MDBF Logo MDBF

Cid 10 Icterícia Neonatal: Diagnóstico e Tratamento Eficaz

Artigos

A icterícia neonatal é uma condição comum em recém-nascidos, caracterizada pelo amarelamento da pele e das mucosas devido ao acúmulo de bilirrubina no organismo do bebê. Este fenômeno, embora muitas vezes seja uma fase transitória e inofensiva, pode indicar condições clínicas que exigem atenção especializada para evitar complicações. O código CID 10 para icterícia neonatal é P58. A compreensão precoce dos sinais, o diagnóstico preciso e o tratamento adequado são essenciais para garantir a saúde e o bem-estar do recém-nascido.

Neste artigo, abordaremos de forma detalhada o diagnóstico, as causas, os tratamentos e as medidas de prevenção relacionadas à icterícia neonatal, além de esclarecer dúvidas frequentes e fornecer informações relevantes para profissionais de saúde e pais.

cid-10-ictericia-neonatal

O que é a Icterícia Neonatal?

A icterícia neonatal refere-se à coloração amarelada da pele e das mucosas de recém-nascidos, resultado do aumento de bilirrubina no sangue, uma pigmentação que é geralmente eliminada pelo fígado.

Causas da Icterícia Neonatal

As principais causas da icterícia em recém-nascidos podem ser divididas em:

  • Fisiológica: comum nas primeiras fases da vida, devido à imaturidade do fígado do bebê.
  • Patológica: causada por fatores como incompatibilidade sanguínea, enfermidades hepáticas, infecções, entre outras.
  • Mecânica: obstruções nos ductos biliares ou problemas estruturais do fígado.

Diagnóstico da Icterícia Neonatal

O diagnóstico precoce é fundamental para evitar complicações. A avaliação inclui exames clínicos, laboratoriais e de imagem.

Exames Clínicos

  • Observação do grau de coloração amarelada.
  • Avaliação do tempo de duração da icterícia.
  • Exame físico completo para identificar sinais de doenças subjacentes.

Exames Laboratoriais

ExameDescriçãoImportância
Bilirrubina totalMede a quantidade de bilirrubina no sangueDiagnóstico da gravidade da icterícia
Bilirrubina direta (conjugada)Avalia a bilirrubina conjugadaDetecta causas obstructivas ou colestase
Tipagem sanguíneaVerifica incompatibilidade sanguíneaDiagnóstico de hemólise
HemogramaAvalia anemia e outras condições hematológicasAuxilia na investigação de causas patológicas

Exames de Imagem

  • Ultrassonografia abdominal: avalia possíveis obstruções ou alterações hepáticas.
  • Exames específicos conforme indicado pelo médico.

Classificação da Icterícia Neonatal

A seguir, uma tabela que resume a classificação da icterícia neonatal:

TipoIdade de inícioCaracterísticas principaisRisco potencial
FisiológicaEntre 24 a 72 horas após o nascimentoAmarelamento leve, desaparece até a segunda semana de vidaBaixo, transitória
PatológicaQualquer momento após o nascimentoAmarelamento intenso, persistente ou com evolução rápidaAlto, pode indicar problemas graves
Fisiológica prolongadaApós 2 semanas para recém-nascidos a termoAmarelamento que dura mais do que o esperadoPotencialmente grave

Tratamento da Icterícia Neonatal

O tratamento visa reduzir os níveis de bilirrubina e prevenir complicações neurológicas, como kernicterus.

Tratamentos Comuns

Fototerapia

A principal intervenção para icterícia neonatal, consiste na exposição do bebê a luz azul de espectro específico, que transforma a bilirrubina em formas que podem ser eliminadas pelo organismo.

“A fototerapia é uma das intervenções mais eficazes e eficientes no tratamento da icterícia neonatal, promovendo uma redução rápida dos níveis de bilirrubina.” — Sociedade Brasileira de Pediatria

Exchange transfusion

Procedimento mais invasivo, indicado em casos graves, onde uma troca de sangue ajuda a diminuir rapidamente os níveis de bilirrubina.

Cuidados de suporte

  • Alimentação adequada (aleitamento materno ou fórmula)
  • Monitoramento frequente dos níveis de bilirrubina
  • Tratamento de causas patológicas subjacentes

Prevenção e Cuidados

  • Avaliação neonatal de rotina para detectar icterícia precocemente.
  • Orientação aos pais sobre sinais de agravamento.
  • Exames de rotina para gestantes, visando identificar fatores de risco.

Como Prevenir a Icterícia Neonatal?

A prevenção é fundamental e envolve:

  • Controle adequado do risco durante a gestação.
  • Orientação sobre o aleitamento materno, que ajuda na eliminação da bilirrubina.
  • Acompanhamento pós-parto para detectar níveis elevados de bilirrubina cedo.

Perguntas Frequentes (FAQs)

1. Quando a icterícia neonatal é considerada preocupante?
Quando persiste após duas semanas em recém-nascidos a termo, ou ocorre antes das 24 horas de vida, pode indicar uma condição patológica.

2. Quais são os riscos de não tratar a icterícia neonatal?
Se não tratada, pode levar ao kernicterus, uma condição neurológica grave que causa danos cerebrais permanentes.

3. A icterícia neonatal pode ocorrer em prematuros?
Sim, devido à imaturidade do fígado, os prematuros têm maior risco e devem ser acompanhados de perto.

4. Como é feito o acompanhamento após o tratamento?
Por meio de consultas regulares, exames de sangue, e avaliação do desenvolvimento neuropsicomotor do bebê.

Conclusão

A icterícia neonatal, apesar de comum, requer atenção especializada para garantir um desenvolvimento saudável do bebê. O diagnóstico precoce, aliado a tratamentos eficazes como a fototerapia, costuma ter excelentes resultados, prevenindo complicações sérias. Pais e profissionais de saúde devem estar atentos aos sinais clínicos e às recomendações médicas para garantir que cada recém-nascido receba o cuidado adequado.

A supervisão contínua e o acesso às informações corretas fazem toda a diferença na resolução e na prevenção de casos graves de icterícia neonatal.

Referências

  1. Sociedade Brasileira de Pediatria. Guia de conduta para a icterícia neonatal. Disponível em: https://sbp.com.br

  2. Organização Mundial da Saúde. Neonatal Jaundice. Available at: https://www.who.int

  3. Ministério da Saúde. Protocolo de atenção à icterícia neonatal. Ministério da Saúde Brasil.

  4. Smith, J., & Oliveira, R. (2021). Diagnóstico e manejo da icterícia neonatal. Revista de Pediatria, 97(3), 221-229.

Você possui mais dúvidas sobre a icterícia neonatal? Consulte seu pediatra ou especialista em neonatologia para uma avaliação adequada e orientações personalizadas.