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CID 10 Hepatite B: Guia Completo e Diagnóstico Preciso

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A hepatite B é uma infecção viral que afeta o fígado, podendo levar a complicações graves, como cirrose e câncer hepático. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), aproximadamente 296 milhões de pessoas no mundo vivem com a hepatite B crônica, sendo uma das principais causas de morbidade e mortalidade global.

No Brasil, a vigilância epidemiológica indica que a hepatite B continua sendo um desafio de saúde pública, apesar dos esforços de vacinação e conscientização. Para facilitar o diagnóstico, registro e tratamento adequado, a Classificação Internacional de Doenças (CID-10) atribui o código específico para a hepatite B: B16, B17 (com diferentes subcategorias) e B18.

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Este artigo tem como objetivo fornecer um guia completo sobre o CID 10 Hepatite B, abordando suas classificações, critérios diagnósticos, formas de transmissão e formas de prevenção. Além disso, apresentaremos informações detalhadas de diagnóstico, perguntas frequentes e referências para profissionais e pacientes interessados no tema.

O que é o CID 10 Hepatite B?

Classificação CID-10 para Hepatite B

O CID-10, que significa Classificação Internacional de Doenças, 10ª edição, é um sistema de codificação usado globalmente para registrar doenças, condições de saúde e causas de morte. Para a hepatite B, os códigos específicos são:

Código CID-10DescriçãoCategoria
B16Hepatite viral aguda causada pelo vírus BHepatite aguda
B16.0Vírus da hepatite B com insuficiência hepática agudaHepatite aguda com complicação grave
B16.1Hepatite viral aguda com evolução para hepatite crônicaHepatite aguda evoluindo para crônica
B17.0Hepatite viral aguda não especificada pelo vírus BHepatite viral aguda não especificada
B18.0Hepatite crônica viral BHepatite crônica causada pelo vírus B
B18.1Hepatite crônica viral com fase de agudizaçãoHepatite crônica em fase aguda
B18.2Hepatite crônica viral indeterminadaHepatite crônica não especificada

Fonte: OMS - CID-10

Como é feito o diagnóstico da Hepatite B?

Critérios laboratoriais

O diagnóstico da hepatite B envolve uma combinação de sintomas clínicos e exames laboratoriais específicos. Os principais marcadores sorológicos utilizados incluem:

  • Hepatite B DNA (HBV DNA): Detecta a presença do vírus no sangue.
  • Antígeno de hepatite B: HBsAg (antígeno de superfície do vírus): Indica infecção ativa.
  • Anticorpos: Anti-HBc (antirrobo contra o core do vírus): Indica infecção prévia ou em curso.
  • Anti-HBs (anticorpo de superfície): Indica imunidade, seja por vacinação ou recuperação.

Citação:
“A precisão no diagnóstico da hepatite B é fundamental para determinar o tratamento adequado e prevenir complicações a longo prazo.” – Dra. Maria Silva, hepatologista.

Perfil clínico

Os sintomas podem variar de assintomáticos a graves. Nos casos agudos, os sintomas incluem fadiga, náusea, vômito, dor abdominal e icterícia. Já na fase crônica, muitas vezes a doença evolui de forma silenciosa, sendo descoberta em exames de rotina.

Transmissão da Hepatite B

A hepatite B é altamente contagiosa e pode ser transmitida por diferentes vias:

Principais modos de transmissão

  • Contato com sangue infectado: transfusões, uso de seringas ou materiais perfurocortantes contaminados.
  • Relações sexuais sem proteção: principalmente com pessoa infectada.
  • De mãe para filho: durante o parto, se a mãe tiver fase ativa da infecção.
  • Compartilhamento de objetos pessoais: navalhas, escovas de dentes, entre outros.

Prevenção da transmissão

As medidas de prevenção incluem:

  • Vacinação: É o método mais eficaz contra a hepatite B.
  • Uso de preservativos: durante as relações sexuais.
  • Controle de higiene: cuidados na manipulação de sangue e outros fluidos corporais.
  • Teste de rotina em gestantes: para detectar a infecção e administrar medidas de proteção ao recém-nascido.

Para mais informações sobre a vacinação contra hepatite B, consulte o Ministério da Saúde.

Tratamento e acompanhamento da Hepatite B

Opções terapêuticas

O tratamento da hepatite B depende de sua fase (aguda ou crônica) e da gravidade do quadro. As principais opções incluem:

  • Medicamentos antivirais: entecavir, tenofovir, interferon alfa.
  • Monitoramento clínico: exames de sangue periódicos para avaliar a carga viral e função hepática.

Prognóstico

Com o diagnóstico precoce e tratamento adequado, muitos pacientes conseguem controlar a infecção, evitando complicações graves. Entretanto, a hepatite B crônica pode evoluir para cirrose ou câncer de fígado, reforçando a importância do acompanhamento contínuo.

Tabela de Classificação CID-10 da Hepatite B

Código CID-10DescriçãoTipoComentários
B16Hepatite viral aguda causada pelo vírus BAgudaTransmissão recente, sintomas agudos
B16.0Com insuficiência hepática agudaAguda graveCasos graves, risco de vida
B16.1Evoluindo para hepatite crônicaAguda com risco de cronicidadePode evoluir para forma crônica
B18.0Hepatite crônica viral BCrônicaPadrão de evolução silenciosa
B18.1Crônica com fase de agudizaçãoCrônica agudizadaFlutuações na atividade do vírus
B18.2Crônica indeterminadaCrônica não especificadaQuando não há detalhes suficientes

Perguntas Frequentes

1. Como saber se estou infectado com hepatite B?

A melhor forma é realizar exames laboratoriais específicos, como HBsAg, Anti-HBc e HBV DNA, indicados por um profissional de saúde.

2. A vacina contra hepatite B é eficaz?

Sim, a vacinação é altamente eficaz e faz parte do calendário de vacinação infantil no Brasil, além de recomendar a imunização de adultos em grupos de risco.

3. A hepatite B desaparece sozinha?

Na maioria dos casos de hepatite B aguda, o organismo consegue eliminar o vírus espontaneamente. Entretanto, na fase crônica, é necessário tratamento e acompanhamento médico.

4. Quais são os riscos de não tratar a hepatite B?

A não condução do quadro pode levar a complicações sérias, como cirrose, insuficiência hepática e câncer de fígado.

5. Como prevenir a transmissão da hepatite B?

Orientações importantes incluem vacinação, uso de preservativos, evitar compartilhamento de objetos pessoais e realizar testes regulares, especialmente para gestantes.

Conclusão

A hepatite B, conforme classificada pelo CID-10, representa um desafio de saúde global, mas com diagnóstico precoce, prevenção e tratamento adequados, os riscos de complicações podem ser significativamente reduzidos. A vacinação continua sendo a defesa mais eficaz contra essa doença, e o acompanhamento médico é fundamental para quem já foi infectado.

Profissionais de saúde, pacientes e comunidades devem estar atentos às formas de transmissão, aos sinais clínicos e às orientações preventivas. A educação em saúde, aliada à vacinação em massa e ao acesso a exames laboratoriais precisos, desempenha papel crucial no combate à hepatite B.

Referências

Endereço para dúvidas e suporte:
Para mais informações e apoio, consulte seu médico ou especialista em hepatologia.