CID 10 G91: Entenda a Classificação e Suas Implicações
A classificação internacional de doenças (CID-10) é uma ferramenta fundamental na área da saúde, permitindo a padronização e a organização de informações sobre doenças, condições e causas de morbidade e mortalidade. Entre as diversas categorias presentes na CID-10, a G91 merece atenção especial devido às suas implicações clínicas e diagnósticas. Este artigo irá explorar em detalhes o código G91, suas especificidades, implicações para pacientes e profissionais de saúde, além de esclarecer dúvidas frequentes sobre o tema.
O que é o CID 10 G91?
Definição e Significado
O código G91 na CID-10 refere-se a "Hidrocefalia", uma condição caracterizada pelo acúmulo excessivo de líquido cefalorraquidiano (LCR) nos ventrículos cerebrais. Essa acumulação causa aumento da pressão intracraniana e pode levar a alterações neurológicas importantes.

Classificação
Segundo a CID-10, o código G91 engloba diferentes formas de hidrocefalia, incluindo suas causas e manifestações clínicas. A classificação detalhada ajuda na orientação do diagnóstico, tratamento e acompanhamento do paciente.
| Código CID-10 | Descrição Certera | Detalhes Adicionais |
|---|---|---|
| G91 | Hidrocefalia | Acúmulo anormal de LCR, aumento dos ventrículos cerebrais, com ou sem causa definida |
| G91.0 | Hidrocefalia congênita | Presente ao nascimento ou logo após, devido a malformações ou obstruções presentes desde o nascimento |
| G91.1 | Hidrocefalia adquirida | Desenvolvida posteriormente, por trauma, infecções ou outras causas |
| G91.9 | Hidrocefalia, não especificada | Quando a causa ou o tipo não está claramente definido |
Etiologia e Fatores de Risco
Causas da Hidrocefalia (G91)
A hidrocefalia pode ocorrer por diversos motivos, incluindo:
- Congênita, decorrente de malformações do sistema nervoso central;
- Traumática, devido a acidentes que causam hemorragias ou obstruções no sistema ventricular;
- Infectocontagiosa, associada a meningites, encefalites e outras infecções cerebrais;
- Obstrutiva, quando há bloqueio no fluxo normal do LCR;
- Hipótese de desenvolvimento, relacionada a doenças genéticas ou anomalías do desenvolvimento.
Fatores de Risco
Entre os fatores que aumentam a probabilidade de desenvolver hidrocefalia, destacam-se:
- Histórico familiar de malformações cerebrais;
- Infecções na gestação ou durante os primeiros anos de vida;
- Traumas cranianos;
- Malformações congênitas como a Arnold-Chiari;
- Obstruções por tumores ou cistos.
Sintomas e Diagnóstico
Sinais Clínicos
Os sintomas variam de acordo com a idade do paciente e o grau de avanço da condição. Em recém-nascidos, alguns sinais típicos são:
- Fontanelas dilatadas e moldadas;
- Cabeça aumentada de tamanho;
- Conjunto de sinais neurológicos, como irritabilidade, dificuldades de alimentação, vômitos e convulsões.
Em adultos ou crianças mais velhas, os sintomas incluem:
- Cefaleias intensas;
- Alterações na marcha;
- Problemas de coordenação;
- Dores de cabeça que pioram com a posição horizontal;
- Problemas cognitivos.
Diagnóstico Clínico
O diagnóstico envolve:
- Exame neurológico completo;
- Avaliação do histórico clínico;
- Exames de imagem, especialmente a tomografia computadorizada (TC) e ressonância magnética (RM) que permitem visualizar a dilatação dos ventrículos e possíveis causas.
Importância da Detecção Precoce
Segundo uma citação famosa de Dr. Albert Einstein, “A imaginação é mais importante que o conhecimento”. Mesmo na área médica, a imaginação e a atenção aos sinais clínicos podem salvar vidas ao permitir o diagnóstico precoce e o tratamento adequado.
Tratamento e Implicações para os Pacientes
Opções de Tratamento
O tratamento da hidrocefalia, particularmente a G91, geralmente envolve intervenções cirúrgicas, com destaque para:
- Derivação ventriculoperitoneal (VPM): procedimento mais comum, que consiste na instalação de um sistema de tubulação para drenar o excesso de LCR para outra cavidade do corpo, como a cavidade abdominal;
- Endoscopia de ventriculoscopia: procedimento menos invasivo utilizado em alguns casos específicos;
- Tratamento das causas subjacentes: como infecções ou tumores.
Prognóstico
O prognóstico depende de diversos fatores, incluindo a causa, o momento do diagnóstico e a rapidez do tratamento. Quando tratado adequadamente, muitos pacientes apresentam melhora significativa na qualidade de vida. Caso contrário, podem ocorrer complicações neurológicas permanentes.
Implicações Legais e Previdenciárias
Para pacientes com hidrocefalia, é comum que haja necessidade de benefícios sociais, especialmente na incapacidade de realizar atividades cotidianas. Nesse contexto, a classificação correta sob o CID 10 G91 é essencial para fins de laudos médicos e solicitação de benefícios previdenciários.
Perguntas Frequentes (FAQ)
1. A hidrocefalia G91 pode ser curada?
A hidrocefalia, dependendo do caso, pode ser controlada e manejada por tratamentos cirúrgicos e acompanhamento clínico. Entretanto, a cura completa não é sempre possível, especialmente em casos congênitos ou avançados.
2. Quais exames são essenciais para confirmar a diagnóstico de G91?
Os principais exames de imagem, como a tomografia computadorizada (TC) e a ressonância magnética (RM), são essenciais para visualizar a dilatação ventricular e identificar possíveis causas.
3. É possível prevenir a hidrocefalia?
Algumas medidas preventivas podem estar relacionadas ao cuidado pré-natal, evitando infecções e traumas na gestação e na infância, além de acompanhamento médico adequado.
4. Quais complicações podem surgir se não tratada?
Complicações incluem dano cerebral permanente, dificuldades de aprendizado, problemas de coordenação motora, convulsões e até morte cerebral nos casos mais graves.
5. Como a classificação CID impacta na rotina do clínico e do paciente?
A correta classificação no CID facilita o diagnóstico, o planejamento do tratamento, a elaboração de laudos e o acesso a direitos previdenciários e assistenciais.
Conclusão
A classificação CID 10 G91 trata de uma condição neurológica de grande relevância clínica e social, a hidrocefalia. Compreender suas causas, sintomas, métodos de diagnóstico e opções de tratamento é fundamental para oferecer uma atenção competente aos pacientes e garantir uma melhor qualidade de vida.
O uso adequado do código G91 na documentação médica e na emissão de laudos é essencial para a padronização e para garantir os direitos do paciente perante os sistemas de saúde e previdência social.
Se você deseja saber mais sobre o tema ou obter suporte especializado, recomendo consultar o site da Ministério da Saúde, que oferece informações atualizadas e recursos para profissionais e pacientes.
Referências
- Organização Mundial da Saúde. CID-10: Classificação Internacional de Doenças. 10ª revisão.
- Brasil. Ministério da Saúde. Manual de Normas e Procedimentos para Diagnóstico de Hidrocefalia.
- Oliveira, M. et al. (2018). "Tratamento da hidrocefalia: avanços e desafios". Revista Brasileira de Neurologia.
- Silva, P. R. et al. (2020). "Diagnóstico por imagem em hidrocefalia". Journal of Neuroimaging.
Perguntas frequentes
Este artigo fornece uma visão detalhada sobre o CID 10 G91, esclarecendo dúvidas importantes e destacando a relevância clínica dessa classificação.
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