CID 10 Herpes Genital: Guia Completo Sobre Diagnóstico e Tratamento
A herpes genital, uma das infecções sexualmente transmissíveis mais comuns em todo o mundo, representa um grande desafio para profissionais de saúde e pacientes. Classificada na CID 10 sob o código A60 e B00.7, ela afeta milhões de pessoas, causando desconforto e, em muitos casos, complicações de saúde. Este guia completo foi elaborado para oferecer informações detalhadas sobre o diagnóstico, tratamento, prevenção e características clínicas da herpes genital, abordando também a importância do reconhecimento precoce e do acompanhamento médico.
A compreensão adequada da herpes genital é fundamental para diminuir a disseminação da infecção, oferecer suporte adequado aos pacientes e melhorar a qualidade de vida daqueles afetados. A seguir, exploraremos tudo o que você precisa saber sobre essa condição, com foco também nas orientações baseadas nas últimas recomendações médicas e na classificação da CID 10.

O que é herpes genital?
A herpes genital é uma infecção viral causada principalmente pelo vírus herpes simplex, dos tipos 1 (HSV-1) e 2 (HSV-2). Enquanto o HSV-1 está tradicionalmente associado às herpes orais, ele também pode causar herpes genital. A HSV-2, por sua vez, é a causa mais comum da herpes genital.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), aproximadamente 12% da população mundial entre 15 e 49 anos é infectada pelo HSV-2, sendo a transmissão predominantemente por contato sexual.
Classificação CID 10 e herpes genital
Na Classificação Internacional de Doenças (CID 10), a herpes genital se enquadra nas seguintes categorias:
| Código CID 10 | Descrição | Observações |
|---|---|---|
| A60 | Herpesviral genitalis | Principal categoria para herpes genital |
| B00.7 | Herpesviral zoster (herpes zoster genital) | Pode incluir complicações ou herpes zoster com envolvimento genital |
"A atenção ao diagnóstico precoce e o tratamento adequado podem diminuir a transmissão e melhorar a qualidade de vida dos pacientes." — Ministério da Saúde, Brasil
Sintomas da herpes genital
Os sintomas podem variar de leves a severos, ou até mesmo ausentes em alguns indivíduos infectados. O período de incubação varia de 2 a 12 dias após o contato com o vírus.
Sintomas comuns incluem:
- Lesões dolorosas ou com formigamento na região genital, ânus ou virilha
- Vesículas pequenas que evoluem para úlceras dolorosas
- Coceira ou formigamento na área afetada
- Corrimento vaginal ou penile
- Dor ao urinar
- Sensação de queimação durante o toque na área afetada
Sintomas em casos primários:
- Sintomas mais intensos
- Febre, mal-estar e dor de cabeça
- Linfonodos aumentados na virilha
Reinfecções:
- Geralmente apresentam sintomas mais leves ou podem ser assintomáticos
Diagnóstico da herpes genital
Exames laboratoriais
Para confirmar a infecção pelo vírus herpes simplex, os exames laboratoriais são essenciais. Os principais incluem:
- Exame clínico: Avaliação das lesões visíveis
- Testes de PCR (Reação em Cadeia da Polimerase): Detecta o DNA do vírus HSV com alta sensibilidade
- Cultura viral: Para isolamento do vírus, útil especialmente nas fases iniciais
- Sorologia: Detecta anticorpos IgG e IgM, indicando infecção primária ou recorrente
Diagnóstico diferencial
É importante distinguir a herpes de outras condições que podem causar lesões genitais, como:
| Condição | Sintomas semelhantes | Diferenças principais |
|---|---|---|
| Condiloma acuminado | Lesões verrucosas | Causado pelo HPV, não pelo herpes |
| Cancro de pénis ou vulva | Lesões ulceradas de crescimento | Necessita investigação histopatológica |
| Sífilis | Úlcera indolor, limpa | Testes sorológicos específicos |
Tratamento da herpes genital
Tratamentos medicinais
Embora não haja cura definitiva para a herpes genital, os medicamentos antivirais podem controlar os sintomas, reduzir a duração das crises e diminuir a transmissão.
| Medicação | Uso | Duração padrão |
|---|---|---|
| Aciclovir | comprimidos, creme, ou injeção | Varia conforme o ciclo (recurso ou primário) |
| Valaciclovir | comprimidos | 5 a 10 dias; uso na fase de crise ou profilático |
| Penciclovir | creme | Aplicação tópica durante as lesões |
Tratamento de suporte
- Analgésicos para aliviar a dor
- Banhos de assento com água morna
- Uso de roupas leves e algodão para evitar irritação
Tratamento de episódios recorrentes
O uso prolongado de antivirais como profilaxia pode reduzir a frequência de crises e a transmissão do vírus, especialmente em pacientes que apresentam mais de 6 episódios ao ano.
Prevenção da herpes genital
- Uso de preservativos durante toda relação sexual
- Evitar contato com lesões visíveis ou com pessoas infectadas
- Testagem periódica em indivíduos com múltiplos parceiros
- Vacinas em desenvolvimento, que ainda estão em fase de estudos clínicos
- Comunicação aberta na parceria sexual
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Como lidar com a herpes genital?
A gestão da herpes genital envolve não apenas o tratamento medicamentoso, mas também o suporte emocional, devido ao impacto psicológico que a infecção pode causar. Através de acompanhamento médico regular, pacientes podem aprender a identificar os sinais de crises e manter uma rotina de cuidados adequada.
Perguntas frequentes (FAQs)
1. A herpes genital é curável?
Não. A infecção pelo HSV é definitiva, mas o controle dos sintomas é possível com medicamentos e medidas preventivas.
2. É possível ter relações sexuais durante uma crise?
Recomenda-se evitar o contato sexual durante as crises, pois o risco de transmissão aumenta significativamente.
3. A herpes genital aumenta o risco de HIV?
Sim. A presença de lesões facilita a entrada do vírus HIV, aumentando o risco de infecção.
4. Pessoas com herpes podem engravidar?
Sim. Com acompanhamento médico adequado, a gestação pode ocorrer com segurança, minimizando riscos de transmissão para o bebê.
Conclusão
A herpes genital, classificada na CID 10 sob os códigos A60 e B00.7, é uma infecção viral que afeta milhares de pessoas mundialmente. Embora não exista cura, o diagnóstico precoce, o tratamento adequado e a adoção de práticas preventivas são essenciais para reduzir o impacto na qualidade de vida e evitar a transmissão.
A compreensão das manifestações clínicas, a atualização dos métodos diagnósticos e o conhecimento sobre as opções terapêuticas permitem uma abordagem mais eficaz e humanizada. Investir em educação, comunicação aberta e acompanhamento médico contínuo são passos fundamentais para o controle dessa condição.
Referências
- Organização Mundial da Saúde. (2021). Herpes Simplex Virus. Disponível em: https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/herpes-simplex-virus
- Ministério da Saúde. (2022). Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST/AIDS). Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-z/d/doencas-transmissiveis/sppd/infecoes-sexualmente-transmissiveis
- Ministério da Saúde. (2023). CID-10 - Classificação Internacional de Doenças. Disponível em: https://datasus.saude.gov.br/acesso-a-informacao/cid-10/
Aviso: Este artigo tem caráter informativo e não substitui a orientação médica. Em caso de suspeita ou diagnóstico de herpes genital, procure um profissional de saúde.
MDBF