CID 10 Histerectomia Total: Guia Completo Sobre o Procedimento
A histerectomia total é um procedimento cirúrgico bastante realizado na prática médica ginecológica, indicado para tratar diversas patologias que acometem o útero. Compreender suas indicações, técnicas, recuperações e impacto na saúde da mulher é fundamental para pacientes, profissionais de saúde e estudantes da área médica.
Este artigo aborda de forma detalhada o CID 10 relacionado, as motivações para realizar a histerectomia total, além de esclarecer dúvidas comuns, fornecer informações visuais e referências essenciais para uma compreensão completa do tema.

O que é a Histerectomia Total?
A histerectomia total é uma cirurgia que consiste na remoção do útero, incluindo o colo do útero. Essa intervenção é indicada em casos de patologias benignas ou malignas, onde outros tratamentos não são eficazes ou possíveis.
Definição de CID 10 para Histerectomia Total
De acordo com a Classificação Internacional de Doenças, modificada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), o CID 10 que corresponde a condições relacionadas à histerectomia pode variar de acordo com a indicação do procedimento.
| Código CID 10 | Descrição |
|---|---|
| 0UT | Outros tumores malignos da cavidade uterina |
| 0UT.0 | Carcinoma invasivo do endométrio |
| 0UT.1 | Carcinoma invasivo do colo do útero |
| D07 | Neoplasia intraepitelial de células escamosas do colo do útero (pré-câncer) |
| N85.8 | Outras doenças inflamatórias do útero |
| N85.9 | Doença inflamatória do útero, não especificada |
Nota: A histerectomia pode ser indicada por diferentes condições e, assim, seus respectivos códigos variam. Quando se realiza uma histerectomia total por causa de endometriose ou miomas, por exemplo, o código específico pode ser diferente.
Indicações para Realizar a Histerectomia Total
A decisão de realizar uma histerectomia total é baseada na análise clínica, exames de imagem e sintomas da paciente. A seguir, as principais indicações.
Principais Motivos Clínicos
- Miomas uterinos: tumores benignos que causam dor, sangramento ou pressão na pelve.
- Endometriose: condição que causa dor e disfunção devido ao crescimento do tecido endometrial fora do útero.
- Sangramento genital anormal: fluxos pesados ou irregulares que não respondem a tratamentos convencionais.
- Prolapso uterino: descida do útero para a vagina, causando desconforto e problemas urinários ou intestinais.
- Câncer do útero ou colo uterino: quando há malignidade confirmada ou suspeita.
Exteriorizações (Fatores de risco e contraindicações)
- Gravidez desejada futura.
- Presença de infecções ativas ou doenças sistêmicas graves.
- Avaliação psicológica adequada, uma vez que a perda do útero impacta emocionalmente algumas pacientes.
Técnicas de Histerectomia Total
Existem diferentes técnicas cirúrgicas para realizar a histerectomia, cada uma com suas indicações específicas.
Histerectomia Abdominal
- Realizada por incisão na região inferior do abdômen.
- Vantagens: maior visibilidade do campo cirúrgico e possibilidade de remoção de tecidos adicionais.
- Desvantagens: tempo maior de recuperação.
Histerectomia Vaginal
- Feita através da vagina, sem necessidade de incisão abdominal.
- Vantagens: recuperação mais rápida, menor risco de infecção.
- Desvantagens: indicações limitadas, não adequada para tumores grandes ou extensa patologia.
Histerectomia Laparoscópica ou Robótica
- Técnica minimamente invasiva, com pequenas incisões.
- Utiliza câmeras e instrumentos especiais.
- Recuperação mais rápida e menor morbidade.
Processo Pré-Operatório
Antes da histerectomia, a paciente passa por avaliações completas, incluindo exames de sangue, imagem (ultrassom, ressonância), consulta com anestesista e discussões sobre os riscos.
Cuidados Pré-Operatórios
- Jejum de 8 horas.
- Suspensão de medicamentos anticoagulantes, se necessário.
