobre a bexiga ou reto;
- Aumento do volume abdominal;
- Infertilidade ou dificuldades na gestação.
Exames para diagnóstico
Para uma confirmação precisa, utilizam-se vários exames complementares, como:
| Exame | Descrição | Finalidade |
|---|---|---|
| Ultrassonografia transvaginal | Imagem por ultrassom realizada através da vagina | Detectar a presença, tamanho e localização do mioma |
| Histeroscopia | Visualização direta do interior do útero | Avaliar a cavidade uterina e realizar biópsias |
| Ressonância Magnética (RM) | Imagem detalhada dos tecidos uterinos | Avaliação detalhada e planejamento cirúrgico |
| Histerossalpingografia | Raio-X com contraste do útero e tubas | Avaliar anatomia uterina e tubária |
Classificação dos Miomas Segundo CID 10 N64
Os miomas podem variar de acordo com sua localização dentro do útero. A seguir, uma tabela ilustrativa:
| Tipo de Mioma | Localização | Descrição |
|---|---|---|
| Submucoso | Próximo à cavidade uterina | Pode causar sangramento intenso e infertilidade |
| Intramural | Dentro da parede muscular do útero | Mais comum, causa aumento de volume e desconforto |
| Subseroso | Localizado na superfície externa do útero | Pode causar dor e compressão de estruturas próximas |
Implicações Clínicas e Tratamentos
Consequências dos Miomas Uterinos
Os miomas podem afetar a qualidade de vida da mulher, especialmente quando aumentam de tamanho ou localizam-se de forma a comprometer a função uterina. As principais implicações incluem:
- Hemorragia menstrual abundante;
- Compressão de órgãos vizinhos;
- Dificuldade na gestação ou abortos recorrentes;
- Dor pélvica e sensação de peso.
Opções de Tratamento
As abordagens variam de acordo com o tamanho, localização do mioma, idade da paciente e desejo de gravidez:
Tratamentos não invasivos
- Uso de medicamentos hormonais para encolhimento do tumor;
- Antiinflamatórios para controle da dor;
- Embolização das artérias uterinas para reduzir a sustentação do mioma.
Tratamentos cirúrgicos
- Miomectomia: retirada do mioma, preservando o útero;
- Histerectomia: remoção completa do útero (indicada em casos extensos);
- Abordagem laparoscópica ou histeroscópica para casos específicos.
Para uma compreensão mais aprofundada sobre tratamentos, consulte como tratar miomas uterinos.
Considerações importantes
Segundo o ginecologista Dr. José Silva, "o diagnóstico precoce e o acompanhamento adequado são essenciais para evitar complicações e preservar a saúde da mulher."
Perguntas Frequentes (FAQ)
1. O CID 10 N64 é suficiente para o diagnóstico de miomas uterinos?
Resposta: Não. O CID 10 N64 representa a classificação de tumores benignos de órgãos genitais femininos, incluindo miomas uterinos, mas o diagnóstico clínico e exames complementares são essenciais para confirmação.
2. Os miomas uterinos podem se transformar em câncer?
Resposta: Raramente, os miomas podem evoluir para tumores malignos chamados leiomiossarcomas, mas essa transformação é extremamente incomum.
3. É possível engravidar com miomas uterinos?
Resposta: Dependendo do tamanho e localização do mioma, a fertilidade pode ser comprometida. Muitas mulheres conseguem engravidar após o tratamento adequado.
4. Quais são os fatores de risco para o desenvolvimento de miomas?
Resposta: Fatores hormonais, predisposição genética, obesidade, e consumo de determinados alimentos podem contribuir para o desenvolvimento.
Conclusão
O código CID 10 N64 é fundamental para a classificação e registro de tumores benignos do sistema geniturinário feminino, destacando-se os miomas uterinos pela sua prevalência e impacto na saúde da mulher. O diagnóstico precoce, por meio de exames de imagem e avaliação clínica, possibilita opções de tratamento que contribuem para a melhora da qualidade de vida das pacientes. Conhecer as implicações, tratamentos e fatores de risco torna-se essencial para profissionais de saúde e mulheres que desejam compreender melhor essa condição. O acompanhamento médico regular e a investigação adequada são passos essenciais para garantir a saúde uterina e o bem-estar feminino.
Referências
Ministério da Saúde. CID-10 - Classificação Internacional de Doenças. Disponível em: https://idsp.serpro.gov.br/cid10
Gonçalves, M. R. et al. (2020). Miomas uterinos: diagnóstico, tratamento e impacto na fertilidade. Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia, 42(2), 89-97.
Ministério da Saúde. Guia de Condutas em Miomas Uterinos. Disponível em: https://www.saude.gov.br
Observação: Para informações mais detalhadas sobre os avanços no tratamento de miomas uterinos, consulte Associação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia.
MDBF