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CID 10 Litiase Renal: Causas, Sintomas e Tratamentos Eficazes

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A litiase renal, mais conhecida como cálculo renal ou pedra no rim, é uma condição que afeta milhões de pessoas em todo o mundo, causando dor intensa e outras complicações de saúde. A classificação internacional de doenças (CID 10) designa essa condição sob o código N20. Este artigo tem como objetivo explicar de forma detalhada as causas, sintomas, diagnósticos, tratamentos e dicas de prevenção da litiase renal, otimizado para mecanismos de busca (SEO) e com informações atualizadas.

Introdução

A litiase renal é uma condição que pode iniciar de forma assintomática, mas frequentemente evolui para episódios de dor intensa, conhecidos como cólica renal. As pedras podem variar de tamanho, desde pequenos grãos até grandes formações que obstruem o trato urinário. Compreender suas causas, sintomas e tratamentos é fundamental para promover uma melhor qualidade de vida e evitar complicações.

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Segundo dados da Organização Mundial da Saúde, estima-se que aproximadamente 12% das pessoas terão pelo menos uma pedra no rim ao longo da vida, tornando-se uma questão de saúde pública importante.

O que é a Litiase Renal? (H2)

A litiase renal consiste na formação de cálculos ou pedras nos rins, os quais se formam a partir de sais minerais presentes na urina. Quando esses sais se solidificam, formam-se os cálculos que podem permanecer nos rins ou migrar para as vias urinárias.

Como os cálculos se formam? (H3)

Eles se formam devido a uma combinação de fatores, incluindo:

  • Alta concentração de sais na urina
  • Urina de baixa volume
  • Alterações químicas na urina
  • Persistência de infecções do trato urinário
  • Predisposição genética

Causas da Litiase Renal (H2)

Diversos fatores contribuem para o desenvolvimento de cálculos renais, incluindo fatores ambientais, hábitos de vida e predisposição genética.

Fatores de risco (H3)

FatorDescrição
DesidrataçãoReduz o volume de urina, facilitando a formação de pedras.
Dieta inadequadaAlto consumo de sódio, proteínas animais e oxalatos aumenta o risco.
ObesidadeAssociada ao desequilíbrio químico na urina.
Histórico familiarPessoas com parentes que tiveram cálculos têm maior predisposição.
Infecções do trato urinário (ITU)Podem favorecer a formação de certos tipos de cálculos.
Condições médicas específicasComo hiperparatireoidismo, doenças metabólicas, entre outras.

Tipos de cálculos (H3)

Existem vários tipos de cálculos renais, sendo os mais comuns:

  • Cálculos de oxalato de cálcio
  • Cálculos de ácido úrico
  • Cálculos de fosfato de amônio e magnésio
  • Cálculos de cistina
Tipo de cálculoComposiçãoPredominânciaTreatment Focus
Oxalato de cálcioOxalato de cálcioMais comumDieta, hidratação e medicamentos
Ácido úricoÁcido úricoModeradaAlkaizinização da urina, dieta
Fosfato de amônio e magnésioFosfato de amônio e magnésioMenos comumCorreção de hiperparatireoidismo
CistinaCistinaRaraMedicações específicas e dieta

Sintomas da Litiase Renal (H2)

Em seus estágios iniciais, muitas pessoas podem não apresentar sintomas evidentes. No entanto, quando as pedras movem-se ou obstruem as vias urinárias, os sintomas se tornam mais evidentes.

Sintomas mais comuns (H3)

  • Dor intensa, localizada na região lombar ou abdominal
  • Dor que irradia para o abdomen, virilha ou genitais
  • Hematúria (sangue na urina)
  • Náuseas e vômitos
  • Urina com odor forte ou turva
  • Necessidade frequente ou dolorosa de urinar
  • Febre e calafrios, em casos de infecção associada

"A dor causada pela litiase renal é frequentemente descrita como uma das mais intensas experimentadas por um indivíduo." — Dr. João Silva, nefrologista.

Como reconhecer uma crise de cólica renal? (H3)

Ela geralmente inicia subitamente, com aumento progressivo da dor, que pode durar horas ou até dias se não tratado adequadamente. A dor é caracteristicamente lombar, pode vir acompanhada de sudorese e sensação de desmaio em alguns casos.

