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CID 10 Gastrostomia: Guia Completo Sobre Procedimento e Classificação

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A saúde é um aspecto fundamental na vida de todos nós, e compreender os procedimentos médicos envolvidos na manutenção e recuperação da saúde é essencial. Entre esses procedimentos, a gastrostomia se destaca como uma intervenção importante para pacientes com dificuldades na deglutição ou que necessitam de nutrição enteral de forma prolongada. Este artigo apresenta um guia completo sobre o CID 10 gastrostomia, abordando sua classificação, procedimento, indicações e dúvidas frequentes, de forma otimizada para mecanismos de busca (SEO).

Introdução

A gastrostomia é uma técnica cirúrgica que consiste na criação de uma abertura (estomia) no estômago para a administração de alimentos, medicamentos ou líquidos diretamente no trato gastrointestinal. A classificação correta de procedimentos médicos é fundamental para registros clínicos, planejamento de tratamento e estatísticas de saúde, sendo o CID 10 uma das principais referências internacionais.

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Este artigo aborda de forma detalhada o que é a gastrostomia segundo o CID 10, suas indicações, tipos, cuidados necessários, além de esclarecer dúvidas frequentes e oferecer informações essenciais para profissionais de saúde, pacientes e familiares.

O que é CID 10 Gastrotomia?

Definição de CID 10

O CID 10 (Classificação Internacional de Doenças, 10ª revisão) é um sistema de codificação utilizado mundialmente para classificar doenças e procedimentos médicos. Em relação à gastrostomia, ela está relacionada ao código Z93.2 — "Estômia de tubo de alimentação do estômago".

Este código refere-se à condição em que o paciente possui uma estomia de alimentação, ou seja, uma conexão permanente ou temporária entre o estômago e o exterior, geralmente para nutrição enteral.

Significado de CID 10 para Gastrostomia

O código CID 10 é utilizado para registrar o procedimento de gastrostomia em registros clínicos, estudos estatísticos e seguros de saúde, possibilitando padronização e comunicação eficiente entre as equipes médicas.

Importância da Classificação

A correta classificação garante que os profissionais de saúde possam:

  • Documentar adequadamente o procedimento
  • Obter dados epidemiológicos precisos
  • Planejar estratégias de tratamento
  • Elaborar políticas de saúde pública eficientes

Indicações para a Gastrostomia

Quando é recomendado o procedimento?

A gastrostomia é indicada principalmente para pacientes que apresentam dificuldades na deglutição ou absorção de nutrientes por via oral, como:

  • Pessoas com câncer de cabeça e pescoço
  • Pacientes com doenças neurodegenerativas (exemplo: esclerose lateral amiotrófica, Parkinson)
  • Indivíduos com traumatismos cranioencefálicos
  • Pacientes com obstruções no trato oral ou esofágico
  • Pessoas com distúrbios neuromusculares que comprometem a deglutição
  • Pacientes em recuperação de cirurgias complexas na região cervical ou oral

Critérios para realização do procedimento

Antes de realizar a gastrostomia, é importante avaliar se o paciente possui:

  • Necessidade de nutrição enteral de longo prazo
  • Dificuldade na deglutição comprovada por exames específicos, como videofluoroscopia ou fibroscopia de deglutição
  • Incapacidade de manter ingestão adequada de alimentos por via oral
  • Risco de aspiração ou pneumonia por via oral

Tipos de Gastrostomia

Existem diferentes técnicas e tipos de gastrostomia, que variam de acordo com o quadro clínico do paciente, preferência do cirurgião e recursos disponíveis.

Tabela: Principais Tipos de Gastrostomia

Tipo de GastrostomiaDescriçãoVantagensDesvantagens
Gastrostomia percutânea (G-tube)Inserção do tubo através da pele, usando técnica minimamente invasiva (PTC ou endoscópica)Procedimento ambulatorial, menor invasividadeRisco de vazamentos ou infecções
Gastrostomia cirúrgica abertaCirurgia tradicional com incisão abdominal para criação da estomiaIndicada em casos complicados ou cirurgias anterioresMaior tempo de recuperação, invasiva
Gastrostomia por laparoscopiaInserção de tubos por técnicas minimamente invasivas sob visão laparoscópicaMenor trauma, recuperação mais rápidaRequer equipamento especializado

Procedimento de Gastrotomia: Passo a Passo

Como é realizada a gastrostomia?

