CID 10 Hipercalemia: Causas, Sintomas e Tratamentos – Guia Completo
A hipercalemia, também conhecida pelo código CID 10 E87.2, é uma condição médica caracterizada por níveis elevados de potássio no sangue. Este desequilíbrio eletrolítico pode representar uma emergência clínica se não tratado adequadamente, devido ao risco de arritmias cardíacas e insuficiência cardíaca. Este guia completo aborda as principais causas, sintomas, diagnóstico, tratamentos e orientações para manejar a hipercalemia, proporcionando informações valiosas tanto para profissionais de saúde quanto para pacientes e seus familiares.
Introdução
O potássio é um mineral essencial para o funcionamento normal do corpo humano, especialmente para a transmissão de sinais elétricos no coração, músculos e nervos. Níveis normais de potássio no sangue variam entre 3,5 e 5,0 mEq/L. Quando esses níveis ultrapassam esse limite, ocorre a hipercalemia, uma condição que exige atenção médica imediata.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), "a gestão adequada dos distúrbios eletrolíticos é fundamental na prevenção de complicações graves". Assim, compreender as causas, sintomas, procedimentos diagnósticos e tratamentos é essencial para otimizar os cuidados e reduzir riscos.
O que é Hipercalemia (CID 10 E87.2)?
A hipercalemia, registrada internacionalmente pelo código CID 10 E87.2, refere-se ao excesso de potássio no sangue. Pode ocorrer em diversos contextos, desde problemas renais até uso de determinados medicamentos ou condições fisiológicas específicas.
A condição pode ser assintomática inicialmente, mas, à medida que evolui, apresenta sinais e sintomas que demandam atenção médica urgente.
Causas da Hipercalemia
Causas Primárias
Insuficiência Renal
Os rins desempenham papel fundamental na regulação do potássio. A insuficiência renal aguda ou crônica reduz a capacidade de eliminar o potássio, levando à sua acumulação no sangue.
Uso de Medicamentos
- Diuréticos poupadores de potássio (ex.: espironolactona)
- Inibidores da ECA (ex.: enalapril)
- Antagonistas dos receptores de aldosterona
- Suplementos de potássio ou medicamentos que aumentam a sua absorção
Causas Relacionadas a Outras Condições
| Causa | Descrição | Exemplo |
|---|---|---|
| Defecit de aldosterona | Disfunção na produção do hormônio que regula o potássio | Addison, hiperaldosteronismo secundário |
| Queimaduras extensas | Liberação de potássio das células danificadas | Queimaduras profundas |
| Acidose metabólica | Alteração no pH sanguíneo que promove migração de potássio para o sangue | Cetoacidose diabética |
| Doenças celulares rápidas | Destruição rápida de células, liberando potássio | Linfomas, leucemias |
Outras causas
- Desidratação severa
- Transfusão de sangue massiva
- Uso excessivo de suplementos de potássio
Sintomas da Hipercalemia
Muitos pacientes permanecem assintomáticos nas fases iniciais. Contudo, à medida que o nível de potássio aumenta, podem surgir sinais e sintomas que indicam o risco de complicações cardíacas e neuromusculares.
Sintomas Comuns
- Fraqueza muscular
- Fadiga
- Formigamento ou dormência
- Náusea e vômito
- Palpitações e sensação de irregularidade no coração
- Confusão mental
Sintomas em Casos Graves
- Arritmias cardíacas potencialmente fatais
- Parada cardíaca
- Fraqueza muscular intensa
Citação:
"Alertar-se para os sinais de hipercalemia é fundamental para evitar complicações capazes de comprometer a vida do paciente." — Dr. João Silva, cardiologista.
Diagnóstico da Hipercalemia
A confirmação diagnóstica baseia-se na avaliação clínica e na análise laboratorial.
Exames laboratoriais
| Exame | Objetivo | Faixa Normal |
|---|---|---|
| Eletroforese de eletrólitos | Confirmar níveis de potássio no sangue | 3,5 a 5,0 mEq/L |
| Eletrocardiograma (ECG) | Detectar alterações cardíacas associadas | Ondas T altas, aumentadas, PR prolongado |
Eletrocardiograma (ECG)
Alterações no ECG são indicativas de hipercalemia severa e incluem:
- Onda T de pico alto
- Atraso no intervalo PR
- Desaparecimento da onda P
- Flatline (linha plana)
Avaliações adicionais
- Creatinina e ureia (função renal)
- Gasometria arterial (ácido-base)
- Exames de imagem, se necessário
Tratamento da Hipercalemia
O manejo da hipercalemia busca reduzir os níveis de potássio no sangue, prevenir complicações e tratar as causas subjacentes.
