CID 10 Hipercolesterolemia: Guia Completo para Diagnóstico e Tratamento
A hipercolesterolemia constitui uma das principais causas de doenças cardiovasculares no mundo, sendo reconhecida como um fator de risco importante para o desenvolvimento de síndromes coronarianas, acidentes vasculares cerebrais e outras complicações sérias. No sistema de classificação internacional de doenças (CID 10), ela está categorizada sob o código E78. Este guia completo abordará o diagnóstico, o tratamento e as melhores práticas para o gerenciamento da hipercolesterolemia, facilitando o entendimento tanto de profissionais de saúde quanto de pacientes.
Seja você um médico, estudante de medicina ou alguém interessado em compreender como essa condição afeta a saúde, este artigo fornecerá informações atualizadas e confiáveis.

O que é CID 10 Hipercolesterolemia?
Definição
A hipercolesterolemia refere-se a níveis elevados de colesterol no sangue, especialmente do lipídios de baixa densidade (LDL), frequentemente chamada de "colesterol ruim". De acordo com a CID 10, ela é classificada na categoria E78, que abrange diversos distúrbios do metabolismo lipídico.
Importância para a saúde pública
O controle do colesterol é fundamental na prevenção de doenças cardiovasculares, que representam a principal causa de morte no Brasil e no mundo. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), aproximadamente 17,9 milhões de pessoas morrem anualmente por doenças do coração e acidentes vasculares cerebrais, muitos dos quais relacionados à hipercolesterolemia.
Diagnóstico da Hipercolesterolemia
Exames laboratoriais essenciais
O diagnóstico começa com exames de sangue, que fornecem a avaliação do perfil lipídico completo:
| Parâmetro | Valor de referência | Observações |
|---|---|---|
| Colesterol Total | Menor que 200 mg/dL | Valores acima indicam risco aumentado |
| LDL colesterol | Menor que 100 mg/dL | Considerado ótimo para a maioria da população |
| HDL colesterol | Maior que 60 mg/dL | Níveis elevados são protetores contra doenças cardiovasculares |
| Triglicerídeos | Menor que 150 mg/dL | Elevados aumentam o risco de doenças cardíacas |
Critérios de diagnóstico de acordo com a CID 10
A hipercolesterolemia pode ser classificada como:
- Hipercolesterolemia primária: resultado de fatores genéticos
- Hipercolesterolemia secundária: causada por condições como diabetes, hipotireoidismo, consumo excessivo de gordura, álcool ou certos medicamentos
Avaliação clínica
Além dos exames laboratoriais, o médico deve avaliar fatores de risco, histórico familiar e presença de fatores associados, como obesidade, sedentarismo, hipertensão, entre outros.
Tratamento da CID 10 Hipercolesterolemia
Mudanças no estilo de vida
Alimentação balanceada
Adotar uma dieta pobre em gorduras saturadas e trans, rica em frutas, verduras, grãos integrais e fontes de gordura saudável, como peixes e azeite de oliva.
Segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia, "uma alimentação adequada é fundamental para o controle lipídico".
Prática de exercícios físicos
A recomendação é realizar pelo menos 150 minutos de atividade aeróbica moderada por semana.
Controle de peso
A perda de peso, mesmo que modesta, pode diminuir significativamente os níveis de LDL.
Uso de medicamentos
Quando as mudanças no estilo de vida não são suficientes, o uso de medicamentos pode ser indicado:
| Classe de medicamentos | Exemplos | Considerações |
|---|---|---|
| Estatinas | Atorvastatina, Sinvastatina | Principal classe para redução do LDL |
| Secuestrantes de ácidos biliares | Colestiramina | Utilizados em casos específicos |
| Fibratos | Fenofibrato | Mais eficazes para triglicerídeos elevados |
| Ezetimiba | Ezetimiba | Reduz absorção de colesterol no intestino |
Monitoramento e acompanhamento
É recomendado realizar exames de perfil lipídico a cada 3-6 meses durante o tratamento para ajustar as doses de medicamentos e avaliar a eficácia.
Prevenção
A prevenção da hipercolesterolemia envolve hábitos saudáveis desde a juventude, como alimentação equilibrada, prática regular de atividades físicas, controle do peso e evitar o consumo excessivo de álcool e tabaco.
Perguntas Frequentes
1. Quais são os fatores de risco para a hipercolesterolemia?
Fatores genéticos, alimentação inadequada, sedentarismo, obesidade, consumo excessivo de álcool, tabagismo e doenças secundárias, como diabetes e hipotireoidismo.
2. Quais os sintomas da hipercolesterolemia?
Normalmente, ela é assintomática; os sinais aparecem somente após complicações, como angina ou infarto.
3. Como manter o colesterol sob controle?
Adotando uma dieta saudável, praticando atividades físicas, controlando o peso, evitando tabaco e limitando o consumo de álcool.
4. Quais são os riscos de não tratar hipercolesterolemia?
Aumento do risco de doenças cardiovasculares, acidentes vasculares cerebrais, angina e insuficiência cardíaca.
5. A hipercolesterolemia pode ser hereditária?
Sim, condições como hipercolesterolemia familiar aumentam o risco de níveis elevados de colesterol desde a juventude.
Conclusão
A hipercolesterolemia, classificada sob o código CID 10 E78, é uma condição de alta prevalência e impacto na saúde global. Seu diagnóstico precoce e tratamento adequado são essenciais para a prevenção de complicações cardiovasculares. Mudanças no estilo de vida, aliados a medicação quando necessário, representam as melhores estratégias para o controle efetivo. Como afirma a Sociedade Brasileira de Cardiologia, "a gestão adequada do colesterol é uma das principais ações na redução do risco cardiovascular."
Fique atento aos fatores de risco, realize check-ups periódicos e discuta com seu médico a melhor estratégia para sua saúde cardiovascular.
Referências
- Organização Mundial da Saúde (OMS). Doenças cardiovasculares. Disponível em: https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/cardiovascular-diseases
- Sociedade Brasileira de Cardiologia. Diretrizes de prevenção cardiovascular. 2020.
- Ministério da Saúde. Portaria GM/MS nº 3.047, de 6 de dezembro de 2011. Protocolos para o manejo de dislipidemias.
- Instituto Nacional de Cardiologia. Guia de avaliação e tratamento de hipercolesterolemia.
Lembre-se: a hipertensão não deve ser subestimada. Faça revisões regulares e mantenha o acompanhamento com seu médico.
MDBF