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CID 10: Mao Pe e Boca, Sintomas, Diagnóstico e Tratamento

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As doenças infectocontagiosas representam um desafio constante para a saúde pública, principalmente quando afetam populações infantis. Entre esses agravos, a Síndrome de Mão, Pé e Boca, cuja classificação na CID 10 é B94.3 (complicações de doenças infecciosas e parasitárias), é uma das mais comuns e preocupantes. Este artigo tem como objetivo explorar detalhadamente os aspectos relacionados ao CID 10 Mão, Pé e Boca, abordando seus sintomas, diagnóstico, tratamento, além de esclarecer dúvidas frequentes.

Tal conhecimento é fundamental para profissionais de saúde, pais e responsáveis, a fim de garantir uma intervenção rápida e eficaz, minimizando complicações. Vamos, ainda, compreender a classificação CID 10, conforme a Organização Mundial da Saúde (OMS), e oferecer dicas de prevenção e cuidados.

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O que é a Síndrome de Mão, Pé e Boca?

A Síndrome de Mão, Pé e Boca (MPB), também conhecida como Enterovirose, é uma infecção viral altamente contagiosa que afeta principalmente crianças pequenas, mas pode atingir todas as faixas etárias. A doença é causada predominantemente pelo vírus Coxsackie A16 e, em alguns casos, por outros enterovírus, como o Enterovírus 71.

A sua transmissão ocorre por contato direto com saliva, secreções nasais, fezes ou vesículas de pessoas infectadas. A rápida propagação do vírus torna a doença uma preocupação frequente em ambientes escolares, creches e comunidades.

CID 10: Classificação e Código

Tabela 1: Classificação da CID 10 para a doença de mão, pé e boca

Código CID 10DiagnósticoDescrição
B94.3Complicações de infecções e parasitosesSíndrome de Mão, Pé e Boca

“A precisão no diagnóstico e na classificação CID permite uma melhor gestão clínica e epidemiológica da doença.” – Organização Mundial da Saúde.

Observação importante:

Embora a CID 10 não tenha um código específico exclusivo para a doença de mão, pé e boca, ela está categorizada sob B94.3, que indica complicações de infecções gerais.

Sintomas da Mão, Pé e Boca

Os sintomas característicos variam de acordo com a fase da infecção, mas em geral incluem:

Sintomas iniciais

  • Febre moderada a alta
  • Mal-estar geral
  • Dor de garganta
  • irritabilidade, principalmente em crianças pequenas

Sintomas específicos

  • Lesões vesiculares na boca
  • Lesões na palma das mãos e plantas dos pés, que podem evoluir para máculas ou pápulas
  • Perda de apetite
  • Dificuldade para engolir
  • Lesões na genitália, em alguns casos

Imagem ilustrativa das lesões

Figura 1: Lesões vesiculares características na boca e mãos.
Lesões de Mão, Pé e Boca

Diagnóstico

O diagnóstico da síndrome é predominantemente clínico, baseado na avaliação dos sintomas e na inspeção das lesões características.

Procedimentos diagnósticos complementares

  • Exames laboratoriais, como PCR para identificação do vírus, especialmente em casos atípicos ou complicados.
  • Cultura viral e sorologias podem ser realizadas em casos específicos, embora não sejam rotineiros.

Quando suspeitar

  • Presença de lesões vesiculares na boca e mãos, associadas a febre e mal-estar.
  • Resposta clínica típica em crianças, especialmente em ambientes de convivência coletiva.

Tratamento

Até o momento, não existe um tratamento específico para a doença de mão, pé e boca.

Manejo clínico

  • Alívio dos sintomas: uso de analgésicos e antipiréticos como paracetamol ou dipirona.
  • Hidratação adequada: reforçar a ingestão de líquidos para evitar desidratação.
  • Cuidados com a higiene: lavar as mãos com frequência, desinfetar objetos e ambientes.
  • Dieta líquida: evitar alimentos ácidos ou irritantes na boca, como frutas cítricas, para aliviar a dor.

Recomendações importantes

  • Isolamento até que as lesões cicatrizem para evitar a transmissão.
  • Em casos mais graves ou imunocomprometidos, acompanhamento médico especializado.

Prevenção

A melhor estratégia contra a doença de mão, pé e boca é a prevenção. Algumas medidas essenciais incluem:

  • Higiene das mãos: lavar as mãos com água e sabão várias vezes ao dia.
  • Higiene dos ambientes: desinfecção regular de superfícies, brinquedos e objetos de uso comum.
  • Evitar contato com pessoas infectadas: especialmente em fases agudas da doença.
  • Uso de roupas e roupas de cama higienizadas.

Para maiores informações sobre prevenção e cuidados, acesse Ministério da Saúde e Organização Mundial da Saúde.

Quando procurar um médico?

Agende uma consulta se:- A criança apresentar febre persistente.- Houver dificuldades para engolir ou respirar.- As lesões aumentarem ou se espalharem rapidamente.- Houve sinais de desidratação, como pouca urina ou boca seca.

Perguntas Frequentes (FAQs)

1. A doença de mão, pé e boca é perigosa?

Na maioria dos casos, é uma doença autolimitada com sintomas leves. Porém, complicações podem ocorrer, principalmente em imunodeficientes ou em casos de desidratação severa, requerendo atenção médica.

2. Quanto tempo dura a doença?

Normalmente, a doença dura de 7 a 10 dias, com a cura das lesões ocorrendo ao final desse período.

3. Como evitar a transmissão para adultos?

Adultos podem contrair a doença, principalmente em ambientes de convivência com crianças infectadas. As mesmas medidas de higiene devem ser seguidas, além de evitar o contato próximo com pessoas infectadas.

4. Crianças podem frequentar escola enquanto estiverem infectadas?

O ideal é evitar o contato escolar enquanto há lesões ativas e febre, para evitar a propagação do vírus.

Conclusão

A Sulástica de Mão, Pé e Boca é uma infecção viral comum, especialmente em crianças pequenas, com transmissão fácil e sintomas característicos. O diagnóstico precoce e o manejo adequado, aliado às medidas de higiene e prevenção, são essenciais para evitar complicações e a disseminação da doença.

A classificação CID 10, por sua vez, contribui para o controle epidemiológico e planejamento de ações de saúde pública. Como destacou a OMS, "a vigilância e a informação adequada são ferramentas fundamentais para reduzir o impacto das doenças infecciosas."

Fique atento aos sinais, pratique a higiene constante e consulte um profissional de saúde ao menor sinal de sintomas suspeitos.

Referências

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