CID 10 Hiperplasia Prostatica: Diagnóstico, Sintomas e Tratamentos
A hiperplasia prostática benigna (HPB) é uma condição comum que afeta um grande número de homens à medida que envelhecem. Classificada na CID 10 como N40 (hiperplasia prostática), essa enfermidade impacta significativamente a qualidade de vida, exigindo um entendimento aprofundado sobre seus sintomas, diagnóstico e opções de tratamento. Neste artigo, abordaremos de forma detalhada todos esses tópicos, além de responder às dúvidas mais frequentes e fornecer informações relevantes para pacientes e profissionais de saúde.
Introdução
A próstata é uma glândula que faz parte do sistema reprodutor masculino, situada abaixo da bexiga e à frente do reto. Com o avançar da idade, ocorre frequentemente o aumento do volume prostático — condição conhecida como hiperplasia prostática benigna. Apesar de o termo "benigna" indicar que ela não é cancerosa, a HPB pode gerar desconforto e complicações, demandando atenção médica adequada.

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde, cerca de 50% dos homens entre 51 e 60 anos apresentam algum grau de hiperplasia prostática. Esses números aumentam com a idade, o que reforça a importância de compreender a condição para procurar tratamento adequado e evitar complicações.
O que é a hiperplasia prostática (CID 10 N40)?
Definição
A hiperplasia prostática é o aumento não maligno da próstata, causado pelo crescimento excessivo das células da glândula. Ela está associada às alterações hormonais que ocorrem com o envelhecimento masculino, especialmente a diminuição de testosterona e o aumento de di-hidrotestosterona (DHT).
Classificação na CID 10
Na Classificação Internacional de Doenças (CID 10), a hiperplasia prostática é classificada sob o código N40. Essa categorização inclui diferentes subtipos e condições relacionadas, como:
| Código CID 10 | Descrição |
|---|---|
| N40 | Hiperplasia prostática |
| N40.0 | Hiperplasia prostática com hiperplasia nodular |
| N40.1 | Hiperplasia prostática com hiperplasia difusa |
Sintomas da hiperplasia prostática
Embora muitos homens possam ser assintomáticos no início, a maioria apresenta sintomas que afetam a rotina diária. Conhecer esses sinais é fundamental para buscar auxílio médico precocemente.
Sintomas urinários
H3: Dificuldade para iniciar a micção
O indivíduo pode perceber que demora a liberar a urina, um sinal comum de congestão na saída da bexiga.
H3: Jato urinária fraco ou interrompido
A força do fluxo urinário é reduzida, podendo ocorrer pausas durante a micção.
H3: Sensação de esvaziamento incompleto da bexiga
Após urinar, a sensação de que a bexiga ainda está cheia ou não foi completamente esvaziada é frequente.
H3: Urgência e frequência urinária
A necessidade de urinar com mais frequência, inclusive à noite (nictúria), afeta significativamente o sono.
H3: Gotejamento pós-miccional
Ao final do ato de urinar, pode haver um gotejamento involuntário de urina.
Sintomas relacionados
- Infecções do trato urinário recorrentes
- Sangue na urina (hematoúria), em casos avançados
- Retenção urinária aguda, que exige intervenção emergencial
Diagnóstico
Adetalhar o diagnóstico correto é essencial para definir o melhor tratamento. Os exames utilizados incluem:
Anamnese e exame físico
O médico realiza perguntas sobre os sintomas, histórico médico, medicamentos em uso, além de avaliar o exame digital retal (toque retal), que permite verificar o tamanho e a textura da próstata.
Exames laboratoriais
| Exame | Objetivo |
|---|---|
| Teste de antígeno prostático específico (PSA) | Avaliar o risco de câncer de próstata |
| Urinálise | Detectar infecções ou sangue na urina |
| Dosagem de creatinina e ureia | Avaliar a função renal |
Exames complementares
Uretrocistoscopia
Permite visualização direta da uretra e da bexiga para detectar obstruções.
Urodinâmica
Avalia o funcionamento da bexiga e da uretra.
Ultrassonografia transreta
Avalia o tamanho da próstata, resíduos urinários e possíveis alterações na bexiga.
Critérios de diagnóstico
De acordo com a Sociedade Brasileira de Urologia, o diagnóstico de hiperplasia prostática leva em consideração a presença de sintomas urinários, exame clínico e resultados de exames complementares, descartando outras causas, como câncer de próstata ou infecções.
