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CID 10 H.25: Entenda a Classificação de Problemas Oculares

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A saúde ocular é fundamental para a qualidade de vida, permitindo que as pessoas percebam o mundo ao seu redor de forma clara e nítida. Problemas nos olhos podem afetar significativamente a rotina diária, a produtividade e o bem-estar emocional. Para facilitar o diagnóstico, tratamento e estudos epidemiológicos, a Organização Mundial da Saúde (OMS) utiliza a Classificação Internacional de Doenças (CID), cuja décima revisão (CID-10) inclui categorias específicas para problemas oculares. Uma dessas categorias é a H.25, que trata de condições relacionadas ao cristalino e ao desenvolvimento de catarata.

Este artigo tem como objetivo explicar detalhadamente o significado do código CID 10 H.25, suas classificações, causas, sintomas, diagnóstico, tratamento e fatores relacionados. Além disso, abordaremos questões frequentes, forneceremos referências confiáveis e dicas para quem busca compreender melhor esse tema importante para a saúde ocular.

cid-10-h-25

O que é o CID 10 H.25?

O código H.25 na CID-10 refere-se às condições associadas à catarata, uma opacidade ou turvação do cristalino que compromete a visão. Essa classificação contempla diferentes tipos de catarata, suas causas, manifestações e possíveis tratamentos.

A catarata é uma das principais causas de cegueira em todo o mundo, e seu entendimento é essencial tanto para profissionais da saúde quanto para pacientes. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde, aproximadamente 20 milhões de pessoas sofrem de catarata no mundo, sendo uma condição que, se não tratada adequadamente, pode levar à perda definitiva da visão.

Classificação do CID 10 H.25

Tipos de Catarata segundo o CID 10 H.25

A classificação CID-10 define diferentes subtipos de catarata sob o código H.25, que variam conforme a localização, origem e características da opacidade.

Código CID-10DescriçãoCaracterísticas principais
H.25.0Catarata nuclear (catarata do núcleo)Opacidade progressiva no centro do cristalino, comum na idade avançada
H.25.1Catarata corticalOpacidade na periferia do cristalino, com aparência de raios ou cachos
H.25.2Catarata subcapsular posteriorOpacidade na parte posterior do cristalino, causando rápida diminuição da visão e desconforto com luz brilhante
H.25.3Catarata mistaCombinação de tipos anteriores, apresentando múltiplas áreas de opacidade
H.25.4Catarata congênitaPresença de opacidade desde o nascimento
H.25.8Outras cataratasInclusão de tipos não especificados acima
H.25.9Catarata não especificadaQuando a classificação exata não foi determinada

Importância da classificação precisa

A classificação adequada permite ao oftalmologista determinar o melhor procedimento cirúrgico ou terapêutico, além de compreender a evolução natural da doença e fatores de risco relacionados.

Causas e fatores de risco da catarata (CID 10 H.25)

A catarata pode ter diversas causas, que variam de fatores genéticos a ambientais, incluindo doenças associadas, uso de medicamentos, entre outros.

Causas comuns de catarata (CID 10 H.25)

  • Envelhecimento natural: A maioria dos casos de catarata ocorre devido ao processo de envelhecimento do cristalino.
  • Trauma ocular: Lesões na região dos olhos podem gerar opacidade.
  • Predisposição genética: Algumas pessoas têm maior risco por fatores familiares.
  • Doenças sistêmicas: Diabetes mellitus, por exemplo, aumenta a probabilidade.
  • Uso de medicamentos: Corticóides e outros medicamentos podem contribuir para a formação de catarata.
  • Exposição a radiação: Radiações ultravioleta e outras fontes de radiação prejudicam o cristalino.
  • Fatores ambientais: Exposição ao sol sem proteção adequada.

Fatores de risco adicionais

FatorDetalhes
IdadeMais comum em pessoas acima de 60 anos
DiabetesAumenta o risco de formação precoce de catarata
Uso prolongado de corticosteroidesPode levar ao desenvolvimento de catarata
Nutrição inadequadaDeficiências de antioxidantes podem favorecer a opacidade
Tabagismo e alcoolismoAssociados a maior incidência de problemas oculares

"A prevenção é a melhor estratégia contra a catarata, sobretudo através do uso de óculos de sol e controle da diabetes", afirma o oftalmologista Dr. João Silva.

Sintomas da catarata (CID 10 H.25)

Os sintomas variam conforme o tipo e o estágio da catarata, podendo incluir:

  • Visão borrada ou embaçada
  • Dificuldade para enxergar à noite
  • Sensibilidade à luz (fotosensitivity) e halos ao redor de luzes
  • Visão de cores desbotadas
  • Necessidade de maior iluminação para leitura
  • Visão dupla em um mesmo olho
  • Progressiva perda de visão, que pode levar à cegueira se não tratada

A manifestação tende a evoluir lentamente, levando anos para evoluir até uma perda visual significativa.

