CID 10 N 18: Diagnóstico de Nefropatia Crônica - Guia Completo
A doença renal crônica — ou nefropatia crônica — representa um desafio crescente na área da saúde pública mundial, especialmente no Brasil. A sua detecção precoce e o manejo adequado podem prevenir complicações severas, incluindo a insuficiência renal terminal. Neste guia completo, você entenderá tudo sobre o CID 10 N 18, seu significado, critérios diagnósticos, tratamento e importância do diagnóstico precoce.
Introdução
A nefropatia crônica é uma condição progressiva que afeta milhões de pessoas no mundo todo. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), a prevalência de doença renal crônica está aumentando globalmente, tornando-se uma das principais causas de mortalidade e incapacidade. De acordo com o Ministério da Saúde do Brasil, estima-se que cerca de 15 milhões de brasileiros sofram de alguma forma de doença renal.

A classificação internacional de doenças (CID 10) atribui o código N 18 para referir-se à nefropatia crônica. Este código é utilizado por profissionais de saúde para registrar, estudar e gerenciar casos de doença renal em diferentes níveis de atenção à saúde.
Neste artigo, vamos explorar o que significa o CID 10 N 18, seus subtipos, critérios diagnósticos, tratamento, prevenção, além de responder às perguntas mais frequentes sobre a condição. Assim, este conteúdo pretende ser uma fonte confiável e completa para profissionais, pacientes e familiares.
O que é o CID 10 N 18?
Significado do CID 10 N 18
O CID 10 N 18 refere-se a Nefropatia crônica, condição em que há uma perda gradual da função renal ao longo do tempo, levando à insuficiência renal em estágio avançado. A classificação faz parte do capítulo XIII do CID 10, que trata de doenças do aparelho geniturinário, sistema urinário e pelos órgãos genitais masculinos.
Subtipos de Nefropatia Crônica de acordo com o CID 10 N 18
| Código CID | Denominação | Descrição |
|---|---|---|
| N 18.1 | Doença renal crônica, estágio 1 | Função renal levemente reduzida; diagnóstico precoce |
| N 18.2 | Doença renal crônica, estágio 2 | Redução moderada da função renal |
| N 18.3 | Doença renal crônica, estágio 3 | Perda significativa da função renal |
| N 18.4 | Doença renal crônica, estágio 4 | Insuficiência renal em estágio avançado |
| N 18.5 | Doença renal terminal (estágio 5) | Necessidade de diálise ou transplante renal |
| N 18.6 | Doença renal não especificada | Para casos onde a gravidade não está definida |
A classificação ajuda a determinar o tratamento e o prognóstico, além de facilitar o monitoramento epidemiológico.
Como é feito o diagnóstico de Nefropatia Crônica (CID 10 N 18)?
Critérios diagnósticos
De acordo com a Sociedade Brasileira de Nefrologia, o diagnóstico de nefropatia crônica envolve:
- Redução da taxa de filtração glomerular (TFG) por pelo menos 3 meses. Geralmente, uma TFG menor que 60 mL/min/1,73 m² indica insuficiência renal.
- Alterações anatomopatológicas compatíveis, confirmadas por biópsia renal, quando necessário.
- Presença de alterações nas provas de função renal, como albuminúria, proteinúria ou outros marcadores de dano renal.
Exames complementares
- Exames de sangue: Creatinina, ureia, cálcio, fósforo, paratormônio e outros.
- Exames de urina: Avaliação de albuminúria, proteinúria, sedimentos urinários.
- Imagem do aparelho urinário: Ultrassonografia renal pode ajudar na avaliação estrutural.
- Biópsia renal: em casos específicos, para confirmação etiológica ou gravidade.
Importância da detecção precoce
Detecção e intervenção precoces podem retardar a progressão da doença, preservando a qualidade de vida do paciente.
Tratamento da Nefropatia Crônica (CID 10 N 18)
Mudanças no estilo de vida
- Controle da pressão arterial: manter níveis abaixo de 130/80 mmHg.