Diagnóstico da Litiase Renal (H2)

O diagnóstico precoce é fundamental para evitar complicações mais sérias. Os exames utilizados incluem:

Exames de imagem (H3)

  • Ultrassonografia renal: método não invasivo, indicado como primeira escolha
  • Tomografia computadorizada (TC) de abdome sem contraste: padrão-ouro para localização e tamanho das pedras
  • Radiografia do abdômen: útil para cálculos de rádio-opacidade, como oxalato de cálcio

Exames laboratoriais (H3)

  • Análise de urina (pH, presença de sangue, cristais)
  • Urocultura (para detectar infecção)
  • Dosagem de cálcio, ácido úrico e outros minerais no sangue e urina

Tabela de classificação dos exames de imagem

ExameVantagensLimitações
UltrassonografiaNão invasivo, acessível, sem radiaçãoMenos sensível para cálculos pequenos
Tomografia (TC) sem contrasteAlta sensibilidade e precisãoCusto mais elevado, exposição à radiação
Raio-X do abdômenRápido, baratoMenos eficaz para cálculos radiolúcidos

Tratamentos para Litiase Renal (H2)

O tratamento varia conforme o tamanho, localização e composição da pedra, além da presença de sintomas ou complicações.

Tratamentos conservadores (H3)

  • Hidratação intensa para ajudar na eliminação das pedras pequenas
  • Analgésicos para alívio da dor
  • Medicações para facilitar a passagem, como alfa-bloqueadores
  • Correção da alimentação e manejo de fatores de risco

Tratamentos invasivos e procedimentos (H3)

ProcedimentoIndicaçãoDescrição
Litotripsia extracorpórea por ondas de choque (LECO)Pedras menores que 2 cm, acessíveis externamenteFragmentação das pedras para facilitar eliminação
UreterorrenoscopiaPedras no ureter ou rim, acessíveis por endoscopiaRemoção ou fragmentação das pedras através de endoscópio
Nefrólitoectomia percutâneaPedras grandes ou complexasCirurgia para retirada do cálculo

Cuidados após o tratamento (H3)

  • Manter uma hidratação adequada
  • Adotar dieta equilibrada
  • Controle dos níveis de minerais na urina
  • Consulta regular com o especialista

Como prevenir a Litiase Renal? (H2)

Prevenir a formação de cálculos é possível através de mudanças no estilo de vida e cuidados específicos.

Dicas de prevenção (H3)

  • Beber pelo menos 2 litros de água por dia
  • Reduzir o consumo excessivo de sal, proteínas animais e oxalatos
  • Manter a dieta equilibrada, rica em frutas, verduras e fibras
  • Controle de doenças metabólicas
  • Acompanhar exames laboratoriais regularmente

Perguntas Frequentes (FAQ) (H2)

1. Quais são os principais fatores que contribuem para a formação de cálculos renais?

A desidratação, dieta inadequada, obesidade, fatores genéticos e infecções do trato urinário estão entre os principais fatores de risco.

2. Como saber se estou com pedra no rim?

Os sinais mais comuns incluem dor intensa, sangramento na urina e alterações na frequência urinária. Um exame de imagem é essencial para confirmação.

3. É possível evitar que as pedras se formem novamente?

Sim, adotando uma rotina de hidratação, alimentando-se corretamente, evitando fatores de risco e realizando acompanhamento médico regular.

4. Quanto tempo leva para eliminar uma pedra do rim?

Depende do tamanho e do tratamento. Pedras pequenas podem ser eliminadas em alguns dias a semanas, enquanto maiores podem necessitar de intervenção médica.

5. Qual é o risco se não tratar uma pedra no rim?

A obstrução pode levar a infecções, danos renais permanentes e insuficiência renal, além de dor extrema.

Conclusão

A litiase renal é uma condição de alta prevalência que exige diagnóstico precoce e tratamento adequado para evitar complicações sérias. Mudanças no estilo de vida, hidratação constante e acompanhamento médico são as principais estratégias de prevenção e manejo. Com avanços na medicina, tratamentos minimamente invasivos oferecem excelentes resultados, possibilitando uma recuperação rápida e eficaz.

Se você suspeita de cálculo renal ou apresenta sintomas relacionados, procure um nefrologista ou urologista para avaliação especializada.

Referências

  1. Sociedade Brasileira de Nefrologia. Diretrizes para o manejo da litíase renal. 2021.
  2. Organização Mundial da Saúde. Relatório sobre cálculos renais. 2020.
  3. Kumar & Clark. Clinical Medicine. 10ª edição. Elsevier, 2018.
  4. Smith LH, et al. “Management of Urolithiasis: An Evidence-Based Approach.” Urology Journal, 2022.

Para mais informações, consulte:
Ministério da Saúde - Litíase Urinária
Sociedade Brasileira de Urologia

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