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CID 10 Herniorrafia Inguinal: Guia Completo Sobre o Procedimento

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A hérnia inguinal é uma condição que afeta milhões de pessoas ao redor do mundo, causando desconforto e prejudicando a qualidade de vida. Quando não tratada, pode levar a complicações sérias, incluindo estrangulamento do intestino. A hérnia inguinal é um dos tipos mais comuns de hérnia e, por isso, é fundamental compreender o procedimento cirúrgico de hérniorrafia inguinal, além de entender os aspectos do CID 10 relacionado a essa condição.

Neste guia completo, abordaremos tudo o que você precisa saber sobre a CID 10 relacionada à hérnia inguinal e o procedimento de hérniorrafia inguinal, suas indicações, técnicas, cuidados pré e pós-operatórios, além de responder às perguntas mais frequentes.

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Introdução

A hérnia inguinal ocorre quando uma parte do intestino ou tecido adiposo empurra através de uma fraqueza na parede abdominal na região da virilha. Essa condição é comum em homens, embora também possa afetar mulheres e crianças. A identificação correta e o tratamento adequado são essenciais para evitar complicações.

Segundo dados do Datasus, a hérnia inguinal representa uma das principais causas de procedimentos cirúrgicos eletivos na atenção básica de saúde no Brasil. A codificação correta segundo a Classificação Internacional de Doenças (CID 10) é fundamental para registro, estatísticas e tratamento eficiente.

O que é a CID 10 relacionada à hérnia inguinal?

CID 10 para Hérnia Inguinal

A hérnia inguinal é classificada na CID 10 sob o código K40. Essa classificação inclui diferentes tipos de hérnia inguinal, tanto direta quanto indireta, além de variantes específicas como hérnia ocorrência em crianças e adultos.

Código CID 10Descrição
K40.0Hérnia inguinal, unilateral
K40.1Hérnia inguinal, bilateral
K40.9Hérnia inguinal, não especificada

Nota: O código específico pode variar de acordo com a descrição clínica, como hérnia direta ou indireta, unilateral ou bilateral.

Herniorrafia Inguinal: O que é?

Definição

A hérniorrafia inguinal é o procedimento cirúrgico de reparo da hérnia inguinal, visando fechar ou reforçar a parede abdominal na região da virilha. Esse procedimento pode ser realizado através de técnicas abertas ou laparoscópicas.

Indicações

  • Hérnia inguinal sintomática
  • HérniaIng manifesta e progressiva
  • Hérnia inguinal que apresenta risco de estrangulamento
  • Hérnias em pacientes jovens e idosos
  • Hérnias em crianças, especialmente inguinais indiretas congênitas

Técnicas Cirúrgicas

Existem duas principais técnicas de hérniorrafia inguinal:

TécnicaDescriçãoVantagensDesvantagens
Técnica Aberta (Lichtenstein)Reparo utilizando anel difuso de tela sintética.Minimamente invasiva, rápidaRisco de dor crônica após cirurgia
Técnica LaparoscópicaReparo com auxílio de câmeras, com uso de telas de forma intracorpórea.Menor dor, recuperação rápidaRequer maior experiência do cirurgião

Mais informações sobre as técnicas podem ser encontradas em artigos especializados como Clínica Endoscópica.

Processo de Diagnóstico

Sintomas mais comuns

  • Protusão na virilha
  • Dor ou desconforto na região inguinal
  • Sensação de peso ou pressão
  • Aumento visível ao despertar ou após esforço físico

Exames complementares

  • Exame físico detalhado
  • Ultrassonografia inguinal
  • Advogados de imagem, como tomografia computadorizada, em casos complexos

Cuidados Pré e Pós-operatórios

Cuidados antes da cirurgia

  • Jejum conforme orientação médica
  • Descontinuação de anticoagulantes, se necessário
  • Avaliação médica completa
  • Orientações sobre medicamentos a serem utilizados