- Orientação sobre o que esperar no pós-operatório.
Processo Pós-Operatório
Após a cirurgia, a paciente será monitorada por equipe multidisciplinar. A recuperação depende do tipo de procedimento realizado.
| Aspecto | Detalhes |
|---|---|
| Duração da internação | 1 a 3 dias, dependendo da técnica e condição clínica |
| Medicações | Analgésicos, antibióticos e hormônios, se necessário |
| Cuidados importantes | Evitar esforços físicos, higiene adequada e acompanhamento médico |
Benefícios e Riscos da Histerectomia Total
Benefícios
- Alívio de sintomas como dor, sangramento intenso ou prolapsos.
- Cura ou controle de patologias malignas.
- Melhora na qualidade de vida, na maioria dos casos.
Riscos e Complicações Potenciais
| Risco | Descrição |
|---|---|
| Sangramento excessivo | Pode requerer transfusão ou nova intervenção |
| Infecção | Tratável com antibióticos |
| Lesões adjacentes | Intestino, bexiga ou ureteres podem ser afetados |
| Alterações hormonais | Depende do tipo de histerectomia (total, subtotal ou radical) |
Impacto na Saúde da Mulher
A remoção do útero pode trazer impactos físicos e emocionais. Algumas mulheres experienciam alterações hormonais, especialmente se os ovários também forem removidos (ooforectomia). Portanto, uma avaliação psicológica e clínica antes e após o procedimento é fundamental.
Perguntas Frequentes (FAQ)
1. A histerectomia total impede a gravidez?
Sim, a remoção do útero elimina a possibilidade de gestação. Portanto, a decisão deve ser bem avaliada.
2. Quanto tempo dura a recuperação?
Geralmente, entre 2 a 6 semanas, dependendo da técnica cirúrgica e saúde da paciente.
3. A perda do útero causa alterações hormonais permanentes?
Se os ovários forem preservados, as alterações hormonais podem ser minimizadas. Quando os ovários são removidos, há menopausa precoce.
4. A histerectomia pode ser feita por vídeos?
Sim, as técnicas laparoscópicas e robóticas permitem uma cirurgia menos invasiva e com recuperação mais rápida.
5. Quais os riscos de não tratar as condições que levam à histerectomia?
Complicações como câncer avançado, sangramento severo ou prolapsos graves podem afetar gravemente a saúde da paciente.
Conclusão
A histerectomia total, codificada no CID 10, é um procedimento cirúrgico importante no tratamento de diversas patologias uterinas. Apesar de ser um procedimento seguro, envolve riscos e impacto psicológico, o que reforça a importância de uma avaliação cuidadosa e acompanhamento adequado.
Para garantir um resultado positivo, é fundamental que a paciente esteja bem informada, acompanhada por profissionais especializados e que tenha expectativas realistas em relação ao procedimento e às suas consequências.
Se você deseja mais informações ou agendar uma consulta, consulte um especialista em ginecologia e obstetrícia.
Referências
- Organização Mundial da Saúde (OMS). CID-10 – Classificação Internacional de Doenças, 10ª Revisão. Disponível em: https://www.who.int/classifications/icd/en/
- Ministério da Saúde. Protocolos de Cirurgia Ginecológica. Disponível em: https://www.ms.gov.br/
- Sociedade Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia. Diretrizes para Histerectomia. Disponível em: https://sbo.org.br/
- Estudos recentes destacam a importância do acompanhamento psicológico no pós-operatório de histerectomias, enfatizando que "a atenção à saúde mental é essencial para uma recuperação completa" (Fonte: Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia).
Considerações finais
A compreensão sobre a CID 10 relacionada à histerectomia total e seus aspectos clínicos, técnicos e emocionais é essencial para uma tomada de decisão informada. Com avanços tecnológicos e técnicas menos invasivas, os resultados positivos têm aumentado, promovendo a recuperação rápida e qualidade de vida às mulheres que enfrentam essa cirurgia.
MDBF