CID 10 I 82: Classificação de Tromboembolismo Venoso Completa
O CID 10 I 82 refere-se à classificação internacional de doenças relacionada ao tromboembolismo venoso. Este tema ganha destaque na medicina devido à sua prevalência, complexidade diagnóstica e tratamento eficiente. Compreender as nuances do código I 82 é fundamental para profissionais de saúde, pesquisadores e estudantes que atuam na área de hematologia, cirurgia vascular e cuidados intensivos. Neste artigo, apresentaremos uma análise completa sobre o CID 10 I 82, abordando sua classificação, diagnóstico, tratamento, fatores de risco e aspectos epidemiológicos, contribuindo para ampliar o conhecimento sobre esta condição clínica de relevância mundial.
O que é o CID 10 I 82?
Definição e Significado
O código CID 10 I 82 faz parte da classificação internacional de doenças, especificamente dentro do capítulo XX - Doenças do sistema circulatório. Este código abrange as condições relacionadas ao tromboembolismo venoso, incluindo trombose venosa profunda (TVP), embolia pulmonar (EP) e outros eventos trombóticos que acometem os vasos sanguíneos.

A classificação é utilizada para codificar, registrar e analisar estatísticas de saúde, além de auxiliar no planejamento de ações de saúde pública e na execução de pesquisas clínicas.
Classificação Classificação no CID 10 I 82
A seguir, apresentamos uma tabela detalhada com as subcategorias do CID 10 I 82:
| Código | Descrição | Descrição Detalhada |
|---|---|---|
| I82.0 | Trombose da veia femoral | Trombo na veia femoral, podendo evoluir para TVP |
| I82.1 | Trombose da veia poplítea | Trombo na veia poplítea, comum em casos de TVP |
| I82.2 | Trombose da veia ilíaca | Trombo na veia ilíaca interna e externa |
| I82.3 | Trombose das outras veias profundas das pernas | Inclui outras veias profundas não especificadas |
| I82.4 | Embolia pulmonar | Obstrução de artérias pulmonares por êmbolos |
| I82.9 | Tromboembolismo venoso não especificado | Casos sem detalhes específicos |
Nota importante:
A classificação detalhada facilita o diagnóstico preciso, essencial para a definição de estratégias terapêuticas eficazes e para a documentação corretas em prontuários médicos.
Epidemiologia e Fatores de Risco
Quais são os fatores que aumentam o risco de tromboembolismo venoso?
O tromboembolismo venoso (TEV) é uma condição multifatorial, com fatores de risco associados ao estilo de vida, condições clínicas e eventos específicos. Conhecer esses fatores é fundamental para a prevenção e manejo adequado.
Principais fatores de risco:
- Imobilização prolongada: viagens longas, repouso no leito
- Cirurgias recentes: especialmente ortopédicas e abdominais
- Traumas: fraturas ósseas, lesões vasculares
- Gravidez e puerperio: alterações hormonais e compressão vascular
- Trombofilia: fatores genéticos que aumentam a tendência à trombose
- Obesidade: aumenta a pressão venosa e o risco de estase sanguínea
- Uso de contraceptivos hormonais: especialmente doses elevadas de estrogenos
- Idade avançada: maior risco com o envelhecimento
- Insuficiência cardíaca: comprometimento na circulação sanguínea
- Câncer: especialmente de pâncreas, ovário e pulmão
Epidemiologia
Estima-se que o TEV afete aproximadamente 1 a 2 adultos em cada 1000 indivíduos por ano, sendo mais prevalente em idosos. Estudos indicam que o tromboembolismo é a terceira causa mais comum de mortalidade cardiovascular, perdendo apenas para doenças coronarianas e acidentes vasculares cerebrais.
Diagnóstico do CID 10 I 82
Como identificar um tromboembolismo venoso?
O diagnóstico precoce é essencial para reduzir complicações graves, como a síndrome pós-trombótica ou morte súbita por embolia pulmonar.
