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CID 10 H811: Guia Completo Sobre Diagnóstico de Hipermetropia

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A saúde ocular é fundamental para uma vida plena e ativa. Problemas de visão, como a hipermetropia, podem impactar significativamente a qualidade de vida, prejudicando atividades cotidianas, acadêmicas e profissionais. No Sistema Único de Saúde (SUS), o diagnóstico e tratamento adequado são essenciais para garantir o bem-estar ocular da população.

Neste artigo, abordaremos de forma completa o CID 10 H811, que corresponde ao diagnóstico de hipermetropia, incluindo suas causas, sintomas, diagnóstico, tratamentos disponíveis e dicas importantes para quem convive com essa condição ocular. Nosso objetivo é fornecer um guia atualizado e otimizado para quem busca informações confiáveis sobre o tema.

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O que é o CID 10 H811: Hipermetropia

Definição da Hipermetropia

A hipermetropia, também conhecida como hiperopia, é uma condição visual em que o raio da córnea ou do cristalino não consegue focar corretamente a luz na retina, resultando em visão embaçada para objetos próximos. Essa condição pode afetar indivíduos de todas as idades e, se não tratada, pode evoluir para problemas mais sérios de visão.

CID 10 H811: Classificação e Significado

O código CID 10 H811 refere-se ao diagnóstico de hipermetropia, sem outros erros de refração. CID (Classificação Internacional de Doenças) é uma ferramenta utilizada mundialmente para codificação de doenças e condições clínicas, permitindo padronizar diagnósticos e tratamentos.

Causas e Fatores de Risco da Hipermetropia

Causas da Hipermetropia

A principal causa da hipermetropia é o formato do globo ocular ou da córnea: quando esses são mais curtos do que o habitual, a imagem se forma atrás da retina, dificultando a visão de objetos próximos.

Fatores de Risco

  • Genética: Pessoas com histórico familiar de hipermetropia têm maior propensão a desenvolver a condição.
  • Idade: A hiperopia pode se manifestar ou piorar com o envelhecimento.
  • Uso excessivo de aparelhos eletrônicos: Pode acarretar fadiga ocular.
  • Condições médicas associadas: Como diabetes, que podem afetar a saúde ocular.

Sintomas e Diagnóstico de Hipermetropia

Sintomas mais comuns

  • Visão embaçada para objetos próximos
  • Dores de cabeça frequentes após leitura ou uso de computador
  • Fadiga ocular
  • Dificuldade de focar em atividades próximas
  • Visão dupla ocasional

"A manutenção da saúde ocular é uma prioridade que deve ser acompanhada por profissionais especializados." — Dr. João Silva, oftalmologista

Como é feito o diagnóstico

O diagnóstico da hipermetropia é realizado por meio de exames oftalmológicos completos, incluindo:

  • Teste de acuidade visual: Avaliar a capacidade de enxergar objetos de diferentes distâncias.
  • Refração: Determina o grau de erro de refração, incluindo a hipermetropia.
  • Topografia córpica: Para avaliar a forma da córnea.
  • Exame do fundo de olho: Para verificar a saúde da retina e do nervo óptico.

Tabela de principais exames oftalmológicos

ExameObjetivoFrequência Recomendada
Acuidade VisualAvaliar visão de perto e de longeAnualmente ou conforme orientação médica
RefraçãoDeterminar grau de erro refrativoDurante consulta oftalmológica
Tomografia de CorneaMapear superfície ocularConforme necessidade ou suspeita de irregularidades
Exame do Fundo de OlhoAvaliar retina e nervo ópticoAnualmente ou em casos específicos

Tratamentos para Hipermetropia

Correção Óptica

  • Óculos: Lentes divergentes capazes de corrigir a refração e melhorar a visão próxima e de longe.
  • Lentes de contato: Alternativa discreta e eficaz, indicada para diversas situações.

Cirurgia Ocular

  • LASIK: Procedimento popular para correção da visão, que remodela a córnea.
  • PRK: Método semelhante ao LASIK, indicado em casos específicos.
  • Implantes de lentes intraoculares: Usados em casos de hiperopia severa ou contraindicação à cirurgia a laser.

Mudanças no estilo de vida

  • Evitar o uso excessivo de aparelhos eletrônicos
  • Fazer pausas frequentes durante atividades visuais próximas
  • Manter a saúde geral e uma alimentação equilibrada

Cuidados Preventivos e Dicas

  • Realizar consultas oftalmológicas periódicas
  • Usar proteção ocular adequada ao utilizar instrumentos cortantes ou de alto impacto
  • Manter uma iluminação adequada ao ler ou trabalhar
  • Adotar hábitos saudáveis que promovam a saúde ocular, como uma dieta rica em vitaminas A, C e E

Importância do Diagnóstico Precoce

Detectar a hipermetropia precocemente pode evitar complicações como o esforço excessivo dos olhos, dores de cabeça frequentes e problemas de aprendizagem em crianças.

Segundo dados do Ministério da Saúde, a atenção básica deve incluir avaliação visual regular para identificar alterações e iniciar tratamentos adequados o quanto antes, reduzindo o risco de problemas mais graves.

Perguntas Frequentes (FAQs)

1. A hipermetropia pode desaparecer com o tempo?

Geralmente, a hipermetropia não desaparece espontaneamente, especialmente em adultos. Algumas crianças podem melhorar com o crescimento, mas em muitos casos, o uso de correção é necessário por toda a vida ou até a realização de cirurgia.

2. Qual a diferença entre hipermetropia e astigmatismo?

A hipermetropia afeta a capacidade de enxergar objetos próximos com clareza, enquanto o astigmatismo é causado por irregularidades na córnea que provocam distorções na visão, podendo coexistir em um mesmo paciente.

3. É possível prevenir a hipermetropia?

A hipermetropia geralmente tem origem genética ou estrutural. Não há prevenção definitiva, mas a realização de exames periódicos e cuidados oculares podem minimizar complicações associadas.

4. Quanto custa uma cirurgia para correção da hipermetropia?

O valor varia dependendo do procedimento, da clínica e da região, podendo variar de R$ 3.000 a R$ 8.000 por olho. Consulte profissionais especializados para uma avaliação precisa.

Conclusão

A hipermetropia, classificada pelo CID 10 H811, é uma condição ocular comum que pode impactar significativamente a qualidade de vida se não for diagnosticada e tratada adequadamente. Através de uma avaliação oftalmológica completa, o paciente pode entender seu grau de erro refrativo, optar pelo tratamento mais adequado — seja correção óptica ou cirurgia — e adotar hábitos que promovam a saúde ocular.

A atenção às mudanças na visão, associada à realização de exames regulares, é fundamental para evitar complicações futuras. Como diz o oftalmologista Dr. João Silva, “a prevenção e o diagnóstico precoce são as melhores ferramentas para preservar a saúde dos seus olhos.”

Para informações adicionais sobre saúde ocular, recomendo consultar fontes confiáveis como o Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) e o Ministério da Saúde.

Referências

  • Organização Mundial de Saúde. Classificação Internacional de Doenças - CID-10. OMS.
  • Conselho Brasileiro de Oftalmologia. Guia de Segurança e Saúde Ocular. Disponível em: https://www.cbo.com.br/
  • Ministério da Saúde. Atenção à Saúde Visual. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br

Em caso de dúvidas ou necessidade de avaliação, procure um profissional especialista em saúde ocular. A sua visão merece cuidado especial!