CID 10 F90: Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade - Guia Completo
O Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), classificado na CID 10 sob o código F90, é uma condição neurodesenvolvimental que afeta crianças, adolescentes e, muitas vezes, adultos. Este transtorno caracteriza-se por sintomas de desatenção, impulsividade e hiperatividade, impactando significativamente a vida acadêmica, social e profissional dos indivíduos. Compreender o F90 é fundamental para identificar, tratar e oferecer suporte adequado às pessoas que convivem com essa condição.
Neste guia completo, abordaremos as principais informações sobre o CID 10 F90, incluindo sintomas, diagnóstico, tratamento, fatores de risco, além de responder às dúvidas mais frequentes sobre o tema.

O que é o CID 10 F90?
O código F90 faz parte da Classificação Internacional de Doenças (CID-10), que categoriza doenças e transtornos de acordo com critérios clínicos. O F90 refere-se especificamente ao Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), uma condição neurodesenvolvimental que geralmente inicia na infância e pode persistir na fase adulta.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o TDAH é uma das condições neurodesenvolvimentais mais comuns na infância, com uma prevalência estimada entre 5% e 7% em todo o mundo. A compreensão adequada do F90 é essencial para garantir diagnósticos precoces e intervenções eficazes.
Sintomas do CID 10 F90
Os sintomas do TDAH podem variar de pessoa para pessoa, mas geralmente se enquadram em três categorias principais:
1. Desatenção
- Dificuldade de manter a atenção em tarefas ou atividades;
- Erros por descuido em trabalhos escolares ou profissionais;
- Esquecimentos frequentes;
- Dificuldade em seguir instruções;
- Perda de objetos necessário para tarefas diárias.
2. Hiperatividade
- Inquietação motora, como mexer as mãos ou os pés;
- Dificuldade em permanecer sentado por longos períodos;
- Sensação de inquietação;
- Falar excessivamente.
3. Impulsividade
- Dificuldade em esperar a sua vez;
- Interrupções frequentes em conversas ou atividades;
- Respostas precipitadas às perguntas;
- Tomada de decisões impulsivas sem pensar nas consequências.
Diagnóstico do CID 10 F90
Critérios clínicos
De acordo com o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-5), o diagnóstico do TDAH requer a presença de vários sintomas de desatenção e hiperatividade-impulsividade por pelo menos 6 meses, com início antes dos 12 anos de idade.
Avaliação médica e psicológica
O diagnóstico deve ser realizado por profissionais especializados, como psiquiatras, neurologistas ou psicólogos, que utilizam entrevistas clínicas, questionários e observações comportamentais. Além disso, é importante obter informações de diferentes ambientes (escola, casa, trabalho).
Fatores que dificultam o diagnóstico
- Sintomas semelhantes a outras condições neurológicas ou psiquiátricas;
- Baixa conscientização sobre o transtorno;
- Subnotificação em adultos.
Para facilitar, confira a tabela a seguir que resume os critérios diagnósticos:
| Critérios | Detalhes |
|---|---|
| Presença de sintomas | Mínimo de 6 sintomas de desatenção ou hiperatividade por pelo menos 6 meses |
| Início dos sintomas | Antes dos 12 anos de idade |
| Impacto na vida | Sintomas causam prejuízo na escola, trabalho ou relacionamentos |
| Diversos ambientes | Sintomas presentes em pelo menos dois ambientes (ex.: escola e casa) |
Tratamento do CID 10 F90
O tratamento do TDAH é multidisciplinar e visa controlar os sintomas, melhorar o funcionamento do indivíduo e sua qualidade de vida.
Medicação
- Psicoestimulantes: metilfenidato e anfetaminas são as opções mais comuns e eficazes;
- Não estimulantes: atomoxetina, na concomitância ou como alternativa.
Terapias
- Terapia comportamental: auxilia na modificação de comportamentos e no desenvolvimento de habilidades sociais;
- Terapia cognitivo-comportamental (TCC): ajuda a gerenciar impulsos e organizar pensamentos;
- Apoio pedagógico: adaptações na rotina escolar e estratégias de ensino.
Mudanças no estilo de vida
- Rotinas estruturadas;
- Atividades físicas regulares;
- Técnicas de mindfulness e atenção plena;
- Apoio familiar e escolar eficiente.
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Fatores de Risco e Causas do CID 10 F90
Embora as causas exatas do TDAH ainda não sejam completamente compreendidas, estudos apontam alguns fatores que podem influenciar sua manifestação:
- Genética: histórico familiar de transtornos de neurodesenvolvimento;
- Fatores ambientais: exposição a toxinas durante a gestação ou na primeira infância, como álcool, tabaco ou drogas ilícitas;
- Baixo peso ao nascer;
- Dificuldades no desenvolvimento neurológico precoce.
Importância da identificação precoce
Detectar o F90 cedo permite intervenções que potencializam o desenvolvimento do indivíduo e minimizam impactos negativos em sua rotina diária.
Como lidar com o CID 10 F90 no cotidiano
- Estabeleça uma rotina previsível;
- Utilize lembretes visuais e agendas;
- Incentive atividades físicas e momentos de lazer;
- Promova o diálogo aberto e acolhedor;
- Busque o acompanhamento profissional contínuo.
Perguntas Frequentes sobre CID 10 F90
1. O TDAH pode desaparecer com o tempo?
Geralmente, o TDAH não desaparece completamente, mas seus sintomas podem diminuir ou se tornar mais gerenciáveis com tratamento adequado. Algumas pessoas podem relativamente "melhorar" na fase adulta.
2. É possível conviver bem com o CID 10 F90?
Sim, com acompanhamento médico, apoio terapêutico e estratégias de gestão, as pessoas com TDAH podem levar uma vida plena e produtiva.
3. O TDAH é causado por fatores ambientais?
Fatores ambientais podem contribuir, mas a principal causa é genética. No entanto, ambientes adversos podem influenciar na severidade dos sintomas.
4. Há cura para o CID 10 F90?
Não há cura definitiva, mas o tratamento contínuo pode ajudar na redução dos sintomas e na melhora da qualidade de vida.
Conclusão
O CID 10 F90, que corresponde ao Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade, é uma condição neurodesenvolvimental que requer atenção e cuidado específicos. A compreensão aprofundada dos sintomas, fatores de risco, possibilidades de tratamento e estratégias de convivência é fundamental para garantir uma melhor qualidade de vida às pessoas afetadas.
Investir em diagnóstico precoce, intervenção multidisciplinar e conscientização social é o caminho para promover inclusão e bem-estar. Afinal, como disse o famoso neurologista Norman Geschwind, "o cérebro não é um computador, e a inteligência não é uma soma de funções, mas uma integração complexa e extraordinária". Reconhecer essa complexidade é essencial na abordagem do TDAH.
Referências
Organização Mundial da Saúde. Classificação Internacional de Doenças (CID-10). 10ª edição. 1992.
American Psychiatric Association. Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-5). 2013.
Instituto Brasileiro de Neuropsiquiatria. TDAH: Diagnóstico e Tratamento.
Ministério da Saúde. Protocolos e Diretrizes para o diagnóstico e tratamento do TDAH.
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