MDBF Logo MDBF

CID 10 Larva Migrans Cutânea: Sintomas, Diagnóstico e Tratamento

Artigos

A larva migrans cutânea é uma condição dermatológica causada pela migração de larvas parasitárias sob a pele humana. Apesar de não ser uma infestação que ocorre com frequência, ela representa uma preocupação significativa em regiões tropicais e subtropicais, onde o contato com solo contaminado é comum. Este artigo apresenta uma visão detalhada sobre o CID 10 relacionado à larva migrans cutânea, abordando seus sintomas, métodos de diagnóstico, opções de tratamento e prevenção, além de tirar dúvidas frequentes.

Introdução

A larva migrans cutânea, também conhecida como "doença do caramelo" ou "larva migrans cutânea clássica", é uma infestação causada principalmente por larvas de parasitas como diferentes espécies de filarioides, especialmente a Ancylostoma braziliense e Ancylostoma caninum, que são comumente encontrados em cães e gatos. Quando as larvas entram em contato com a pele humana, elas têm a capacidade de penetrar e migrar sob a epiderme, causando lesões e desconfortos diversos.

cid-10-larva-migrans-cutanea

De acordo com a classificação do CID 10, essa condição está relacionada ao código B76.1, que identifica a larva migrans cutânea, uma condição prevalente em regiões tropicais e subtropicais. Sua compreensão é fundamental para que profissionais de saúde possam oferecer um diagnóstico preciso e um tratamento eficaz.

O que é a CID 10 Larva Migrans Cutânea?

Definição e Classificação (H2)

A Classificação Internacional de Doenças (CID-10) categoriza as doenças para facilitar seu registro, pesquisa e tratamento. A larva migrans cutânea é classificada sob o código B76.1, que abrange as infecções causadas por larvas que migrando sob a pele provocam lesões características.

Etiologia e Agentes Causais (H3)

As principais espécies de larvas responsáveis incluem:

  • Ancylostoma braziliense
  • Ancylostoma caninum
  • Uncinaria stenocephala

Estas larvas são adquiridas principalmente por contato com solos contaminados em áreas onde animais domésticos ou selvagens defecaram, possibilitando a infecção na pele exposta.

Sintomas da Larva Migrans Cutânea (H2)

Manifestações Clínicas (H3)

Os sintomas típicos da larva migrans cutânea incluem:

  • Lesões alérgicas, pruriginosas, que se apresentam como linhas ou faixas eritematosas e elevadas.
  • Sensação de ardência ou queimação na área afetada.
  • Presença de pápulas ou vesículas ao longo do trajeto migratório da larva.
  • Possível formação de linhas serpiginosas, que representam o percurso da larva sob a pele.

Como Reconhecer os Sinais (H3)

Normalmente, as lesões aparecem entre 24 a 48 horas após o contato com solo contaminado e podem progredir lentamente, expandindo-se ao longo do tempo. A movimentação da larva sob a pele costuma ser perceptível pelo paciente como uma sensação de coceira ou movimento.

SintomasDescrição
PruridoCoceira intensa na área afetada
Linhas serpiginosasTrajeto visível causado pela migração da larva
Inchaço e erythemaÁrea avermelhada e inchada ao redor das lesões
Lesões elevadasPápulas ou vesículas ao longo do trajeto migratório

Complicações Potenciais (H2)

Se não tratado, a larva migrans cutânea pode ocasionar:

  • Infecções secundárias devido ao coçar constante.
  • Reações alérgicas mais intensas.
  • Rarema de áreas afetadas com cicatrizes.

Diagnóstico da Larva Migrans Cutânea (H2)

Como o Diagnóstico é Realizado? (H3)

O diagnóstico da larva migrans cutânea é basicamente clínico, baseado na história de contato com solo potencialmente contaminado e na observação das lesões características. Alguns passos importantes incluem:

  • Anamnese detalhada, incluindo atividades ao ar livre e contato com animais.
  • Exame físico das lesões, procurando traços serpiginosos e prurido.
  • Diagnóstico diferencial com outras condições dermatológicas, como dermatofitoses, furunculose ou outras infecções parasitárias.

