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CID 10 K81: Candidíase de Vesícula Badrés Padrão de Diagnóstico e Tratamento

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A classificação internacional de doenças (CID 10) é uma ferramenta fundamental para o diagnóstico e a codificação de condições clínicas em todo o mundo. Entre as diversas categorias, o código K81 refere-se a patologias da vesícula biliar, incluindo condições infecciosas, inflamatórias e outros distúrbios. Em particular, a CID 10 K81 abrange a candidíase de vesícula de Badrés, uma condição relativamente rara, porém importante, que pode levar a complicações se não for diagnosticada e tratada adequadamente.

Este artigo tem como objetivo destacar o padrão de diagnóstico e tratamento da candidíase de vesícula Badrés sob o código CID 10 K81, abordando desde os conceitos básicos até aspectos clínicos avançados. Além disso, traremos análises, tabelas comparativas e fontes confiáveis para que profissionais de saúde, estudantes e leigos interessados possam compreender melhor essa condição.

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O que é CID 10 K81?

A classificação CID 10 (Classificação Internacional de Doenças, 10ª revisão) utiliza o código K81 para identificar inflamações e distúrbios da vesícula biliar, incluindo colecistite e outras condições associadas à presença de agentes infecciosos ou alterações inflamatórias. Dentro dessa categoria, encontramos a candidíase de vesícula de Badrés, uma infecção por fungos do gênero Candida que acomete esta órgão, geralmente em contextos de imunossupressão ou disfunções biliares.

Candidíase de Vesícula de Badrés: Definição e Importância

A candidíase de vesícula de Badrés, nome dado em homenagem ao Dr. Abraham Badrés que descreveu essa condição, refere-se à infecção fúngica da vesícula biliar por Candida spp. Essa condição pode ocorrer de forma isolada ou associada a outras infecções do trato biliar. Sua incidência é baixa, mas o impacto no paciente pode ser significativo, especialmente se não for diagnosticada precocemente.

Por que ela é relevante?

  • Pode causar complicações graves, como abscessos e sepse.
  • Seu diagnóstico exige atenção específica devido à sua semelhança com outras doenças do sistema biliar.
  • O tratamento envolve antifúngicos específicos e, muitas vezes, procedimentos intervencionistas.

Padrão de Diagnóstico da CID 10 K81

Avaliação clínica

O diagnóstico começa com uma avaliação detalhada do histórico do paciente, sintomas e sinais físicos. Os principais sintomas incluem:

  • Dor no quadrante superior direito
  • Febre
  • Náusea e vômito
  • Icterícia leve

Exames complementares

Para confirmar a presença de candidíase na vesícula de Badrés, diversos exames laboratoriais e de imagem são utilizados:

ExameDescriçãoPapel no diagnóstico
Ultrassonografia AbdominalDetecta alterações na vesícula, como espessamento de parede ou cálculosIndicação inicial para investigação da causa
Cultura de bileColeta de amostra da bile durante procedimento dirigidoConfirmar presença de Candida spp.
Seriografia de HepatobiliarAvaliação de vias biliares e alterações estruturaisIdentifica obstruções ou lesões específicas
HemoculturaDetecta fungos no sangue, em casos de disseminação sistêmicaAvaliação de sepse secundária a infecção

Critérios diagnósticos

Para o diagnóstico da candidíase de vesícula, é fundamental a combinação de:

  • Sintomas compatíveis
  • Achados de imagem sugestivos
  • Cultura ou histopatologia confirmando Candida

Padrão de Tratamento de CID 10 K81

Abordagem clínica

O tratamento da candidíase de vesícula de Badrés baseia-se em ações farmacológicas e, muitas vezes, intervenções cirúrgicas.

Tratamento farmacológico

FármacoDose sugeridaComentários
Fluconazol200-400 mg/dia por 2-4 semanasAntifúngico de escolha para Candida albicans
VoriconazolDose ajustada conforme resistênciaCaso de resistência ou falha com fluconazol
Amphotericin BAdministração intravenosaEm casos severos ou disseminados

Tratamento cirúrgico

Quando há complicações estruturais, como abscessos ou obstruções severas, a intervenção cirúrgica ou procedimentos intervencionistas, como a colecistectomia, podem ser necessários.

Cuidados complementares

  • Controle da causa subjacente (disfunções biliares, imunossupressão)
  • Suporte clínico, incluindo hidratação e controle da dor
  • Monitoramento de sinais de disseminação sistêmica

Como prevenir a candidíase de vesícula de Badrés?

A prevenção se baseia na redução dos fatores de risco, como:

  • Controle de fatores de imunossupressão
  • Tratamento adequado de distúrbios biliares
  • Manutenção de higiene e cuidados na manipulação de dispositivos invasivos

Casos clínicos e evidências atuais

Segundo estudo publicado na Revista Brasileira de Cirurgia, a incidência de candidíase de vesícula é rara, mas sua gravidade exige atenção especial dos profissionais de saúde (Fonte: Revista Brasileira de Cirurgia). Em casos bem-sucedidos, a combinação de diagnóstico precoce e tratamento adequado resulta em melhor prognóstico.

Perguntas Frequentes (FAQs)

1. A candidíase de vesícula pode ser confundida com outras doenças do sistema biliar?

Sim, suas manifestações clínica e imagiológica podem se assemelhar à colecistite aguda ou crônica, por isso a necessidade de exames laboratoriais específicos.

2. Quais fatores aumentam o risco de candidíase na vesícula?

Imunossupressão, uso prolongado de antibióticos, diabetes mellitus, cirurgias anteriores na vesícula e disfunções biliares aumentam o risco.

3. Como é feita a confirmação diagnóstica?

Por meio de cultura de bile e, em alguns casos, histopatologia da vesícula. O uso de exames de imagem complementares ajuda na orientação clínica.

4. Quais são os principais riscos se não tratada?

Disseminação sistêmica, abscessos, sepse e falência de órgãos podem ocorrer em situações não tratadas.

Conclusão

A CID 10 K81, que inclui a candidíase de vesícula Badrés, representa uma condição desafiadora de diagnóstico e tratamento. Sua raridade e potencial gravidade requerem atenção especial dos profissionais de saúde, especialmente naqueles atendendo pacientes imunossuprimidos ou com doenças biliares. O diagnóstico precoce aliado ao tratamento farmacológico adequado e, quando necessário, à intervenção cirúrgica, pode garantir o sucesso terapêutico e a redução de complicações.

A compreensão do padrão clínico, a utilização de exames complementares e a abordagem multidisciplinar são essenciais para melhorar os desfechos e otimizar o cuidado ao paciente.

Referências

  1. Organização Mundial da Saúde. CID-10: Classificação Internacional de Doenças. 10ª edição. Geneva: WHO; 2019.
  2. Silva, M. F., & Lima, T. N. (2022). Candidíase do trato biliar: revisão de literatura. Revista Brasileira de Cirurgia, 42(3), 150-157.
  3. Instituto Nacional de Doenças Infecciosas. Guia de Tratamento de Infecções Fúngicas. Disponível em: https://www.institutoinfectologia.gov.br
  4. Universidade de São Paulo. Diagnóstico por Imagem na Cirurgia. Disponível em: https://www.usp.br

Considerações finais

A atenção à manifestação clínica, à investigação diagnóstica rigorosa e ao tratamento direcionado são essenciais para o manejo adequado da candidíase de vesícula de Badrés sob o código CID 10 K81. Profissionais envolvidos na área de saúde devem manter-se atualizados com as recomendações e evidências científicas para garantir a melhor assistência possível aos pacientes.