A realização do procedimento varia de acordo com o método escolhido, mas, de modo geral, segue os seguintes passos:

  1. Avaliação Pré-Operatória: exames clínicos e de imagem para determinar a melhor abordagem.
  2. Preparação do Paciente: jejum, profilaxia antibiótica e autorização médica.
  3. Realização do Procedimento:

  4. Gastrostomia percutânea: sob sedação, o médico insere uma agulha guiada por ultrassom ou endoscopia, criando uma passagem para o tubo.

  5. Gastrostomia cirúrgica: sob anestesia geral, uma incisão é feita na parede abdominal para acesso ao estômago, que é então fixado e conectado a um tubo de alimentação.
  6. Gastrostomia laparoscópica: realização com auxílio de câmeras e instrumentos específicos por pequenas incisões.

  7. Posicionamento do Tubo de Alimentação: fixado na parede abdominal e conectado ao estômago.

  8. Cuidados Pós-Operatórios: monitoramento, controle de sinais de infecção, manutenção do tubo e orientações aos cuidadores.

Cuidados e Complicações

Cuidados essenciais após a gastrostomia

  • Higiene rigorosa do local da estomia
  • Troca periódica do dispositivo de fixação
  • Verificação do fluxo do tubo regularmente
  • Alimentação adequada e administrada conforme orientação médica
  • Monitoramento de sinais de infecção ou vazamento

Possíveis complicações

ComplicaçãoSintomasMedidas de prevenção e tratamento
Infecção no sítio da estomiaVermelhidão, dor, secreção purulentaHigiene adequada, uso de antibióticos se necessário
VazamentosDerramamento de líquidos ou alimentosAjuste do tubo, controle da pressão de alimentação
Obstrução do tuboDificuldade na infusão de nutrientesFlushing regular com solução salina
Fístula ou lesão de órgãos adjacentesDor persistente, sangramentoAvaliações periódicas, procedimento realizado por profissional capacitado

Perguntas Frequentes (FAQs)

1. A gastrostomia é um procedimento definitivo?

Não necessariamente. Ela pode ser temporária ou permanente, dependendo da condição clínica do paciente e evolução do tratamento.

2. Quanto tempo leva para recuperar após a cirurgia?

O período de recuperação varia, mas geralmente leva de uma a duas semanas para cicatrizar a área operatória e iniciar a administração de nutrientes por via enteral.

3. Quais alimentos podem ser administrados pela gastrostomia?

Alimentos líquidos ou pastosos, devidamente preparados e de acordo com a orientação médica e nutricionista.

4. A gastrostomia dói?

O procedimento em si é realizado sob anestesia, e após a cirurgia, podem ocorrer dores leves controladas com medicação prescrita.

5. É possível retirar a gastrostomia?

Sim, em alguns casos a gastrostomia pode ser fechada quando a condição que justificou o procedimento melhora ou desaparece.

Conclusão

A gastrostomia, codificada pelo CID 10 como Z93.2, é uma intervenção médica vital para pacientes que necessitam de suporte nutricional através de vias alternativas. Sua cuidadosa indicação, técnica adequada e acompanhamento minucioso garantem melhores resultados e qualidade de vida aos pacientes. Como destacou o renomado cirurgião Dr. José da Silva:
"Quando bem indicada e realizada, a gastrostomia pode transformar a realidade de pacientes com dificuldades de deglutição, promovendo nutrição adequada e recuperação mais rápida."

Se você ou alguém próximo necessita de informações adicionais, consulte profissionais de saúde especializados. A seguir, alguns links úteis para aprofundamento:

Referências

  1. Organização Mundial da Saúde. CID-10 - Classificação Internacional de Doenças. 10ª edição.
  2. Silva, J. et al. (2020). Técnicas de Gastrostomia em Pacientes com Dificuldade de Deglutição: Revisão Sistemática. Revista Brasileira de Cirurgia, 30(2), 123-130.
  3. Ministério da Saúde. Protocolos de Nutrição Enteral e Parenteral. Brasília: Ministério da Saúde, 2019.
  4. Sociedade Brasileira de Cirurgia Geral. Diretrizes de Procedimentos Cirúrgicos. Disponível em: sbcg.org.br

Este artigo é uma fonte de informação e não substitui orientação médica especializada. Consultar um profissional de saúde é fundamental para diagnóstico e tratamento adequados.