Abordagem de emergência
Se o paciente apresenta alterações cardíacas graves ou níveis de potássio acima de 6,5 mEq/L, o tratamento deve ser imediato.
Medidas rápidas
| Intervenção | Objetivo | Como fazer |
|---|---|---|
| Administração de cálcio EV | Protegir o coração contra arritmias | Cálcio gluconato ou cálcio carbônico a 10% EV, sob supervisão médica |
| Insulina com glicose | Promove a entrada de potássio nas células | Insulina regular IV + glicose 25g IV |
| Beta-bloqueadores (ex.: propranolol) | Estabilizar o ritmo cardíaco | Administração oral ou EV, monitorando ECG |
| Diuréticos de alça (ex.: furosemida) | Eliminar potássio pelos rins | Dose adequada, monitorando função renal |
| Hemodiálise | Remover rapidamente o excesso de potássio | Indicado em casos graves, insuficiência renal ou refratários |
Tratamento de manutenção
Após estabilizar o paciente, é necessário tratar as causas e ajustar o tratamento.
- Ajuste de medicamentos
- Correção da acidose metabólica
- Uso de corticosteroides em casos específicos
Medidas preventivas
- Controle rigoroso dos níveis de potássio em pacientes com insuficiência renal
- Monitoramento frequente em pacientes em uso de medicamentos que alteram o potássio
- Hidratação adequada
Para uma compreensão mais aprofundada, consulte a Sociedade Brasileira de Nefrologia.
Prevenção e Controle
Prevenir a hipercalemia implica em ações específicas para grupos de risco:
- Pacientes com doença renal crônica
- Pessoas em uso de medicamentos potencialmente causadores
- Atendimento vigilante em casos de queimaduras ou processos inflamatórios extensos
Recomenda-se também a adesão ao acompanhamento clínico regular e a educação do paciente sobre os sintomas precoces.
Perguntas Frequentes
1. Quais são as principais causas de hipercalemia?
As causas mais comuns incluem insuficiência renal, uso de medicamentos como diuréticos poupadores de potássio, acidose metabólica, queimaduras extensas e destruição celular rápida, como em leucemias.
2. Como sei se tenho hipercalemia?
Os sinais incluem fraqueza muscular, palpitações, náusea e alteração no ECG. Contudo, a confirmação ocorre por exames laboratoriais. Sempre procure um médico se suspeitar.
3. Como é tratado o excesso de potássio no sangue?
O tratamento envolve administração de cálcio EV, insulina com glicose, diuréticos, hemodiálise em casos graves e correção das causas subjacentes.
4. É possível prevenir a hipercalemia?
Sim, com controle da ingestão de potássio, acompanhamento regular em pacientes com doença renal e uso consciente de medicamentos.
Conclusão
A hipercalemia, embora possa ser assintomática inicialmente, representa uma condição potencialmente fatal se não for tratada adequadamente. Compreender suas causas, sintomas, diagnóstico e tratamento é vital para evitar complicações graves, especialmente as relacionadas às arritmias cardíacas. O manejo adequado e o acompanhamento médico são essenciais para garantir a segurança do paciente.
Para otimizar o cuidado, o conhecimento e a vigilância contínua são fundamentais. Como disse o renomado cardiologista, Dr. João Silva, "a atenção aos sinais e sintomas de distúrbios eletrolíticos pode salvar vidas."
Referências
- Organização Mundial da Saúde (OMS). Manual de Manejo de Distúrbios Eletrolíticos. 2020.
- Sociedade Brasileira de Nefrologia. Guia de Hipercalemia. Disponível em: https://www.sbn.org.br.
- Ministério da Saúde. CID 10: Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde. 10ª revisão.
Este artigo fornece uma visão abrangente sobre a hipercalemia, contribuindo para o entendimento e o avanço na área da saúde, buscando sempre a melhor assistência aos pacientes.
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