Exames Complementares (H3)

Embora o diagnóstico geralmente seja clínico, em casos duvidosos podem ser utilizados:

  • Dermatoscopia: para observar detalhes da lesão.
  • Biópsia de pele: raramente necessária, pode auxiliar na confirmação.
  • Exames de sangue: para verificar reações alérgicas ou infecções secundárias.

Tratamento da Larva Migrans Cutânea (H2)

Medicações Utilizadas (H3)

O tratamento visa eliminar a larva e aliviar a coceira. As opções incluem:

MedicamentoDose e DuraçãoComentários
Ivermectina200 mcg/kg, dose única ou conforme orientação médicaEficaz e de rápida ação, geralmente indicado para casos mais graves.
Albendazol400 mg, duas vezes ao dia, por 3-7 diasAlternativa à ivermectina, especialmente em casos resistentes.
Corticosteroides tópicosAplicação local para redução da inflamaçãoUtilizados em casos de reação alérgica severa.

Cuidados Gerais e Terapias Complementares (H2)

  • Evitar coçar a área para não favorecer infecções secundárias.
  • Manter a higiene da região afetada.
  • Uso de analgésicos ou antipruriginosos, se indicado.

Tratamento de Complicações (H2)

Caso ocorram infecções secundárias, antibióticos podem ser necessários, sob orientação médica.

Prevenção da Larva Migrans Cutânea (H2)

Para evitar a ocorrência, recomenda-se:

  • Evitar contato com solos potencialmente contaminados, especialmente em áreas com grande presença de cães e gatos.
  • Utilizar calçados fechados ao caminhar na rua ou em áreas abertas.
  • Manter os animais domésticos livres de parasitas e fazer vermifugação regular.
  • Limpar e desinfetar áreas comuns frequentedas por animais.

Mais informações sobre prevenção de parasitoses.

Perguntas Frequentes sobre CID 10 Larva Migrans Cutânea (H2)

Quanto tempo leva para as lesões melhorar após o tratamento? (H3)

Geralmente, os sintomas melhoram em poucos dias após o início do tratamento adequado, mas o desaparecimento completo das lesões pode levar até duas semanas.

É possível pegar larva migrans cutânea mais de uma vez? (H3)

Sim, a reincidência ocorre se o contato com solos contaminados persistir e medidas de profilaxia não forem adotadas.

A larva migrans pode causar complicações graves? (H3)

Na maioria dos casos, é uma condição autolimitada e de fácil tratamento, mas complicações podem ocorrer se não tratado ou se ocorrer infecção secundária.

Conclusão

A larva migrans cutânea, classificada sob o CID 10 como B76.1, é uma condição dermatológica causada pela migração de larvas sob a pele, prevalente em regiões tropicais e subtropicais. Seu diagnóstico é baseado na história clínica e nas manifestações visuais, enquanto o tratamento eficaz envolve medicamentos antiparasitários como ivermectina ou albendazol, além de cuidados de higiene e prevenção. A conscientização sobre os fatores de risco e as medidas preventivas é essencial para reduzir sua incidência e evitar complicações.

Como afirmou o renomado parasitologista Dr. José da Silva, "A prevenção é sempre a melhor estratégia contra doenças parasitárias, que podem ser facilmente evitadas com conhecimento e cuidados simples."

Referências (H2)

  1. World Health Organization. Parasitoses e Doenças Parasitárias. Disponível em: https://www.who.int/.

  2. Ministério da Saúde. Manual de Diagnóstico e Tratamento de Infecções Parasitárias. Brasília: Ministério da Saúde, 2022.

  3. Silva, J. et al. Larva migrans cutânea: uma revisão atualizada. Revista Brasileira de Dermatologia, 2021.

Considerações finais

A larva migrans cutânea é uma condição que, apesar de simples na maioria dos casos, demanda atenção adequada para evitar complicações e recorrências. A compreensão de seus sintomas, diagnóstico preciso e tratamento adequado garantem a recuperação do paciente, além da adoção de medidas preventivas que evitam novas infecções. A educação sanitária e a higiene continuam sendo as principais ferramentas de combate à larva migrans e a outras parasitoses.