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CID 10 Hérnia Umbilical: Guia Completo para Diagnóstico e Tratamento

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A hérnia umbilical é uma condição comum que afeta adultos e crianças, envolvendo a protrusão de tecido ou de parte do intestino através de uma abertura na parede abdominal próxima ao umbigo. No Sistema de Classificação Internacional de Doenças (CID 10), ela está classificada sob códigos específicos que facilitam o diagnóstico e o tratamento adequado. Este artigo apresenta um guia completo sobre a CID 10 relacionada à hérnia umbilical, abordando suas causas, sintomas, métodos de diagnóstico, opções de tratamento, além de responder às perguntas frequentes.

Introdução

A hérnia umbilical representa uma das condições mais frequentes na prática clínica, especialmente em crianças, mas também podendo afetar adultos. Segundo dados do Ministério da Saúde, aproximadamente 10% das crianças apresentam alguma forma de hérnia umbilical até os 3 anos de idade. Sua prevalência em adultos cresce com fatores como obesidade, gravidez e envelhecimento. O reconhecimento precoce e tratamento adequado são essenciais para evitar complicações.

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Na classificação CID 10, a hérnia umbilical possui códigos específicos que facilitam sua documentação e gerenciamento clínico. O entendimento desses códigos, aliado a uma compreensão aprofundada dos aspectos clínicos da hérnia, é fundamental para profissionais de saúde e pacientes.

O que é a Hérnia Umbilical?

Definição

A hérnia umbilical consiste na protrusão de uma parte do conteúdo abdominal, geralmente gordura ou intestino delgado, através do anel umbilical, uma abertura natural na parede abdominal que não fechou completamente após o nascimento ou devido a outros fatores.

Causas

As principais causas de hérnia umbilical incluem:- Fraqueza na parede abdominal: pode ser congênita ou adquirida.- Gestação e fatores hormonais: aumento da pressão intra-abdominal.- Obesidade: aumento de peso que pressiona a parede abdominal.- Ascite: acúmulo de líquido na cavidade abdominal.- Diáteses e fatores genéticos.

Classificação da Hérnia Umbilical segundo o CID 10

Na CID 10, as hérnias umbilicais são classificadas sob o código K42. A seguir, apresentamos uma tabela para facilitar a compreensão:

Código CID 10DescriçãoCaracterísticas
K42.0Hérnia umbilical, não complicad aHérnia simples, sem sinais de complicação
K42.1Hérnia umbilical, com complicaçãoHérnia com encarceramento, estrangulamento ouOutro
K42.9Hérnia umbilical, não especificadaCaso não seja possível determinar o tipo específico

Diagnóstico da Hérnia Umbilical

Exame Clínico

O diagnóstico inicial geralmente é feito por meio do exame físico, onde o médico observa uma protuberância na região do umbigo que aumenta com a tosse ou esforço. Pode-se realizar palpação para sentir se a hérnia é reducível.

Exames Complementares

  • Ultrassonografia abdominal: importante para confirmar o diagnóstico e avaliar o conteúdo herniado.
  • Raio-X com contraste: em casos mais complexos ou duvidosos.
  • Tomografia computadorizada (TC): indicação em casos de hérnias complicadas ou com conteúdo não visível em exames de rotina.

Tratamento da Hérnia Umbilical

Opções de Tratamento

O tratamento varia conforme o tamanho da hérnia, sintomas e risco de complicações.

Tratamento Conservador

  • Observação e acompanhamento, principalmente em crianças pequenas.
  • Uso de cintas ou coletes, embora sua eficácia seja limitada.

Tratamento Cirúrgico

Para casos que não apresentam melhora espontânea ou apresentam complicações, a cirurgia é indicada.

Tipos de Cirurgia:- Hernioplastia: reparo do defeito na parede abdominal, reforçando a área.- Hernioplastia com uso de tela (dierende ou malha): indicado para hérnias maiores ou com risco de recidiva.

Cuidados Pós-Operatórios

  • Evitar esforços físicos por pelo menos 4 a 6 semanas.
  • Manter higiene adequada.
  • Observar sinais de infecção ou complicações.

Prevenção

  • Manter peso saudável.
  • Controlar a pressão intra-abdominal.
  • Evitar esforço excessivo ou trauma na região do umbigo.
  • Monitorar bebês com hérnia congênita para o tratamento precoce.

Perguntas Frequentes (FAQ)

1. A hérnia umbilical desaparece sozinha?

Sim, em muitas crianças pequenas, a hérnia umbilical pode fechar espontaneamente até os 4 anos de idade. Caso persista, o tratamento cirúrgico é recomendado.

2. Quais são os riscos de não tratar a hérnia umbilical?

Os principais riscos incluem encarceramento (quando o conteúdo herniado fica preso) e estrangulamento (quando o sangue do conteúdo sanguíneo é comprometido), que podem levar a complicações graves.

3. Existe prevalência maior entre adultos ou crianças?

A prevalência é maior em crianças, especialmente na faixa de até 3 anos. Contudo, em adultos, a hérnia também é comum, principalmente em homens e indivíduos com fatores de risco.

4. A hérnia umbilical é dolorosa?

Geralmente, ela não causa dor, mas em casos de encarceramento ou estrangulamento, pode haver dor intensa, vermelhidão e outros sinais de complicação.

Conclusão

A hérnia umbilical é uma condição comum e geralmente benigna, especialmente em crianças. A compreensão do CID 10 K42 é fundamental para o correto diagnóstico, manejo e documentação clínica. O tratamento oportuno, preferencialmente cirúrgico em casos indicados, previne complicações graves, garantindo a melhora da qualidade de vida do paciente. A conscientização, a preventiva e a busca por atendimento médico ao perceber sinais de emergência são essenciais para um bom prognóstico.

Referências

  1. Brasil. Ministério da Saúde. Hérnia Umbilical: orientações para o tratamento. Acesso em: 20 de outubro de 2023.

  2. Organização Mundial da Saúde. CID-10. Classificação Internacional de Doenças.

  3. Silva, M. et al. "Hérnia Umbilical em Crianças: Diagnóstico, Tratamento e Prognóstico". Revista Brasileira de Cirurgia Pediátrica, v. 37, p. 45-52, 2019.

“A prevenção é o melhor remédio, e a atenção precoce evita complicações sérias.”