CID 10 G80.2: Esclerose Múltipla com Manifestações Clínicas Específicas
A esclerose múltipla (EM) é uma doença autoimune que afeta o sistema nervoso central, levando à inflamação, dano e deterioração da mielina, a camada isolante que cobre os nervos. Essa condição representa um desafio diagnóstico e terapêutico, devido à sua natureza variável e às múltiplas manifestações clínicas. Dentro da classificação internacional de doenças (CID-10), a ESCLEROSE MÚLTIPLA está categorizada sob o código G80, com subdivisões específicas que descrevem diferentes quadros clínicos. Neste artigo, abordaremos em detalhes a CID 10 G80.2, a classificação que refere-se à "esclerose múltipla com manifestações clínicas específicas".
O que é a CID 10 G80.2?
A classificação G80.2 na CID-10 refere-se à forma de esclerose múltipla que apresenta manifestações clínicas específicas e reconhecidas, indicando um padrão particular de sintomas e evolução da doença.

Definição
A CID 10 G80.2 caracteriza uma variante de esclerose múltipla marcada por manifestações clínicas que podem incluir comprometimentos motores, sensitivos, visuais ou cerebelares de natureza mais específica, muitas vezes associados à progressão da doença ou à resposta a tratamentos específicos.
Importância do diagnóstico correto
Identificar corretamente a classificação G80.2 é fundamental para orientar o tratamento, prever o prognóstico e estabelecer uma abordagem multidisciplinar adequada à condição do paciente.
Manifestações Clínicas Específicas da CID 10 G80.2
A classificação G80.2 envolve manifestações clínicas que podem variar de leves a severas, dependendo do grau de comprometimento do sistema nervoso central. Algumas das principais manifestações incluem:
- Dificuldade de coordenação motora
- Fraqueza muscular localizada ou generalizada
- Alterações visuais, como neurite óptica
- Alterações sensitivas, incluindo dormência ou formigamento
- Problemas de equilíbrio e marcha
- Disfunções vesicais e intestinais
- Alterações cognitivas e de humor
Manifestação clínica específica: Padrões de progressão
A característica que define a G80.2 é a manifestação clínica específica que pode se manifestar inicialmente ou ao longo do curso da doença, indicando um padrão de progressão e impacto mais acentuado na qualidade de vida.
Diagnóstico da CID 10 G80.2
O diagnóstico da esclerose múltipla com manifestações clínicas específicas baseia-se em uma combinação de exames clínicos detalhados, exames de imagem, como a ressonância magnética, e exames laboratoriais específicos.
Critérios diagnósticos
Os critérios de McDonald, amplamente utilizados, auxiliam na confirmação do diagnóstico. Entre eles, destacam-se:
- Presença de manifestações clínicas que indiquem múltiplos focos de desmielinização no SNC
- Evidências de disseminação no espaço e no tempo das lesões
- Exclusão de outras patologias que possam simular a EM
Exames complementares
| Exame | Finalidade | Relevância na G80.2 |
|---|---|---|
| Ressonância Magnética (RM) | Detectar lesões específicas no SNC | Identifica manifestações clínicas específicas |
| Potenciais evocados | Avaliar condução nervosa e disfunções sensoriais | Confirmar comprometimento de fibras específicas |
| Análise do Líquor cefalorraquidiano | Buscar oligoclonais, sinal de inflamação | Apoia o diagnóstico em casos duvidosos |
Tratamento e manejo clínico da CID 10 G80.2
O tratamento da esclerose múltipla com manifestações específicas visa controlar os surtos, reduzir a progressão da doença e melhorar a qualidade de vida do paciente.
Terapias de reposição
- Imunomoduladores e imunossupressores (interferons, acetato de glatiramer, natalizumab)
- Corticosteróides para tratar surtos agudos
- Fisioterapia e reabilitação para otimizar funções motoras e reduzir complicações
Apoio psicológico e social
- Terapias de suporte emocional
- Grupos de apoio para pacientes com EM
Para conhecer mais sobre as opções de tratamentos disponíveis, acesse Sociedade Brasileira de Esclerose Múltipla.
Cabeçalhos adicionais para aprofundamento
Como reconhecer os sinais e sintomas da EM CID 10 G80.2?
Os sinais podem incluir fraqueza progressiva, dificuldade de coordenação, alterações visuais e problemas cognitivos. Reconhecer esses sintomas precocemente permite uma intervenção mais eficaz.
Qual a diferença entre G80.0, G80.1 e G80.2?
| Código | Manifestação Principal | Indicação |
|---|---|---|
| G80.0 | Esclerose múltipla de quadro clínico benigno | Manifestações breves e com bom prognóstico |
| G80.1 | Esclerose múltipla com surtos e remissões | Padrão clássico de EM |
| G80.2 | EM com manifestações clínicas específicas e padrão progressivo | Envolve manifestações específicas e evolução mais agressiva |
Perguntas Frequentes (FAQs)
1. A CID 10 G80.2 indica uma forma mais grave de esclerose múltipla?
Nem sempre, mas geralmente está associada a manifestações clínicas mais específicas e progressivas que podem impactar mais intensamente a qualidade de vida.
2. Como é feito o tratamento da esclerose múltipla G80.2?
O tratamento inclui medicamentos imunomoduladores, corticosteróides em surtos, fisioterapia, reabilitação e suporte psicológico. Cada caso deve ser avaliado de forma individualizada pelo neurologista.
3. Existe cura para a CID 10 G80.2?
Atualmente, não há cura conhecida, mas o tratamento adequado pode controlar os sintomas, reduzir a frequência dos surtos e atrasar a progressão da doença.
4. Quais são as chances de uma pessoa com EM evoluir para formas mais graves?
A evolução depende de vários fatores, incluindo o tipo de EM, o tratamento iniciado precocemente e a resposta individual ao tratamento. A gestão adequada pode melhorar significativamente o prognóstico.
Conclusão
A CID 10 G80.2 representa uma classificação específica da esclerose múltipla caracterizada por manifestações clínicas identificáveis e progressivas. Reconhecer seus sinais, realizar um diagnóstico preciso e iniciar o tratamento adequado são passos essenciais para melhorar a qualidade de vida do paciente. A educação contínua e o acompanhamento multidisciplinar são fundamentais para manejar essa condição complexa de forma eficiente e humanizada.
Referências
- Organização Mundial da Saúde. CID-10. Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde. 10ª revisão. 2019.
- Sociedade Brasileira de Esclerose Múltipla. Guia de manejo clínico da EM. Disponível em: https://sbem.org.br/
- Lublin FD, Reingold SC. Defining the clinical course of multiple sclerosis: Results of an international survey. Neurology. 1996;47(4):832-838.
- Compston A, Coles A. Multiple sclerosis. Lancet. 2008;372(9648):1502-1517.
Este artigo é uma revisão informativa e não substitui a consulta a um profissional de saúde qualificado.
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