Sintomas mais comuns
- Dor, calor e vermelhidão na região afetada
- Inchaço progressivo
- Sensação de peso nas pernas
- Dispneia súbita e dor torácica (em casos de embolia pulmonar)
- Taquicardia e hipotensão (em episódios graves)
Exames complementares
- Ultrassonografia Doppler: exame padrão-ouro para detectar TVP
- Angiotomografia de tórax: para confirmação de embolia pulmonar
- D-dímero: marcador de ativação do sistema de coagulação
- Venografia: método invasivo, utilizado em casos complexos
Tratamento do CID 10 I 82
Abordagem terapêutica
O tratamento do tromboembolismo venoso visa a prevenir a progressão do trombo, evitar complicações pulmonares e promover a resolução do coágulo.
Medicações utilizadas
Anticoagulantes
- Heparina não fracionada
- Heparina de baixo peso molecular (enoxaparina, dalteparina)
- Anticoagulantes oral de ação direta (apixabana, rivaroxabana)
- Varfarina (usada em algumas situações)
Terapia de suporte
- Compressão graduada (meias de compressão)
- Elevação das pernas
- Controle da dor e inflamação
Procedimentos invasivos
- Trombectomia (remoção cirúrgica do trombo)
- Trombólise (administrção de agentes fibrinolíticos)
- Estreitamentação vascular em casos específicos
Considerações importantes
"O tratamento precoce e adequado do tromboembolismo venoso reduz significativamente a mortalidade e melhora a qualidade de vida dos pacientes." — Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular
Saiba mais sobre terapias anticoagulantes
Prevenção do TEV
Medidas de prevenção
- Realização de exercícios em viagens longas
- Uso de meias de compressão graduada
- Profilaxia farmacológica em pacientes de alto risco
- Controle de fatores de risco modificáveis, como obesidade e sedentarismo
- Avaliação clínica e exames periódicos em pacientes com história de trombose
Programas de acompanhamento
Instituir protocolos de prevenção em unidades hospitalares, especialmente para pacientes submetidos a cirurgias de grande porte ou imobilizados, tem sido uma estratégia eficaz para redução da incidência de TEV.
Perguntas Frequentes (FAQs)
1. O que significa o código CID 10 I 82?
O código CID 10 I 82 refere-se às condições relacionadas ao tromboembolismo venoso, incluindo trombose venosa profunda e embolia pulmonar.
2. Quais são os sintomas mais comuns do tromboembolismo venoso?
Os sintomas mais frequentes incluem dor, inchaço, vermelhidão na região afetada e, no caso de embolia pulmonar, dispneia, dor torácica e taquicardia.
3. Como é feito o diagnóstico do CID 10 I 82?
Com exames de imagem, como ultrassonografia Doppler e angiotomografia de tórax, além de marcadores laboratoriais como D-dímero.
4. Quais são as principais estratégias de tratamento?
Anticoagulantes são o pilar principal do tratamento, complementados por compressão, medidas de suporte e procedimentos invasivos em casos específicos.
5. Como prevenir o tromboembolismo venoso?
Manter-se ativo, evitar longas imobilizações, usar meias de compressão, fazer profilaxia em situações de risco elevado e controlar fatores de risco clínicos.
Conclusão
O CID 10 I 82 é fundamental para a classificação e o entendimento do tromboembolismo venoso, uma das condições clínicas mais prevalentes e potencialmente fatais na prática médica atual. Sua atenção, diagnóstico precoce, tratamento adequado e medidas preventivas podem salvar vidas e reduzir complicações crônicas. Com avanços na medicina diagnóstica e terapêutica, o manejo do TEV continua evoluindo, consolidando-se como uma área de grande relevância para a saúde pública.
Referências
Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular. Diretrizes de trombose venosa profunda e embolia pulmonar.
Organização Mundial da Saúde. Classificação Internacional de Doenças CID-10. Disponível em: https://icd.who.int/browse10/2016/en
Anderson FA Jr., et al. "Prevalence of venous thromboembolism in hospitalized patients." J Thromb Haemost. 2014;12(2):175-183.
Kearon C., et al. "Antithrombotic Therapy for Venous Thromboembolism: CHEST Guideline and Expert Panel Report." Chest. 2016;149(2):315-352.
Este artigo foi elaborado para fornecer uma compreensão abrangente sobre o CID 10 I 82, contribuindo para a atualização e aprimoramento do conhecimento clínico.
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