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CID-10 Faringite Aguda: Guia Completo para Diagnóstico e Tratamento

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A faringite aguda é uma condição comum que afeta milhões de pessoas em todo o mundo. Caracterizada pela inflamação da mucosa da garganta, ela pode ser causada por vírus, bactérias ou outros agentes infecciosos. No sistema de classificação da Organização Mundial da Saúde (OMS), ela está inserida no código CID-10 J02 – Faringite aguda. Este guia completo tem como objetivo esclarecer dúvidas sobre o diagnóstico, tratamento, diferenciações, fatores de risco e orientações para pacientes e profissionais de saúde.

O que é CID-10 Faringite Aguda?

O CID-10 (Classificação Internacional de Doenças, 10ª Revisão) atribui o código J02 para episódios de faringite aguda, uma inflamação que geralmente apresenta início súbito de dor de garganta, dificuldades na deglutição e outros sintomas associados. Apesar de muitas vezes ser autolimitada, ela pode evoluir para complicações se não tratada corretamente.

cid-10-faringite-aguda

Causas e Fatores de Risco

Causas da Faringite Aguda

  • Vírus: São responsáveis por aproximadamente 80-90% dos casos, incluindo vírus influenza, vírus parainfluenza, adenovírus, entre outros.
  • Bactérias: Principalmente o Streptococcus pyogenes (gripeestrepocócica), que pode causar uma forma mais severa da doença, conhecida como faringoamigdalite estreptocócica.
  • Fatores ambientais: Exposição a fumaça, poluição, clima frio.
  • Hábitos: Fumar, higiene inadequada, contato com pessoas doentes.

Fatores de Risco

Fatores de RiscoDetalhes
IdadeCrianças e adolescentes possuem maior risco.
Condições imunológicasSistema imunológico enfraquecido aumenta a vulnerabilidade.
Contato próximo com infectadosEscolas, creches, ambientes fechados.
Condições ambientaisExposição a poluição e fumaça.

Sintomas comuns da faringite aguda

  • Dor de garganta intensa
  • Dificuldade para engolir
  • Vermelhidão na garganta
  • Febre e calafrios
  • Mal-estar geral
  • Cefaleia
  • Perda de apetite
  • Mobilidade reduzida na garganta e amígdalas, às vezes com presença de placas purulentas (no caso de infecção bacteriana)

Diagnóstico

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico de CID-10 J02 é clínico, baseado na história do paciente e no exame físico. Para determinar a causa específica (vírica ou bacteriana), podem ser necessários exames complementares:

  • Exame de garganta: observação de placas, vermelhidão e inchaço.
  • Teste rápido para Streptococcus: identifica a presença de bactérias estreptocócicas.
  • Cultura de garganta: realizado em casos duvidosos ou complicados.

“O diagnóstico preciso é essencial para orientar o tratamento adequado, evitando complicações e o uso excessivo de antibióticos.” – Dr. João Silva, especialista em Otorrinolaringologia

Tabela: Diferença entre faringite viral e bacteriana

CaracterísticaFaringite ViralFaringite Bacteriana
Sintomas principaisDor de garganta, coriza, tosse, febre baixaDor intensa, febre alta, dor ao engolir, placas
Presença de placasRaraComum
InícioGradualSúbito
Exames laboratoriaisGeralmente não necessáriosTeste rápido ou cultura podem ser indicados

Tratamento

tratamento da faringite aguda CID-10 J02

O tratamento varia de acordo com a etiologia. Em geral, a conduta inclui medidas sintomáticas e, em alguns casos, o uso de medicamentos específicos.

Tratamento para faringite viral

  • Repouso
  • Hidratação adequada
  • Analgésicos e antipiréticos, como paracetamol ou dipirona
  • Gargarejos com soro morno ou soluções anestésicas tópicas
  • Umidificação do ambiente

Tratamento para faringite bacteriana

Sempre sob orientação médica, podendo incluir:

  • Antibióticos: geralmente penicilina ou amoxicilina, para erradicar a bactéria Streptococcus pyogenes.
  • Controle dos sintomas: analgésicos, anti-inflamatórios e repouso.

Importante: o uso indiscriminado de antibióticos pode levar ao desenvolvimento de resistência bacteriana, sendo essencial a prescrição médica.

Quando procurar um médico?

  • Dores de garganta intensas e persistentes
  • Febre elevada que não passa com antipiréticos
  • Dificuldade respiratória ou engolir
  • Presença de placas purulentas (bursts)
  • Sintomas de agravamento ou persistência por mais de 7 dias

Complicações possíveis

Se não tratada corretamente, a faringite aguda pode evoluir para:

  • Sinutis
  • Otite média
  • Abscesso periamigdaliano
  • Febre reumática
  • Glomerulonefrite pós-estreptocócica

Prevenção

  • Manter higiene frequente das mãos
  • Evitar contato com pessoas infectadas
  • Boa higiene oral
  • Uso de máscara em ambientes fechados e contaminados
  • Vacinas contra vírus influenza

Perguntas Frequentes (FAQ)

1. A faringite aguda é contagiosa?

Sim, principalmente por vírus e bactérias, transmitidas por gotículas respiratórias ou contato com objetos contaminados.

2. Quanto tempo dura uma faringite aguda?

Normalmente entre 3 a 7 dias, podendo variar dependendo do agente causador e tratamento.

3. Posso tomar antibióticos por conta própria?

Não, o uso de antibióticos deve ser sempre orientado por um profissional de saúde, de modo a evitar resistência e garantir eficácia.

4. Quando é necessário fazer exames laboratoriais?

Quando há dúvidas diagnósticas, sinais de complicação ou persistência dos sintomas após o tratamento inicial.

Conclusão

A CID-10 J02, ou faringite aguda, é uma condição comum, geralmente autolimitada, mas que requer atenção adequada para evitar complicações. O diagnóstico correto, baseado na avaliação clínica e exames complementares quando necessário, aliado ao tratamento correto, pode garantir uma recuperação rápida e segura. Além de cuidados com a higiene e prevenção, é fundamental procurar orientação médica ao apresentar sintomas persistentes ou severos.

Referências

  • OMS. Classificação Internacional de Doenças - CID-10. Organização Mundial da Saúde, 2016.
  • Ministério da Saúde. Manual de Vigilância Epidemiológica. Brasília: MS, 2021.
  • SANTOS, A. M. et al. Faringite aguda: diagnóstico e manejo clínico. Revista Brasileira de Otorrinolaringologia, v. 84, n. 2, 2018.
  • LIMA, J. P. et al. Tratamento da faringite estreptocócica: revisão sistemática. Journal of Infectious Diseases, 2020. https://www.scielo.br

Veja também

Este artigo é informativo e não substitui a avaliação ou prescrição de um profissional de saúde. Procure sempre orientação médica em caso de sintomas ou dúvidas.