Tratamentos para hiperplasia prostática
O tratamento da hiperplasia prostática é personalizado, considerando a gravidade dos sintomas, tamanho da próstata, idade do paciente e presença de complicações.
Opções de tratamento
Conservador
- Mudanças no estilo de vida: redução do consumo de líquidos à noite, evitar cafeína e álcool, controle do peso.
- Atividades físicas regulares.
Medicamentoso
| Classe | Exemplos | Objetivo |
|---|---|---|
| Alfa-bloqueadores | Tamsulosina, alfuzosina | Relaxar os músculos da próstata e bexiga, facilitando a micção |
| Inibidores de 5-alfa-redutase | Finasterida, dutasterida | Reduzir o tamanho da próstata ao longo do tempo |
| Combinação (alfa-bloqueador + inibidor de 5-alfa-redutase) | Exemplo: tamsulosina + finasterida | Potencializar os efeitos do tratamento |
Tratamento cirúrgico
Quando os sintomas são graves ou há complicações, pode-se indicar procedimentos cirúrgicos:
- Ressecção transuretral da próstata (RTU): método padrão para remover o tecido obstrutivo.
- Ablação por laser: técnica menos invasiva, com menor tempo de recuperação.
- Prostatectomia aberta: em casos de hiperplasia muito volumosa.
Para informações detalhadas, visite Sociedade Brasileira de Urologia.
Tabela de comparação de tratamentos
| Tipo de tratamento | Vantagens | Desvantagens |
|---|---|---|
| Conservador | Não invasivo, baixo risco | Pode não aliviar todos os sintomas |
| Medicamentoso | Alívio rápido, melhora da qualidade de vida | Efeitos colaterais possíveis |
| Cirúrgico | Resolução definitiva em casos graves | Risco de complicações cirúrgicas |
Prevenção e cuidados
Embora a hiperplasia prostática não seja totalmente evitável, hábitos saudáveis podem contribuir para o controle da condição:
- Manter uma dieta equilibrada, rica em frutas, verduras e cereais integrais.
- Evitar excesso de álcool, cafeína e alimentos condimentados.
- Praticar atividades físicas regularmente.
- Realizar check-ups periodicamente.
Perguntas frequentes
1. A hiperplasia prostática aumenta o risco de câncer de próstata?
Resposta: Não diretamente. A hiperplasia benigna e o câncer de próstata são condições diferentes, mas exames como o PSA podem ajudar a distinguir entre elas.
2. É possível tratar a hiperplasia prostática sem cirurgia?
Resposta: Sim. Muitas vezes, os medicamentos e mudanças no estilo de vida são suficientes para controlar os sintomas.
3. Quais são os riscos do tratamento cirúrgico?
Resposta: Como qualquer procedimento cirúrgico, há riscos de sangramento, infecção, disfunção erétil ou incontinência, embora esses riscos sejam minimizados em centros especializados.
4. A hiperplasia prostática desaparece com o tempo?
Resposta: Não, ela tende a evoluir lentamente, mas pode ser controlada com tratamento adequado.
Conclusão
A hiperplasia prostática benigna, representada pelo CID 10 N40, é uma condição comum entre homens de meia-idade e idosos, mas que pode impactar significativamente a qualidade de vida. O acompanhamento médico, aliado a uma combinação de tratamentos, pode aliviar os sintomas e prevenir complicações. A conscientização e a realização de exames periódicos são fundamentais para um diagnóstico precoce e um manejo eficaz.
Como disse o urologista Dr. João Silva: "O acompanhamento adequado e o tratamento precoce fazem toda a diferença na qualidade de vida do paciente com hiperplasia prostática." Portanto, não deixe de procurar um profissional de confiança se apresentar sintomas relacionados.
Referências
- Sociedade Brasileira de Urologia. Guia de Diagnóstico e Tratamento da Hiperplasia Prostática. Disponível em: https://www.sbu.org.br
- Organização Mundial da Saúde. CID N40 - Hiperplasia Prostática. Disponível em: https://www.who.int/classifications/icd/en/
- Ministério da Saúde. Protocolos para manejo da hiperplasia prostática. Ministério da Saúde, Brasil, 2022.
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