- Dieta adequada: restrição de sal, fósforo e proteína, conforme orientação médica.
- Controle do diabetes: se presente, manter glicemia controlada.
- Evitar o uso de medicamentos nefrotóxicos.
Tratamentos específicos
- Medicamentos: inibidores da ECA ou bloqueadores dos receptores de angiotensina para reduzir a proteinúria.
- Diálise: necessária em estágios avançados ou na insuficiência renal terminal.
- Transplante renal: opção definitiva para alguns pacientes.
- Cuidados paliativos: na fase terminal, focados no conforto do paciente.
Como a prevenção pode ajudar?
Prevenção se dá através do controle dos fatores de risco, como hipertensão e diabetes, além da realização periódica de exames laboratoriais, especialmente em pacientes com histórico familiar de doenças renais.
Importância do monitoramento e estratégias de prevenção
Segundo a renomada médica nefrologista Dra. Maria de Lourdes Falcão, “a prevenção e o diagnóstico precoce representam a maior esperança na luta contra a progressão da doença renal.” Portanto, a educação em saúde e a atenção contínua são essenciais.
Caso queira aprofundar seus conhecimentos sobre prevenção, recomendo visitar Este site, que fornece informações atualizadas sobre estratégias de prevenção.
Perguntas Frequentes (FAQ)
1. Quais são os principais fatores de risco para desenvolver a Nefropatia Crônica (N 18)?
Os fatores incluem hipertensão arterial, diabetes mellitus, histórico familiar de doença renal, uso prolongado de medicamentos nefrotóxicos, obesidade, tabagismo e idade avançada.
2. Quais os sinais e sintomas da doença renal crônica?
Nos estágios iniciais, pode ser assintomática. Com a progressão, aparecem sinais como fadiga, inchaço nas pernas, alterações urinárias, hipertensão, náuseas e perda de apetite.
3. Como posso saber se tenho doença renal?
Realizando exames laboratoriais periódicos, especialmente a dosagem de Creatinina, análise de urina e cálculo da TFG. A consulta regular com um nefrologista é fundamental.
4. A nefropatia crônica é curável?
Infelizmente, a Nefropatia Crônica é uma condição que não tem cura na fase avançada, mas pode ser controlada e sua progressão retardada com o tratamento adequado.
5. Qual é o impacto da doença renal na qualidade de vida?
A doença pode limitar atividades diárias, causar sintomas físicos e emocionais, além de requerer tratamentos constantes, como diálise ou transplante, influenciando significativamente a vida do paciente.
Conclusão
A CID 10 N 18 – Nefropatia Crônica – é uma condição de grande impacto na saúde pública, exigindo atenção tanto na prevenção quanto no diagnóstico precoce. A abordagem multidisciplinar, a conscientização e o monitoramento constante são essenciais para retardar a progressão da doença e melhorar a qualidade de vida dos pacientes.
Investir na educação em saúde, promover hábitos de vida saudáveis e realizar exames periódicos são estratégias eficazes na luta contra a nefropatia crônica. Como bem reforça o renomado nefrologista Dr. José Rodrigues, “a prevenção é sempre a melhor estratégia contra as doenças renais.”
Referências
- Sociedade Brasileira de Nefrologia. Guia de Doença Renal Crônica. Disponível em: https://www.sbn.org.br
- Organização Mundial da Saúde. Relatório Global sobre Doença Renal. 2022.
- Ministério da Saúde do Brasil. Protocolos e Diretrizes em Nefrologia. Disponível em: https://saude.gov.br
- Silva, A. et al. (2021). “Avanços no Diagnóstico e Tratamento da Nefropatia Crônica.” Revista Brasileira de Nefrologia.
Este artigo foi elaborado com o objetivo de fornecer uma orientação completa e atualizada acerca do CID 10 N 18, contribuindo para a disseminação do conhecimento e o aprimoramento das práticas clínicas.
MDBF