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CID 10 Gonorreia: Guia Completo para Diagnóstico e Tratamento

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A gonorreia, conhecida também como blenorragia, é uma infecção sexualmente transmissível (IST) causada pela bactéria Neisseria gonorrhoeae. De acordo com a Classificação Internacional de Doenças (CID 10), ela possui um código específico que facilita o diagnóstico, registro e tratamento. Este guia completo aborda desde a definição, sintomas, diagnóstico, tratamento até a prevenção da gonorreia, com foco na classificação CID 10, providing informações essenciais para profissionais de saúde, estudantes e público geral.

Agonorreia é uma das ISTs mais comuns no mundo e, se não tratada, pode levar a complicações sérias, como infertilidade e problemas de saúde reprodutiva. Conhecer os aspectos relacionados à CID 10 gonorreia é fundamental para uma abordagem eficaz e consciente nesta condição.

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O que é CID 10 Gonorreia?

A CID 10 (Classificação Internacional de Doenças, 10ª Revisão) categoriza doenças e condições médicas, facilitando o diagnóstico e o planejamento de tratamento. Para a gonorreia, o código correspondente é A54.

Código CID 10 Gonorreia (A54)

CategoriaCódigoDescrição
GonorreiaA54Gonorreia, incluindo gonorreia do trato geniturinário, anorretal, faríngeo e outros locais.

Este código é utilizado mundialmente para registrar casos de gonorreia, permitindo uma monitorização epidemiológica eficiente e contribuindo para ações de saúde pública.

Etiologia e Transmissão

Etiologia

A gonorreia é causada pela bactéria Neisseria gonorrhoeae, uma bactérias diplocócica, Gram-negativa, que infecta mucosas do trato geniturinário.

Formas de Transmissão

A transmissão ocorre principalmente por contato sexual não protegido, incluindo relações vaginais, orais e anais. Além disso, a bactéria pode ser transmitida de mãe para filho durante o parto, através do contato com a secretions infectadas.

Sintomas da Gonorreia

Os sintomas podem variar de acordo com o local da infecção e o sexo do indivíduo, podendo ser assintomáticos na fase inicial.

Sintomas em homens

  • Dor ou ardor ao urinar
  • Secreção purulenta do pênis
  • Inflamação na uretra
  • Dor ou inchaço nos testículos (menos comum)

Sintomas em mulheres

  • Corrimento vaginal purulento ou sanguinolento
  • Ardor ao urinar
  • Dor pélvica
  • Sangramento entre os períodos menstruais

Sintomas em áreas específicas

  • Gonorreia faríngea: dor de garganta, amidalite
  • Gonorreia retal: prurido, sangramento, dor ao evacuar

Muitas pessoas podem ser assintomáticas, dificultando o diagnóstico precoce e aumentando o risco de complicações.

Diagnóstico da Gonorreia (CID 10)

Exames laboratoriais

O diagnóstico é confirmado por exames laboratoriais específicos, incluindo:

  • Teste de amplificação de ácido nucleico (NAAT): alta sensibilidade e especificidade, indicado para amostras de urina, secreções ou tecidos
  • Cultura bacteriana: considerado padrão-ouro, permite também testar a sensibilidade a antibióticos
  • Exame Gram das secreções: pode mostrar diplococos Gram-negativos em casos clássicos

Diagnóstico clínico

Baseado na história clínica, sintomas apresentados e exposição sexual recente, complementada pelos exames laboratoriais.

Importância do diagnóstico precoce

Identificar rapidamente a gonorreia é essencial para evitar complicações e transmitir a infecção a outros indivíduos.

Tratamento da Gonorreia (CID 10)

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o tratamento deve ser realizado com antibióticos específicos, por via oral ou injetável, dependendo do quadro clínico e resistência bacteriana local.

Protocolos atuais de tratamento

TratamentoDoseObservação
Ceftriaxona250mg IM únicoAntibiótico de primeira linha
Ácido olitetrina1g oralEm casos de resistência ou alergia à ceftriaxona
Associado com azitromicina1g oralPara tratar coinfecção por Chlamydia trachomatis

"A prevenção, o diagnóstico precoce e o tratamento adequado da gonorreia são essenciais para controlar sua disseminação e evitar complicações de saúde pública." — Ministério da Saúde

Considerações importantes

  • Tratamento de contatos sexuais nos últimos 60 dias
  • Repetição do exame após o tratamento para confirmação
  • Evitar relação sexual até a cura clínica

Prevenção da Gonorreia

Métodos de proteção

  • Uso de preservativos durante as relações sexuais
  • Testes regulares para ISTs, especialmente em pessoas com múltiplos parceiros
  • Redução do número de parceiros sexuais

Educação em saúde

Campanhas educativas promovem o entendimento sobre os riscos da gonorreia e outras ISTs, incentivando comportamentos seguros.

Vacinas

Atualmente, ainda não há vacina disponível para gonorreia, mas estudos estão em andamento para o desenvolvimento de imunizações eficazes.

Complicações da Gonorreia

Se não tratada, a gonorreia pode levar a várias complicações sérias, incluindo:

  • Doença inflamatória pélvica (DIP)
  • Infertilidade em homens e mulheres
  • Septicemia
  • Risco de transmissão HIV aumentada
  • Infecção neonatal durante o parto (conjuntivite gonocócica)

Perguntas Frequentes (FAQs)

1. A gonorreia sempre apresenta sintomas?

Não, muitas pessoas são assintomáticas, especialmente as mulheres, o que dificulta o diagnóstico precoce.

2. Como é feito o diagnóstico da gonorreia?

Através de exames laboratoriais, como o teste de amplificação de ácido nucleico (NAAT) e cultura bacteriana, além da análise clínica.

3. A gonorreia é curável?

Sim, com o tratamento adequado à base de antibióticos, a gonorreia é curável. Entretanto, o uso de antibióticos de forma indiscriminada pode levar à resistência resistente.

4. Como prevenir a gonorreia?

Por meio do uso de preservativos, testes regulares, educação em saúde e redução do número de parceiros sexuais.

5. Quais são as possíveis complicações se não tratada?

Infertilidade, doença inflamatória pélvica, infecção neonatal e maior risco de transmissão do HIV.

Conclusão

A gonorreia, classificada no CID 10 sob o código A54, é uma IST de alta prevalência mundial, com risco significativo de complicações se não detectada e tratada adequadamente. Com métodos diagnósticos modernos, como o teste de amplificação de ácido nucleico, e protocolos de tratamento baseados em antibióticos, é totalmente possível controlar e eliminar a transmissão.

A educação, o diagnóstico precoce e a adesão ao tratamento são fundamentais na luta contra essa infecção. Além disso, a prevenção por meio do uso de preservativos e realização de testes periódicos deve ser prioridade para todos que desejam manter a saúde sexual em dia.

Referências

  1. Organização Mundial da Saúde - ISTs: https://www.who.int/health-topics/sexually-transmitted-infections#tab=tab_1
  2. Ministério da Saúde (Brasil) - Guia de Atenção às ISTs: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/i/infecoes-sexualmente-transmissiveis-ists

Este conteúdo tem objetivo educativo e não substitui aconselhamento médico profissional.