CID 10 G35: Diagnóstico de Esclerose Múltipla e Tratamentos
A esclerose múltipla (EM) é uma doença neurológica crônica que afeta milhões de pessoas ao redor do mundo, incluindo uma parcela significativa da população brasileira. O diagnóstico preciso e o tratamento adequado são essenciais para melhorar a qualidade de vida dos pacientes. Neste artigo, abordaremos o significado do código CID 10 G35, os critérios diagnósticos, opções de tratamento e outros aspectos relevantes relacionados à esclerose múltipla.
Introdução
A esclerose múltipla é uma condição autoimune que ataca o sistema nervoso central, comprometendo a mielina, substância que cobre as fibras nervosas. Essa destruição prejudica a comunicação entre o cérebro e o restante do corpo, levando a uma variedade de sintomas físicos e cognitivos.

Segundo a Organização Mundial da Saúde, a EM é uma das causas mais comuns de deficiência neurológica em adultos jovens. O reconhecimento desse quadro clínico e sua classificação pelo CID (Classificação Internacional de Doenças) sob o código G35 permitem uma abordagem mais eficiente e padronizada no diagnóstico, tratamento e acompanhamento dos pacientes.
O que significa CID 10 G35?
O Código CID 10 G35 refere-se especificamente à esclerose múltipla, sendo uma classificação da Classificação Internacional de Doenças, 10ª revisão, utilizada mundialmente por profissionais de saúde, gestores e pesquisadores.
Significado do Código
| Código CID | Diagnóstico | Descrição |
|---|---|---|
| G35 | Esclerose Múltipla | Doença autoimune que causa inflamação e degeneração do sistema nervoso central. |
A importância do CID 10 G35 reside na padronização do diagnóstico em registros estatísticos, formulários clínicos, e na troca de informações entre profissionais de saúde.
Diagnóstico da Esclerose Múltipla
Critérios Diagnósticos
O diagnóstico de EM pode ser desafiador, pois seus sintomas variam amplamente. Os critérios diagnósticos atualmente utilizados são baseados na Campanha de diagnóstico da ES e incluem a demonstração de disseminação no espaço e no tempo de lesões no sistema nervoso central, além de excluir outras condições.
Passos para o diagnóstico
- Anamnese detalhada: relato de sintomas, sua evolução e fatores desencadeantes.
- Exame neurológico: avaliação dos sinais clínicos.
- Exames de imagem: ressonância magnética (RM), que revela lesões características.
- Exames complementares: punção lombar, exames laboratoriais para excluir outras doenças.
Papel da Ressonância Magnética (RM)
A RM é o exame mais importante para mostrar as lesões típicas da EM. As imagens revelam áreas de desmielinização no cérebro e na medula espinhal, essenciais para confirmar o diagnóstico.
Tabela: Critérios de Diagnóstico de EM segundo a McDonald (2017)
| Critério | Requisito |
|---|---|
| Disseminação no espaço | Pelo menos uma lesão em duas áreas diferentes do sistema nervoso central. |
| Disseminação no tempo | Evidência de novas lesões em exames realizados em momentos diferentes ou evidência de que uma lesão ocorreu há mais de um mês. |
| Exclusão de outras causas | Diagnóstico diferencial realizado para descartar outras doenças. |
(Fonte: McDonald et al., 2017)
Tratamentos para a Esclerose Múltipla
Tratamento Clínico
O manejo da EM inclui medicamentos, fisioterapia, reabilitação e suporte psicológico. Os medicamentos disponíveis são classificados como:
- Imunomoduladores e imunossupressores: reduzem a frequência de surtos e retardam a progressão da doença.
- Tratamentos de emergência: corticosteroides para surtos agudos.
Opções de medicamentos
| Classe | Exemplos | Objetivo |
|---|---|---|
| Interferons | Interferon beta-1a, beta-1b | Modulação do sistema imunológico. |
| Acetato de glatiramer | Copaxone | Reduz surtos e inflamação. |
| Dimetil fumarato | Tecfidera | Atuação anti-inflamatória e antioxidante. |
| Mitoxantrona | Mitoxantrona | Para formas graves, com cautela por efeitos colaterais. |
Tratamentos de Reabilitação
Fisioterapia, terapia ocupacional e fonoaudiologia desempenham papel fundamental na preservação da funcionalidade e na melhora da qualidade de vida.
Novas abordagens e pesquisa
Com os avanços na medicina, surgem novas terapias que visam alterar o curso da doença. Entre elas estão os medicamentos de alta eficácia, terapias de células-tronco e pesquisas sobre fatores ambientais e genéticos que influenciam o desenvolvimento da EM.
Segundo o neurologista Dr. Roberto Oliveira: "A pesquisa contínua é essencial para desenvolver tratamentos personalizados e melhorar a expectativa de vida dos pacientes com esclerose múltipla." São iniciativas que oferecem esperança para o futuro.
Perguntas frequentes (FAQs)
1. A esclerose múltipla é hereditária?
A EM não é considerada uma doença hereditária diretamente, mas há fatores genéticos que podem aumentar o risco de desenvolvimento.
2. Quais são os sintomas iniciais mais comuns?
Os sintomas podem incluir fadiga, fraqueza muscular, formigamento, perda de visão e dificuldades de coordenação.
3. É possível viver normalmente com a EM?
Com tratamento adequado, fisioterapia e acompanhamento médico contínuo, muitos pacientes levam uma vida com boa qualidade, embora a doença seja crônica.
4. Como prevenir a progressão da EM?
O diagnóstico precoce e o uso do tratamento adequado são fundamentais para controlar a doença e prevenir a evolução para formas mais graves.
5. Onde buscar ajuda especializada?
Centros de referência em neurologia e clínicas de reabilitação são essenciais para acompanhamento e tratamento multidisciplinar.
Conclusão
O código CID 10 G35 representa a identificação oficial da esclerose múltipla em registros médicos e estatísticos, facilitando o diagnóstico e o tratamento adequado. Com avanços nas pesquisas e na medicina, as perspectivas para os pacientes continuam melhorando, especialmente com medicamentos mais eficazes e terapias de suporte que promovem maior autonomia e qualidade de vida.
A compreensão do diagnóstico, o manejo clínico e a atenção às necessidades dos pacientes são essenciais para que eles possam viver de forma mais plena, enfrentando os desafios apresentados por essa doença complexa.
Referências
- Organização Mundial da Saúde. Classificação Internacional de Doenças, 10ª revisão. 2016.
- McDonald, W. I., et al. (2017). “Diagnosis of multiple sclerosis: 2017 revisions of the McDonald criteria.” The Lancet Neurology, 17(2), 162-173.
- Conselho Federal de Medicina. “Iniciação à prática clínica em neurologia: síndrome de esclerose múltipla.” Disponível em: https://portal.cfm.org.br
- Sociedade Brasileira de Neurologia. “Tratamento da Esclerose Múltipla.” Disponível em: https://www.sbn.org.br
Este artigo é uma composição informativa e não substitui a avaliação médica. Em caso de suspeita ou diagnóstico de EM, procure um especialista em neurologia.
MDBF