Cuidados após a cirurgia

  • Repouso relativo nos primeiros dias
  • Evitar esforço físico intenso por 4 a 6 semanas
  • Utilização de roupas compressivas, se prescritas
  • Manter a ferida limpa e seca
  • Uso de analgésicos e anti-inflamatórios sob orientação médica

Complicações possíveis

ComplicaçãoDescriçãoComo prevenir
InfecçãoPode ocorrer na incisão, requerendo antibiótico ou intervenção.Manutenção da higiene
Recorrência da hérniaReaparecimento do problema após reparo cirúrgicoTécnica adequada e repouso
Dor crônicaDor persistente na região operadaTécnica refinada, analgesia adequada

Como escolher o procedimento adequado?

A escolha do método operacional depende de fatores como idade, tipo de hérnia, presença de complicações e preferência do cirurgião. É essencial realizar uma avaliação detalhada para determinar a melhor abordagem, visando menor risco de complicações e maior durabilidade do reparo.

Tabela comparativa entre técnicas de hérnia inguinal

CaracterísticaAberta (Lichtenstein)Laparoscópica
Tempo de cirurgiaAproximadamente 30-60 minutosCerca de 30 minutos
Dor pós-operatóriaModerada a intensaMenor
ReabilitaçãoRápida, cerca de 1 semanaPrecisa de menos repouso
Risco de recorrênciaBaixoSimilar ou menor dependendo da técnica
CustoGeralmente menorPode ser mais elevado

Perguntas Frequentes

1. Quanto tempo leva para recuperar após uma hérniorrafia inguinal?

A recuperação inicial leva cerca de 1 a 2 semanas, porém recomenda-se evitar esforços físicos intensos por 4 a 6 semanas para garantir a cicatrização adequada.

2. A hérnia inguinal pode voltar após a cirurgia?

Sim, há possibilidade de recidiva, especialmente se o procedimento não for realizado de forma adequada ou se o paciente retornar às atividades físicas prematuramente.

3. Existem riscos na cirurgia de hérnia inguinal?

Embora seja considerada segura, podem ocorrer complicações como infecção, dor crônica, recidiva ou danos aos tecidos adjacentes.

4. Quais os cuidados após a cirurgia?

Manter higiene adequada, evitar esforços físicos, seguir recomendações médicas e comparecer às consultas de acompanhamento.

5. A hérnia inguinal pode ser tratada sem cirurgia?

Na maioria dos casos, a cirurgia é a única opção definitiva para o tratamento. Em casos de hérnias pequenas e assintomáticas, o médico pode sugerir observação, mas o risco de complicações ainda existe.

Conclusão

A hérniorrafia inguinal, codificada na CID 10 sob o código K40, é um procedimento eficaz e seguro para o tratamento das hérnias inguinais. A escolha da técnica varia conforme o paciente, a gravidade da hérnia e a experiência do cirurgião. O conhecimento adequado sobre a condição, os cuidados antes e após a cirurgia, além de uma avaliação médica criteriosa, são essenciais para garantir um bom resultado.

Se estiver com suspeita de hérnia inguinal ou foi indicado para cirurgia, procure um cirurgião especialista para uma avaliação detalhada. Lembre-se de que a intervenção precoce pode prevenir complicações graves e melhorar sua qualidade de vida.

Referências

  1. Brasil. Ministério da Saúde. Datasus. Estatísticas do SUS sobre hérnia inguinal. Disponível em: https://datasus.saude.gov.br
  2. Organização Mundial da Saúde. CID 10. Classificação Internacional de Doenças. Disponível em: https://www.who.int/classifications/icd/en/
  3. Sociedade Brasileira de Cirurgia Proctológica. Técnicas de Herniorrafia. Disponível em: https://sbcp.org.br
  4. Clínica Endoscópica. Técnicas de Hérnia Inguinal. Disponível em: https://www.clinicaendoscopica.com.br

Este artigo foi elaborado para oferecer informações detalhadas e confiáveis sobre o CID 10 de hérnia inguinal e o procedimento de hérniorrafia inguinal, contribuindo para uma melhor compreensão do tema.