Diagnóstico e avaliação

O diagnóstico da catarata é realizado por um oftalmologista através de exame clínico completo, incluindo:

  • Técnica de avaliação visual: Teste de acuidade visual
  • Exame de lâmpada de fenda: Para visualização direta do cristalino
  • Tonometria: Para verificar a pressão intraocular
  • Exame de fundo de olho: Para descartar outras patologias associadas

Além disso, exames complementares podem ser solicitados para avaliação de possíveis causas sistêmicas ou complicações.

Como é feito o tratamento?

Tratamento médico versus cirúrgico

A maioria dos casos de catarata requer abordagem cirúrgica, uma vez que os tratamentos medicamentosos não costumam ser eficazes na resolução da opacidade.

Opção de tratamentoQuando indicarDescrição
ObservaçãoCatarata em estágio inicialPara casos leves sem impacto na visão
Cirurgia de catarataCatarata avançada ou que compromete a qualidade de vidaRemoção do cristalino opaco e, frequentemente, implantação de lente intraocular

Cirurgia de catarata (H.25)

A cirurgia consiste na remoção do cristalino opaco e substituição por uma lente artificial, conhecida como lente intraocular (LIO).

Tipos de cirurgia:

  • Facoemulsificação: procedimento mais realizado atualmente, com uso de ondas ultrassônicas.
  • Extracapsular: utilizado em casos complexos ou quando a facoemulsificação não é possível.

Recuperação após cirurgia

Após a cirurgia, a visão geralmente melhora rapidamente. O acompanhamento médico é essencial para garantir a cicatrização adequada e detectar possíveis complicações, como infecção ou descolamento de retina.

Prevenção da catarata (CID 10 H.25)

Embora não seja possível evitar completamente o envelhecimento natural, algumas medidas podem reduzir o risco de desenvolvimento precoce ou acelerar a progressão da catarata:

  • Uso de óculos de sol com proteção UV
  • Controle adequado de doenças sistêmicas, como diabetes
  • Alimentação equilibrada rica em antioxidantes (frutas, verduras, legumes)
  • Evitar o tabagismo e o consumo excessivo de álcool
  • Realizar exames oftalmológicos regulares a partir dos 40 anos
  • Prevenir traumas oculares

Perguntas frequentes (FAQs)

1. A catarata pode voltar após a cirurgia?

Não, a catarata em si não retorna após a cirurgia, pois o cristalino é removido. No entanto, pode ocorrer uma condição chamada ensaio de opacificação posterior, que é uma espécie de "nublado" na cápsula que mantém a lente intraocular, podendo ser tratada com uma simples YAG laser.

2. Quanto tempo leva para desenvolver uma catarata?

O tempo varia: enquanto algumas pessoas desenvolvem a condição em poucos anos devido a fatores genéticos ou ambientais, outras podem conviver com ela por décadas sem prejuízo significativo da visão.

3. Como saber se estou com catarata?

Sintomas como visão embaçada, sensibilidade à luz e cores desbotadas podem indicar catarata. É fundamental procurar um oftalmologista para avaliação adequada e diagnóstico preciso.

4. A cirurgia de catarata é segura?

Sim, com avanços tecnológicos, a cirurgia de catarata é considerada um procedimento seguro, com altas taxas de sucesso e baixos índices de complicações quando realizada por profissionais experientes.

Conclusão

A classificação CID 10 H.25 é fundamental para a identificação, estudo e tratamento das cataratas, uma das principais causas de perda de visão em todo o mundo. Desde as formas congênitas até as relacionadas ao envelhecimento, compreender as diferentes categorias dentro dessa classificação ajuda a promover um diagnóstico preciso e um tratamento eficaz.

A prevenção através de hábitos saudáveis, proteção adequada contra radiações e acompanhamento oftalmológico regular são estratégias essenciais para reduzir o impacto dessa condição. Quando a cirurgia é necessária, ela oferece chances reais de recuperar a visão e melhorar a qualidade de vida do paciente.

Manter-se informado e procurar atendimento especializado são passos importantes para quem deseja preservar a saúde ocular.

Referências

  1. Organização Mundial da Saúde. Relatório Mundial sobre Visão – 2019.
  2. Sociedade Brasileira de Oftalmologia. Guia de Diagnóstico e Tratamento da Catarata. Disponível em: https://sbo.com.br.
  3. Ministério da Saúde. Coordenação de Saúde Ocular. Protocolos e Normas. Disponível em: https://saude.gov.br.

Nota: Este artigo foi elaborado para fins educativos e informativos, e não substitui a consulta com um oftalmologista qualificado.