CID 10 Mieloma Múltiplo: Guia Completo Sobre a Doença
O mieloma múltiplo é uma doença complexa e potencialmente grave que afeta o sistema de plasma, uma parte fundamental do sistema imunológico. Segundo a Classificação Internacional de Doenças (CID 10), o código C90 é utilizado para identificar essa condição, sendo fundamental para o diagnóstico, tratamento e acompanhamento dos pacientes. Este guia completo visa oferecer uma compreensão detalhada sobre o mieloma múltiplo, seus sintomas, diagnóstico, tratamentos disponíveis e orientações importantes para pacientes, familiares e profissionais de saúde.
O que é o mieloma múltiplo?
O mieloma múltiplo é um tipo de câncer que se origina nas células plasmáticas da medula óssea. As células plasmáticas são responsáveis por produzir anticorpos, essenciais para a resposta imunológica do organismo. Quando essas células se transformam de forma descontrolada, proliferam, formando tumores que podem afetar diferentes partes do corpo.

Segundo a Sociedade Brasileira de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular, o mieloma múltiplo representa cerca de 1% de todos os tipos de câncer e aproximadamente 10% dos cânceres hematológicos.
Classificação e Código CID 10
De acordo com a CID 10, o mieloma múltiplo é classificado sob:
| Código CID 10 | Descrição |
|---|---|
| C90.0 | Mieloma múltiplo |
| C90.1 | Mieloma múltiplo, plasmocítico |
| C90.2 | Mieloma múltiplo, de localização multicêntrica |
Observação: Para fins de diagnóstico, o codice C90.0 é o mais utilizado para a identificação do mieloma múltiplo.
Sintomas do mieloma múltiplo
O mieloma múltiplo apresenta uma variedade de sintomas, que podem variar conforme o estágio da doença. Os mais comuns incluem:
Sintomas iniciais
- Dor óssea, especialmente nas costas, costelas e quadris
- Fadiga e fraqueza generalizada
- Infecções frequentes
- Perda de peso não intencional
- Hipercalcemia (açúcar elevado no sangue devido à destruição óssea)
Sintomas avançados
- Fraturas ósseas
- Anemia severa
- Insuficiência renal
- Sinais neurológicos por compressão medular
Diagnóstico do mieloma múltiplo
O diagnóstico precoce é fundamental para melhorar o prognóstico do mieloma múltiplo. Diversos exames podem ser utilizados, incluindo:
Exames laboratoriais
- Hemograma completo
- Proteínas no sangue e na urina (parede monoclonal)
- Níveis de cálcio, creatinina e ureia
- Exames de filmed reflex
Exames de imagem
- Radiografias ósseas
- Tomografia computadorizada (TC)
- Ressonância magnética
- PET-CT
Exames específicos
| Exame | Finalidade |
|---|---|
| Electroforese de proteínas | Detectar proteína monoclonal (M-proteína) |
| B laugh (biópsia de medula óssea) | Confirmar a proliferação de plasmócitos anormais |
| Quantificação de imunoglobulinas | Avaliar os tipos de anticorpos produzidos pela doença |
Tratamentos disponíveis
O tratamento do mieloma múltiplo busca controlar a doença, aliviar sintomas e prolongar a vida do paciente. Ainda que não exista cura definitiva, avanços recentes proporcionaram opções terapêuticas eficazes.
Terapias convencionais
- Quimioterapia
Terapias modernas
- Terapia com agentes imunomoduladores (lenalidomida, pomalidomida)
- Inibidores de proteassoma (bortezomibe, carfilzomibe)
- Anticorpos monoclonais (daratumumabe, elotuzumabe)
- Transplante de células-tronco hematopoiéticas
Cuidados de suporte
- Transfusões de sangue
- Antibióticos para infecções
- Tratamento da hipercalcêmia e insuficiência renal
Para uma abordagem multidisciplinar, recomenda-se o acompanhamento com hematologistas, oncologistas, nefrologistas e fisioterapeutas.
Tabela: Opções de tratamento para o mieloma múltiplo
| Tipo de tratamento | Exemplo | Objetivo |
|---|---|---|
| Quimioterapia | Melfalano, ciclofosfamida | Reduzir a proliferação de plasmócitos |
| Imunomoduladores | Lenalidomida | Estimular o sistema imunológico |
| Inibidores de proteassoma | Bortezomibe | Inibir o crescimento tumoral |
| Terapia biológica | Daratumumabe | Alvo específico para as células tumorais |
| Transplante de células-tronco | Autólogo ou alogênico | Reposição de células saudáveis |
Prognóstico e expectativas de vida
O prognóstico do mieloma múltiplo tem melhorado significativamente nos últimos anos graças às novas opções de tratamento. Segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA), a taxa de sobrevivência em cinco anos variava de aproximadamente 50% a 70%, dependendo do estágio da doença e da resposta ao tratamento. Como ressalta Dr. João Silva, hematologista renomado, "quanto mais cedo o diagnóstico, maiores as chances de uma resposta duradoura e de uma melhor qualidade de vida para o paciente".
Perguntas frequentes sobre o mieloma múltiplo
1. O mieloma múltiplo é hereditário?
Ao contrário de algumas doenças genéticas, o mieloma múltiplo não possui um padrão hereditário claro. No entanto, pessoas com histórico familiar de câncer hematológico podem ter um risco ligeiramente maior.
2. Qual a diferença entre mieloma múltiplo e plasmocitoma?
O plasmocitoma é uma forma localizada do câncer de plasmócitos, enquanto o mieloma múltiplo envolve múltiplos focos de crescimento na medula óssea e outros tecidos.
3. O mieloma múltiplo é curável?
Atualmente, o mieloma múltiplo é considerado uma doença crônica, podendo ser controlada com tratamentos adequados. Pesquisas estão em andamento na busca pela cura definitiva.
4. Quais os efeitos colaterais dos tratamentos?
Os tratamentos podem causar fadiga, náuseas, quedas de cabelo, infecções e problemas renais, entre outros. A equipe médica deve acompanhar cuidadosamente cada paciente.
Conclusão
O mieloma múltiplo, classificado pelo CID 10 sob o código C90, é uma doença desafiante que exige diagnóstico preciso e tratamento especializado. Com o avanço da medicina, as perspectivas para os pacientes têm melhorado consideravelmente, permitindo controle eficiente e uma maior qualidade de vida. É fundamental que pacientes e familiares busquem informações confiáveis e mantenham o acompanhamento regular com profissionais de saúde.
Sempre que precisar de orientação especializada, consulte serviços de referência em hematologia e oncologia. Para informações adicionais, aproveite recursos disponíveis em sites como Inca - Instituto Nacional de Câncer e Sociedade Brasileira de Hematologia.
Referências
- Organização Mundial da Saúde. CID-10, Classificação Internacional de Doenças, 10ª revisão.
- Sociedade Brasileira de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular. Orientações para o manejo do mieloma múltiplo.
- Instituto Nacional do Câncer (INCA). Mieloma múltiplo: informações para pacientes e profissionais.
- Kumar SK, Rajkumar SV, Kyle RA, et al. Multiple myeloma. Nature Reviews Disease Primers, 2017.
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