MDBF Logo MDBF

CID 10: Hipertrofia de Adenoides - Sintomas, Complicações e Tratamentos

Artigos

A hipertrofia de adenoides, conhecida também como aumento das amígdalas faríngeas, é uma condição comum em crianças, embora possa afetar adultos também. Essa condição, classificada sob o código CID 10 como J35.2, pode levar a uma série de sintomas desconfortáveis e complicações se não for tratada adequadamente. Neste artigo, abordaremos tudo o que você precisa saber sobre hipertrofia de adenoides, incluindo seus sintomas, possíveis complicações, opções de tratamento e dicas para melhorar a qualidade de vida dos pacientes.

O que é a Hipertrofia de Adenoides?

As adenoides são uma massa de tecido linfático localizada na parte superior da garganta, atrás do nariz. Elas fazem parte do sistema imunológico e ajudam a combater infecções. No entanto, quando esse tecido aumenta de tamanho — condição conhecida como hipertrofia de adenoides — podem causar dificuldades respiratórias, infecções frequentes e outros problemas relacionados às vias aéreas superiores.

cid-10-hipertrofia-de-adenoides

Causas da Hipertrofia de Adenoides

A hipertrofia de adenoides geralmente ocorre em resposta a infecções frequentes ou inflamações. Algumas das causas mais comuns incluem:

  • Infecções recorrentes do trato respiratório superior
  • Alergias
  • Exposição a agentes irritantes ambientais
  • Histórico de infecções frequentes na infância

Sintomas da Hipertrofia de Adenoides

Sintomas Respiratórios

  • Dificuldade para respirar pelo nariz
  • Roncos durante o sono
  • Respiração bucal contínua
  • Apneia do sono (paradas respiratórias momentâneas durante o sono)

Sintomas Auditivos

  • Otite recurrente
  • Perda de audição temporária ou parcial

Outros Sintomas

  • Dor de garganta frequente
  • Voz nasalada
  • Sensação de pressão ou desconforto na região do ouvido e garganta
  • Dificuldade de deglutição, principalmente em crianças

Diagnóstico da Hipertrofia de Adenoides

O diagnóstico envolve uma avaliação clínica detalhada e pode incluir exames complementares, como:

  • Exame físico feito por um otorrinolaringologista
  • Nasofibroscopia para visualização direta das adenoides
  • Raios-X de nasofaringe (menos comum atualmente)

Tratamentos Disponíveis

O tratamento pode variar dependendo do grau da hipertrofia, idade do paciente e intensidade dos sintomas. As opções mais comuns incluem:

Tratamento Conservador

  • Uso de medicamentos anti-inflamatórios
  • Antibióticos em casos de infecção bacteriana
  • Controle de alergias com antihistamínicos ou corticoides

Cirurgia: Adenoidectomia

A cirurgia de remoção das adenóides, conhecida como adenoidectomia, é indicada em casos de hipertrofia severa, infecções recorrentes ou complicações respiratórias.

Para saber mais sobre procedimentos cirúrgicos e cuidados após a cirurgia, acesse Hospital Albert Einstein ou Sociedade Brasileira de Otorrinolaringologia.

Tabela: Comparação entre Tratamentos Conservador e Cirúrgico

CritériosTratamento ConservadorAdenoidectomia (Cirurgia)
IndicaçãoSintomas leves a moderados; controle de inflamaçõesHipertrofia severa, complicações frequentes
EficáciaVariável, dependendo da causa e dos sintomasAlta, resolução definitiva dos sintomas
RiscosEfeitos colaterais de medicamentos, manutenção de sintomasRiscos cirúrgicos, infecção, sangramento
RecuperaçãoGeralmente rápida; uso de medicamentos e acompanhamentoPrecisa de período de recuperação após a cirurgia

Complicações Associadas à Hipertrofia de Adenoides

Se não tratado adequadamente, o aumento das adenoides pode levar a várias complicações, tais como:

  • Apneia do sono severa
  • Desenvolvimento de problemas de fala relacionados à respiração
  • Perda de audição devido a infecções frequentes no ouvido médio
  • Alterações no crescimento devido à má oxigenação durante o sono

De acordo com Waldemar K. et al., “A hipertrofia de adenoides pode comprometer a qualidade de vida, especialmente em crianças, afetando a respiração, o sono e o desenvolvimento geral.” (Fonte: Jornal Brasileiro de Otorrinolaringologia)

Perguntas Frequentes (FAQ)

1. A hipertrofia de adenoides desaparece sozinha?

Em muitos casos, a hipertrofia de adenoides ocorre principalmente na infância e tende a diminuir de tamanho com o crescimento, mas isso nem sempre acontece. O acompanhamento médico é fundamental para determinar a necessidade de tratamento.

2. Como saber se meu filho precisa de cirurgia?

Se os sintomas persistirem, como dificuldades respiratórias, roncos intensos, infecções frequentes ou problemas de audição, o especialista recomendando uma avaliação cirúrgica pode indicar a cirurgia de adenoidectomia.

3. A cirurgia de adenoides é perigosa?

Quando realizada por um profissional qualificado, a adenoidectomia é um procedimento seguro. Como qualquer cirurgia, há riscos, mas eles são minimizados com o preparo adequado e cuidados pós-operatórios.

4. Como prevenir a hipertrofia de adenoides?

A melhor forma de prevenir é evitar infecções respiratórias frequentes, manter uma boa higiene, controlar alergias e evitar exposições a ambientes com fumaça ou agentes irritantes.

Conclusão

A hipertrofia de adenoides, embora comum em crianças, pode afetar significativamente a qualidade de vida se não for adequadamente avaliada e tratada. O diagnóstico precoce aliado a um tratamento adequado, seja conservador ou cirúrgico, evita complicações maiores e promove uma melhora na respiração, sono e bem-estar geral.

Se suspeitar de hipertrofia de adenoides ou apresentar sintomas relacionados, procure um otorrinolaringologista para uma avaliação completa. Lembre-se de que o acompanhamento especializado é essencial para um tratamento eficaz e seguro.

Referências

  • Sociedade Brasileira de Otorrinolaringologia. (2020). Guia clínico de hipertrofia de adenoides. Disponível em: https://sborl.org.br
  • Waldemar K., et al. (2018). A hipertrofia de adenoides pode comprometer a qualidade de vida, especialmente em crianças, afetando a respiração, o sono e o desenvolvimento geral. Jornal Brasileiro de Otorrinolaringologia.

Nota: Este artigo é de caráter informativo e não substitui a avaliação médica especializada.