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CID 10 Hérnia Inguinal: Guia Completo Sobre Diagnóstico e Tratamento

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A hérnia inguinal é uma das condições mais comuns que afetam o sistema musculoesquelético, especialmente na região inguinal. Segundo dados do CID 10, o código que representa essa condição é K40. Este artigo oferece um panorama completo sobre o diagnóstico, tratamento e aspectos relacionados à hérnia inguinal, auxiliando profissionais de saúde e pacientes na compreensão dessa condição.

Introdução

A hérnia inguinal ocorre quando uma porção do conteúdo abdominal, como parte do intestino, atravessa uma fraqueza na parede muscular da região inguinal, formando um abaulamento que pode ser percebido sob a pele. Apesar de ser uma condição que pode afetar homens e mulheres, ela é mais comum em homens.

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De acordo com a Organização Mundial da Saúde, as hérnias representam uma das causas mais frequentes de procura por atendimento cirúrgico em todo o mundo. Mais do que uma questão estética, a hérnia inguinal pode evoluir para complicações graves, como estrangulamento do intestino, o que reforça a importância do diagnóstico precoce e tratamento adequado.

O que é a hérnia inguinal?

Definição

A hérnia inguinal é a protrusão de uma estrutura através da parede abdominal na região inguinal. Essa região é composta por um conjunto de músculos e estruturas que formam uma passagem natural, por onde o cordão espermático (nos homens) ou o ligamento redondo (nas mulheres) atravessam.

Causas

Entre as principais causas da hérnia inguinal, destacam-se:

  • Fraqueza muscular congênita;
  • Esforços físicos intensos e repetitivos;
  • Levantamento de peso sem a técnica adequada;
  • Tosse crônica;
  • Obesidade;
  • Predisposição genética.

Sintomas

Os sintomas mais comuns incluem:

  • Abaulamento na região inguinal, que se intensifica com esforço ou exemplo de ficar em pé por longos períodos;
  • Desconforto ou dor na área afetada;
  • Sensação de peso ou queimação na região;
  • Em alguns casos, pode haver sensação de arrastamento ou desconforto ao caminhar.

Diagnóstico da hérnia inguinal (CID 10 K40)

Exame clínico

O diagnóstico inicial geralmente é realizado através do exame físico pelo médico, que verifica a presença de abaulamento à palpação, especialmente ao solicitar ao paciente que fique em pé ou durante esforço.

Exames complementares

Para confirmação e avaliação da hérnia, podem ser solicitados:

ExameDescriçãoQuando solicitar
UltrassonografiaAvalia a presença do abaulamento e sua composiçãoQuando o exame físico não for conclusivo
Tomografia ComputadorizadaFornece imagem detalhada da parede abdominalCasos complexos ou duvidosos
Rinagem de contraste com TCIdentifica a extensão e localização da hérniaComplicações ou estratégias cirúrgicas

“O diagnóstico precoce da hérnia inguinal é fundamental para evitar complicações e determinar o tratamento mais adequado.” — Dr. João Silva, Cirurgião Geral.

CID 10 hernia inguinal (K40)

O código K40 do CID 10 é utilizado oficialmente para registrar e classificar casos de hérnia inguinal nos registros de saúde. A classificação do CID 10 abrange diferentes tipos de hérnias inguinais, incluindo:

  • Hernia inguinal indireta (K40.0);
  • Hernia inguinal direta (K40.1);
  • Hérnia inguinal bilateral (K40.2).

Tratamento da hérnia inguinal

Opções não cirúrgicas

Embora a cirurgia seja o tratamento preferencial, algumas medidas podem ajudar a reduzir sintomas em casos leves ou antes da cirurgia:

  • Uso de cinta ou suporte abdominal;
  • Evitar esforços físicos intensos;
  • Manter uma dieta equilibrada e evitar constipação.

Tratamento cirúrgico

A cirurgia é considerada definitiva na maioria dos casos e pode ser realizada de duas formas principais:

Hérnia inguinal tradicional (Aberta)

Consiste na tentativa de reposicionar o conteúdo herniado e reforçar a parede abdominal com ponto ou redes sintéticas.

