CID 10 Hipertensão Gestacional: Guia Completo e Atualizado
A hipertensão gestacional é uma condição que afeta muitas mulheres durante a gravidez, sendo uma das principais causas de complicações maternas e fetais no mundo todo. Com o avanço da medicina, a classificação e o entendimento desta enfermidade têm evoluído, especialmente no que diz respeito à codificação no CID-10 (Classificação Internacional de Doenças, 10ª revisão). Conhecer o código CID-10 da hipertensão gestacional, suas implicações clínicas e as recomendações atualizadas são essenciais para profissionais da saúde, gestantes e seus familiares.
Este guia completo visa oferecer uma compreensão aprofundada sobre a hipertensão gestacional, abordando definições, diagnóstico, classificação CID-10, fatores de risco, manejo, complicações, além de esclarecer dúvidas frequentes. Ao final, disponibilizamos referências e links úteis para aprofundamento do tema.

O que é a Hipertensão Gestacional?
A hipertensão gestacional é uma condição caracterizada por aumento da pressão arterial que ocorre após a 20ª semana de gestação em mulheres previamente normotensas, sem presença de proteinúria ou outras evidências de disfunção orgânica que indiquem pré-eclâmpsia ou eclampsia no momento do diagnóstico.
Definição de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS)
"A hipertensão gestacional é a elevação da pressão arterial sistólica acima de 140 mm Hg ou diastólica acima de 90 mm Hg, detectada pela primeira vez durante a gravidez, sem sinais de proteinúria ou outras complicações."
Classificação CID-10 da Hipertensão Gestacional
A classificação oficial da hipertensão gestacional no CID-10 é fundamental para padronização dos registros e para a condução do tratamento. A tabela abaixo detalha os códigos relevantes:
| Código CID-10 | Descrição | Detalhes |
|---|---|---|
| O13 | Hipertensão arterial hipertensiva da gravidez | Inclui hipertensão gestacional não específica |
| O14 | Pré-eclâmpsia | Hipertensão com proteinúria ou outras complicações |
| O15 | Eclâmpsia | Convulsões em gestantes hipertensas |
Contato com o Código CID-10 para Hipertensão Gestacional
- O13 é o código utilizado para hipertensão arterial hipertensiva da gravidez, englobando a hipertensão gestacional sem complicações adicionais.
- O14 refere-se à pré-eclâmpsia, que é uma complicação mais severa da hipertensão gestacional, caracterizada por hipertensão associada à proteinúria.
- O15 refere-se à eclâmpsia, que envolve convulsões em gestantes hipertensas, podendo representar risco de morte para mãe e bebê.
Fatores de Risco para Hipertensão Gestacional
Diversos fatores podem aumentar a predisposição à hipertensão gestacional, incluindo:
- Histórico familiar de hipertensão ou pré-eclâmpsia
- Primeira gravidez
- Idade materna avançada (acima de 35 anos)
- Obesidade ou sobrepeso
- Multíparas
- Infecções ou doenças renais prévias
- Diabetes mellitus prévio ou gestacional
- Desnutrição ou deficiência de nutrientes essenciais
Diagnóstico e Monitoramento
Critérios de Diagnóstico
A hipertensão gestacional é confirmada quando a pressão arterial sistólica atinge ou supera 140 mm Hg, ou a diastólica, 90 mm Hg, em duas medidas distintas, com intervalo de pelo menos 4 horas, em gestantes sem histórico de hipertensão antes da gestação.
Exames Complementares
- Proteinúria: presença de 300 mg ou mais de proteína na urina 24 horas ou relação albumina/creatinina粵¹.
- Avaliação laboratorial: hemograma, função renal, testes de coagulação.
- Ultrassonografia obstétrica: avaliação do crescimento fetal e fluxo sanguíneo.
Tabela de Monitoramento
| Exame / Avaliação | Frequência Recomendada |
|---|---|
| Pressão arterial | A cada consulta ou conforme orientação médica |
| Proteinúria | Semanalmente ou conforme indicado |
| Peso maternal | Regularmente |
| Avaliação fetal (doppler, crescimento) | A cada consulta ou a cada 2-4 semanas, dependendo do risco |
Manejo Clínico e Tratamento
Objetivos do tratamento
- Controlar a pressão arterial
- Prevenir complicações maternas e fetais
- Planejar o momento ideal para o parto
Intervenções principais
- Mudanças no estilo de vida: repouso adequado, dieta equilibrada com restrição de sal, atividade física supervisionada.
