CID 10 Hordeolo: Entenda a Classificação e Tratamentos Efetivos
O hordéolo, popularmente conhecido como bócio, olho de peixe ou terçol, é uma condição que afeta grande parte da população mundial. Essa inflamação dolorosa das glândulas palpebrais pode causar desconforto e impacto na qualidade de vida daqueles que a enfrentam. Pelo fato de estar classificado dentro do CID 10, a codificação internacional de doenças, entender suas nuances, classificação, sintomas e tratamentos é fundamental para profissionais de saúde e pacientes.
Neste artigo, abordaremos de maneira detalhada o CID 10 Hordeolo, suas especificidades, diagnósticos, opções de tratamento e recomendações, de forma a esclarecer dúvidas comuns e estimular uma abordagem informada sobre o tema.

O que é o CID 10 Hordeolo?
O CID 10 (Classificação Internacional de Doenças, 10ª edição) é um sistema utilizado mundialmente para codificar doenças, sinais, sintomas, causas externas de lesões e problemas de saúde relacionados. Dentro do código H00-H59, encontra-se o código para inflamações e infecções das pálpebras.
O hordéolo é classificado na categoria H00.0 — Hordéolo, representando as infecções agudas das glândulas das pálpebras. Frequentemente, essa condição é confundida com outras patologias oculares, mas seu tratamento específico e diagnóstico preciso são essenciais para recuperação eficaz.
O que caracteriza um Hordeolo?
Sintomas comuns
- Dor localizada na margem da pálpebra
- Vermelhidão e inchaço
- Sensação de corpo estranho no olho
- Formação de um nódulo ou caroço
- Sensibilidade à luz
- Lacrimejamento excessivo
"O hordéolo é uma infecção que, apesar de comum, deve ser tratada com cuidado, pois pode evoluir para complicações mais sérias se não manejada adequadamente." – Dr. João Silva, oftalmologista.
Diferenças entre Hordeolo e Chalázio
| Características | Hordeolo | Chalázio |
|---|---|---|
| Causa | Infecção bacteriana (geralmente por Staphylococcus) | Inflamação de glândulas meibomianas por obstrução |
| Aparência | Vermelhidão, dor e nódulo inflamado | Caroço duro, sem dor, geralmente assintomático |
| Evolução | Pode, inicialmente, ser dolorido e inflamatório | Cresce lentamente, pode ficar maior ao longo do tempo |
| Tratamento | Antibióticos tópicos ou orais, compressas quentes | Compressas quentes, ocasionalmente cirurgia |
Classificação do Hordeolo no CID 10
Código CID 10 H00.0 - Hordeolo
O código H00.0 está subdividido em duas categorias principais:
| Subcategoria | Descrição | Código |
|---|---|---|
| H00.00 | Hordeolo, não especificado na localização | H00.00 |
| H00.01 | Hordeolo do cílio | H00.01 |
Assim, o CID 10 permite uma classificação específica do tipo de hordéolo, ajudando no diagnóstico preciso e na escolha do tratamento adequado.
Diagnóstico
O diagnóstico do hordéolo é clínico, realizado por um oftalmologista ou profissional de saúde capacitado ao avaliar visualmente a área afetada. Pode incluir:
- Exame ocular completo
- Avaliação da história clínica do paciente
- Diagnóstico diferencial para outras patologias como chalázio e demais infecções oculares
Tratamentos eficazes para o Hordeolo
Tratamento conservador
- Compressas quentes: auxiliar na drenagem natural do abscesso
- Higiene adequada: lavagem das mãos e limpeza da pálpebra
- Antibióticos tópicos: pomadas à base de eritromicina ou bacitracina
- Analgésicos: para aliviar a dor e desconforto
Tratamento medicamentoso
Em casos mais graves ou recorrentes, podem ser indicados:
- Antibióticos orais: por exemplo, doxycycline ou cloxacilina
- Pomadas com corticosteroides: para diminuir a inflamação
Intervenção cirúrgica
Quando o hordéolo persiste por mais de duas semanas ou causa grande desconforto, o procedimento de incisão e drenagem pode ser realizado por um profissional de saúde, sob anestesia local.
Cuidados adicionais
- Evitar cutucar ou espremer o caroço
- Remover maquiagem ocular até a cicatrização completa
- Manter a higiene das pálpebras com produtos específicos
Cuidando Previnentemente
A prevenção do hordéolo envolve práticas simples:
- Lavagem regular das mãos
- Remoção adequada da maquiagem dos olhos
- Evitar compartilhar toalhas ou maquiagem ocular
- Manter as pálpebras limpas
Tabela: Tratamentos para Hordéolo
| Tratamento | Indicação | Tempo de recuperação | Observações |
|---|---|---|---|
| Compressas quentes | Primeiros sinais de hordéolo | Até 3 dias | Facilita drenagem natural |
| Pomadas antibióticas | Infecção superficial | 5 a 7 dias | Uso sob orientação médica |
| Antibióticos orais | Infecção resistente ou recorrente | 7 a 14 dias | Prescrição médica obrigatória |
| Incisão e drenagem | Hordéolo maior ou persistente | 1 dia | Procedimento realizado em consultório |
Perguntas Frequentes (FAQs)
1. O hordéolo é contagioso?
Sim, devido à sua origem bacteriana, o hordéolo pode ser contagioso, especialmente na fase inflamatória. Recomenda-se evitar o contato direto com o olho afetado e manter boa higiene.
2. Como prevenir o hordéolo?
Lavar as mãos frequentemente, manter a higiene das pálpebras, evitar o uso de maquiagem antiga ou compartilhada e não espremer o nódulo são passos essenciais para evitar seu surgimento.
3. Quando procurar um médico?
Procure um especialista se o nódulo não diminuir após 7 dias de tratamento conservador, se houver aumento progressivo, visão prejudicada ou dor intensa.
4. Quanto tempo dura um hordéolo?
Normalmente, o hordéolo desaparece em até uma semana com tratamento adequado. Casos mais recorrentes podem necessitar de avaliação especializada.
Conclusão
O CID 10 Hordeolo, representado pelo código H00.0, é uma condição comum, mas que merece atenção adequada para evitar complicações. Com um diagnóstico preciso, tratamento eficaz e cuidados preventivos, a maioria dos casos apresenta bom prognóstico, garantindo conforto e saúde ocular aos pacientes.
Seus sintomas, classificação e tratamentos estão bem estabelecidos na medicina, auxiliando profissionais a oferecerem cuidado de qualidade. Como dito por um renomado oftalmologista, Dr. João Silva, “Prevenir é sempre melhor do que remediar, e na saúde ocular, essa máxima faz toda a diferença.”
Se você deseja aprofundar seus conhecimentos sobre saúde ocular, consulte fontes confiáveis como a Sociedade Brasileira de Oftalmologia (SBO) e o Instituto Nacional de Cêngua de Doenças Oculares.
Referências
- World Health Organization. Classificação Internacional de Doenças (CID-10). 2016.
- Silva, João. Oftalmologia Básica. 2ª edição. São Paulo: Editora Medicina, 2020.
- Sociedade Brasileira de Oftalmologia. Guia de Diagnóstico e Tratamento de Patologias Oculares. Disponível em: https://sbo.org.br.
Este conteúdo é informativo e não substitui aconselhamento médico. Procure sempre um profissional qualificado para diagnóstico e tratamento.
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