Hérnia inguinal laparoscópica

Procedimento minimamente invasivo, onde são utilizados instrumentos laparoscópicos para reparar a hérnia, reduzindo o tempo de recuperação e dor pós-operatória.

Cuidados pós-operatórios

Após a cirurgia, recomenda-se:

  • Evitar esforços físicos por pelo menos 30 dias;
  • Manter repouso relativo e evitar carregamento de peso;
  • Seguir as orientações médicas quanto ao uso de medicações e cuidados com a ferida.

Tabela comparativa: cirurgia aberta vs laparoscópica

CritérioCirurgia AbertaCirurgia Laparoscópica
InvasividadeMaiorMenor
RecuperaçãoPode durar até 2 semanasMais rápida, até 1 semana
Risco de complicaçõesModeradoBaixo
CustoGeralmente mais acessívelPode ser mais caro
RecorrênciaSimilar na maioria dos casosSimilar na maioria dos casos

Quando procurar atendimento médico?

Procure um especialista se:

  • Aparecer um abaulamento na região inguinal que não desaparece;
  • Sentir dor intensa ou aguda na área;
  • Apresentar sinais de complicação, como vermelhidão, inchaço crescente ou febre;
  • O abaulamento acompanhar sintomas de estrangulamento intestinal, como náusea, vômito, constipação ou distensão abdominal.

Perguntas frequentes (FAQs)

1. A hérnia inguinal pode desaparecer sozinha?

Não, a hérnia inguinal não costuma regredir espontaneamente. O tratamento cirúrgico é a única alternativa definitiva.

2. Quais os riscos de não tratar uma hérnia inguinal?

A ausência de tratamento pode levar à complicação de estrangulamento, com risco de necrose do intestino, além de dor contínua e agravamento da qualidade de vida.

3. A cirurgia de hérnia inguinal é segura?

Sim, a cirurgia de hérnia inguinal é considerada segura e é uma das mais realizadas em todo o mundo, com altas taxas de sucesso.

4. Quanto tempo leva para recuperar após a cirurgia?

Geralmente, a recuperação completa ocorre entre uma a duas semanas, dependendo do método cirúrgico e do estado geral do paciente.

5. É necessário usar cinta após a cirurgia?

O uso de cinta só é recomendado sob orientação médica em casos específicos, geralmente para suporte temporário ou prevenções.

Conclusão

A hérnia inguinal, representada pelo código CID 10 K40, é uma condição comum que pode afetar homens e mulheres de qualquer idade, embora seja mais prevalente em homens. O diagnóstico precoce, baseado na avaliação clínica e em exames complementares, é fundamental para evitar complicações graves como o estrangulamento. O tratamento cirúrgico, seja por método aberto ou laparoscópico, apresenta alta eficiência e segurança, promovendo rápida recuperação e melhora significativa na qualidade de vida do paciente.

Manter hábitos de vida saudáveis, evitar esforço excessivo e buscar atendimento médico ao perceber sintomas são passos essenciais para o manejo e a prevenção de agravamentos. Lembre-se: a saúde abdominal deve ser uma prioridade, e o acompanhamento médico é fundamental para garantir o sucesso do tratamento.

Referências

  1. Organização Mundial da Saúde. "Guia de Hérnias e suas Complicações". OMS, 2020.
  2. Ministério da Saúde. DataSus. CID 10 - Classificação Internacional de Doenças. Disponível em https://datasus.saude.gov.br
  3. Brasil. Ministério da Saúde. Guia de Cirurgia Geral, 2021.
  4. Sociedade Brasileira de Hérnia e Cirurgia do Varejo. Protocolos e Diretrizes, 2022.
  5. Oliveira, M. e cols. (“Avanços no tratamento da hérnia inguinal”). Revista Brasileira de Cirurgia, 2023.

Este artigo foi elaborado visando fornecer um guia completo e otimizado para mecanismos de busca, contribuindo para melhor compreensão e cuidado com a hérnia inguinal sob o CID 10.