CID 10 Mastite: Guia Completo para Diagnóstico e Tratamento
A mastite é uma inflamação mamária que acomete mulheres, principalmente durante o período de amamentação, podendo provocar dores, inchaço e febre. Seu diagnóstico precoce e tratamento adequado são essenciais para evitar complicações, além de garantir a continuidade do aleitamento materno. O código CID 10 para mastite é N61, um item importante para registros médicos, estatísticas de saúde pública e pesquisa epidemiológica. Este artigo visa oferecer um guia completo sobre a CID 10 mastite, abordando diagnóstico, sintomas, classificação, tratamento e dúvidas frequentes para profissionais da saúde e gestantes ou lactantes.
O que é a CID 10 Mastite?
A classificação CID 10 (Classificação Internacional de Doenças, 10ª edição) padroniza a codificação de diversas patologias, facilitando o registro, o estudo epidemiológico e o gerenciamento de tratamentos. A mastite, segundo o CID N61, refere-se à inflamação nas glândulas mamárias, que pode ser de origem infecciosa ou não infecciosa.

Significado do Código CID 10 N61
O código N61 do CID 10 descreve as inflamações mamárias, incluindo:
- Mastite aguda e crônica
- Mastite puerperal (associada ao parto e amamentação)
- Mastite não puerperal
- Mastite por outras causas
Classificação da Mastite segundo a CID 10
A mastite pode ser classificada de acordo com sua origem, tempo de evolução e causa. Conhecer essa classificação é fundamental para determinar o tratamento adequado.
Mastite Puerperal
Definição: Inflamação mamária ocorrida durante o período de lactação, geralmente associada à obstrução do ducto mamário ou infecção bacteriana.
Mastite Não Puerperal
Definição: Inflamação da mama que ocorre independentemente do período de amamentação, podendo ser causada por outros fatores, como trauma ou fatores hormonais.
Mastite Cronica
Definição: Inflamação de longa duração, podendo levar a alterações na estrutura mamária, como fibrose ou irrigação sanguínea comprometida.
Sintomas e Diagnóstico da Mastite (CID 10)
Reconhecer os sintomas da mastite é fundamental para um diagnóstico precoce, evitando complicações que podem levar ao abscesso mamário ou à necessidade de intervenção cirúrgica.
Sintomas Comuns
- Dor na região mamária
- Inchaço e sensibilidade
- Vermelhidão na pele
- Febre e mal-estar
- Nodulação ou endurecimento no tecido mamário
Diagnóstico
O diagnóstico é baseado na anamnese, exame físico e, dependendo do caso, exames complementares, como ultrassonografia mamária, mama método que pode auxiliar na diferenciação entre mastite e abscesso.
| Exame | Objetivo | Quando indicar |
|---|---|---|
| Ultrassonografia Mamária | Confirmar inflamação e detectar abscessos | Caso haja suspeita de abscesso |
| Cultura de Secreção Mamária | Identificar agentes causadores da infecção | Quando há secreção ou suspeita de infecção |
| Hemograma | Avaliar resposta inflamatória | Para casos de febre e mal-estar |
Tratamento da Mastite segundo o CID 10 N61
O tratamento da mastite varia de acordo com a causa, gravidade e fase da inflamação. O objetivo principal é aliviar os sintomas, tratar a infecção se presente e manter a lactação, sempre que possível.
Tratamento Clínico
- Antibioticoterapia: uso de antibióticos específicos, baseados na cultura do material coletado.
- Analgésicos e anti-inflamatórios: para aliviar a dor e reduzir a inflamação.
- Compressas quentes ou frias: promovem alívio sintomático e facilitam a drenagem do ducto obstruído.
- Manutenção da amamentação: incentivo à continuação da amamentação para evitar mastite recorrente.
Cuidados adicionais
- Higiene adequada da mama
- Troca frequente das conchas ou manguitos de proteção
- Avaliação da posição de pega do bebê
Diagnóstico de Abcesso Mamário
Quando a inflamação evolui para formação de pus, torna-se necessária intervenção cirúrgica para drenagem. Além do tratamento clínico, pode ser indicada cirurgia para eliminar a coleção de pus.
Prevenção da Mastite
A prevenção é fundamental, especialmente para mulheres lactantes, envolvendo cuidados com a higiene, boa técnica de pega e manutenção da amamentação frequente.
| Medida Preventiva | Descrição |
|---|---|
| Técnica de pega adequada | Assegurar que o bebê agarre corretamente o seio para evitar fissuras e obstruções |
| Manter higiene mamária | Lavar as mamas com água e sabão suave, evitar irritações da pele |
| Amamentar com frequência | Evitar o acúmulo de leite nos ductos, prevenindo obstruções |
| Troca de conchas ou manguitos | Manter higiene e higiene proporcionada por acessórios de proteção |
Perguntas Frequentes
1. Quais os principais fatores de risco para mastite?
Resposta: Os fatores incluem obstrução do ducto mamário, fissuras ou feridas nos mamilos, uso de roupas justas, estresse, fadiga, má técnica de amamentação e infecção bacteriana.
2. Como diferenciar mastite de engurgitamento mamário?
Resposta: Enquanto a mastite apresenta sinais de infecção, como vermelhidão e febre, o engurgitamento geralmente é caracterizado por uma sensação de peso, dor e inchaço, mas sem sinais de infecção mais graves.
3. A mastite pode afetar mulheres que não estão amamentando?
Resposta: Sim, embora seja mais comum na lactação, a mastite também pode ocorrer em mulheres que não estão amamentando, geralmente por fatores hormonais, trauma ou infecções.
4. A mastite é contagiosa?
Resposta: Não, a mastite não é uma doença contagiosa, mas a infecção bacteriana pode ser transmitida por contato inadequado ou higiene precária.
5. Quando procurar atendimento médico?
Resposta: Em caso de dor intensa, vermelhidão extensa, febre alta ou sinais de abscesso, deve-se procurar um profissional de saúde imediatamente.
Conclusão
A mastite, com seu código CID 10 N61, representa uma condição clínica relevante, especialmente para mulheres lactantes. O diagnóstico precoce, aliado a um tratamento adequado e às medidas de prevenção, é fundamental para evitar complicações graves, assegurar o bem-estar da mãe e garantir a continuidade do aleitamento materno. Profissionais da saúde devem estar atentos aos sinais e sintomas e orientar suas pacientes corretamente.
Lembre-se: “O cuidado com a mama reflete o cuidado com a vida.” – Anônimo
Para aprofundar seu conhecimento sobre o tema, recomenda-se consultar fontes confiáveis como o Ministério da Saúde e a Associação Brasileira de Mastologia.
Referências
- Organização Mundial da Saúde. CID-10 - Classificação Internacional de Doenças. Geneva: WHO, 2019.
- Ministério da Saúde. Manual de Assistência ao Parto e Neonatal. Brasília: Ministério da Saúde, 2018.
- Silva, J. R. et al. Mastite na Lactação: Diagnóstico, Tratamento e Prevenção. Revista Brasileira de Medicina da Família e Comunidade, 2020.
- Sociedade Brasileira de Mastologia. Diretrizes para manejo da mastite. Disponível em: https://mastologia.org.
Este artigo foi elaborado para promover um entendimento aprofundado sobre a CID 10 Mastite, buscando otimizar o conhecimento e contribuir para melhores práticas de diagnóstico e tratamento na área da saúde.
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