- Medicamentos antihipertensivos: utilizados sob orientação médica; exemplos incluem metildopa, nifedipino e betalbloqueadores.
- Hospitalização: em casos graves ou quando há risco de complicações iminentes.
Quando realizar o parto?
A decisão de induzir ou realizar cesariana depende do estado materno e fetal, usualmente entre 37 e 39 semanas, ou antes em casos de risco elevado.
Complicações Associadas à Hipertensão Gestacional
| Complicação | Descrição |
|---|---|
| Pré-eclâmpsia | Hipertensão com proteína na urina e disfunção de órgãos |
| Eclâmpsia | Convulsões associadas à hipertensão gestacional |
| Descolamento prematuro de placenta | Separação precoce da placenta, risco de hemorragia fetal |
| Acrésia placentária | Inserção anormal da placenta, podendo levar a hemorragia severa |
| Restrição de crescimento fetal | Crescimento fetal menor que o esperado devido à má perfusão placentária |
Citação destacada
"A hipertensão gestacional, se não monitorada adequadamente, pode evoluir para condições graves que ameaçam a vida de mãe e bebê." — Ministério da Saúde, Brasil
Perguntas Frequentes (FAQs)
1. Quais são os sintomas mais comuns da hipertensão gestacional?
A maioria das gestantes é assintomática. Quando presentes, os sintomas podem incluir dores de cabeça persistentes, alterações na visão, dor no abdômen superior, inchaço intenso e ganho de peso rápido.
2. A hipertensão gestacional desaparece após o parto?
Sim, geralmente a hipertensão gestacional reverte-se nas primeiras semanas após o parto. No entanto, mulheres que apresentaram hipertensão durante a gestação têm risco aumentado de desenvolver hipertensão arterial ao longo da vida.
3. Como prevenir a hipertensão gestacional?
A prevenção inclui acompanhamento pré-natal adequado, manutenção de peso saudável, dieta balanceada, prática regular de exercícios físicos e controle de condições prévias como diabetes ou doenças renais.
4. Qual a importância do acompanhamento pré-natal?
O acompanhamento regular permite a detecção precoce de hipertensão e suas complicações, possibilitando intervenções que minimizam riscos à mãe e ao bebê.
5. Quando procurar assistência médica urgente?
Caso a gestante apresente fortes dores de cabeça, visão turva, dor abdominal intensa, hipertensão severa ou convulsões, deve procurar atendimento de emergência imediatamente.
Conclusão
A hipertensão gestacional, codificada como O13 no CID-10, é uma condição de elevada relevância clínica que exige atenção contínua durante a gestação. Sua detecção precoce e manejo adequado são essenciais para prevenir complicações graves, incluindo pré-eclâmpsia, e garantir a saúde tanto da mãe quanto do bebê.
É importante que gestantes tenham acompanhamento pré-natal regular e que profissionais de saúde estejam atentos às orientações de controle da pressão arterial. Além disso, a conscientização sobre fatores de risco e sinais de alerta contribui para uma gestação mais segura.
Lembre-se: conforme destaca o Ministério da Saúde, "o sucesso no manejo da hipertensão gestacional depende de ações integradas e do comprometimento de toda a equipe de saúde."
Referências
- Organização Mundial da Saúde. Hypertension in pregnancy. Disponível em: https://www.who.int
- Ministério da Saúde. Prevenção, diagnóstico e manejo da hipertensão arterial na gestação. Brasília: Ministério da Saúde, 2022.
- Comissão de Gravidez de Risco da Sociedade Brasileira de Cardiologia. Guia de hipertensão na gestação. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 2021.
- World Health Organization. International Classification of Diseases, 10th Revision (ICD-10). Disponível em: https://icd.who.int/browse10/2019/en
Para mais informações, consulte os canais oficiais de saúde ou procure um especialista em obstetrícia. A sua saúde e a do seu bebê merecem atenção cuidadosa e contínua.
MDBF