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CID 10 F79 1: Classificação e Informações Sobre Este Código

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A Classificação Internacional de Doenças (CID), atualmente na sua versão 10 (CID-10), é uma ferramenta fundamental para profissionais da saúde, pesquisadores e gestores na classificação de doenças, problemas relacionados à saúde e causas de morte. Entre os diversos códigos presentes na CID-10, o código F79.1 refere-se a uma condição específica relacionada ao desenvolvimento cognitivo e comportamental, sendo essencial compreender suas características para uma adequada abordagem diagnóstica e terapêutica.

Neste artigo, faremos uma análise aprofundada sobre o código CID 10 F79.1, abordando sua classificação, critérios diagnósticos, implicações clínicas, tratamentos e as principais dúvidas frequentes acerca do tema. Além disso, apresentaremos uma tabela resumida, citações relevantes e links externos que enriquecerão sua compreensão.

cid-10-f79-1

O que é o CID 10 F79.1?

Definição e classificação

O código F79.1 na CID-10 refere-se a "Retardo mental leve". Este código se enquadra dentro do capítulo "Transtornos Mentais e Comportamentais" (F00-F99).

Retardo mental leve é uma condição de comprometimento intelectual que se manifesta por limitações no funcionamento adaptativo e no desenvolvimento cognitivo, geralmente identificado na infância ou adolescência. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), este diagnóstico enfatiza um comprometimento mais moderado do que os quadros mais severos, como o retardo mental severo ou profundo.

Classificação na CID-10

CódigoDescriçãoGrau de comprometimento
F79.0Retardo mental leveLeve
F79.1Retardo mental moderadoModerado
F79.2Retardo mental graveGrave
F79.3Retardo mental profundoProfundo

Importante: Apesar de a CID-10 utilizar a classificação por graus, na prática clínica, os profissionais costumam utilizar o termo "leve" ou "moderado", de acordo com os critérios diagnósticos e avaliações específicas.

Critérios Diagnósticos do CID 10 F79.1

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico de retardo mental moderado, codificado como F79.1, baseia-se em avaliações clínicas, testes de inteligência e avaliações do funcionamento adaptativo.

Critérios principais incluem:

  • Quociente de inteligência (QI) entre 50 e 69, obtido através de testes padronizados.
  • Dificuldades no funcionamento adaptativo, que afetam áreas como comunicação, cuidado pessoal, habilidades sociais e autonomia.
  • Início do quadro na infância ou adolescência, antes dos 18 anos.
  • Ausência de causas psíquicas ou físicas agudas que possam justificar o comprometimento intelectual.

Avaliação clínica e testes utilizados

  • Testes de QI: Wechsler, Stanford-Binet, entre outros.
  • Avaliação do funcionamento adaptativo: Questionários e entrevistas com familiares e educadores.
  • Histórico clínico detalhado: Incluindo fatores pré-natais, perinatais, pós-natais, ambientais e genéticos.

Implicações clínicas do CID 10 F79.1

Sintomas e manifestações

Indivíduos classificados como retardo mental moderado podem apresentar:

  • Desenvolvimento cognitivo abaixo do esperado para a idade.
  • Dificuldades na aprendizagem escolar.
  • Problemas na comunicação verbal e não-verbal.
  • Necessidade de apoio contínuo em atividades diárias.
  • Habilidades de linguagem e raciocínio mais limitadas.

Abordagem e tratamento

O tratamento do retardo mental moderado é multidisciplinar, englobando:

  • Estimulação precoce e intervenções educativas especiais.
  • Terapias comportamentais para aprimorar habilidades sociais e de autonomia.
  • Apoio psicológico às famílias.
  • Inclusão de recursos comunitários e adaptações escolares.
  • Uso de tecnologias assistivas, quando necessário.

Impacto social e educacional

Indivíduos com CID F79.1 podem enfrentar desafios sociais, de inclusão e ocupacionais. Portanto, a integração na escola, no trabalho e na comunidade é fundamental para a promoção de qualidade de vida e autonomia.

Políticas públicas e direitos

A legislação brasileira garante direitos às pessoas com deficiência, incluindo o acesso à educação inclusiva, saúde, assistência social e proteção legal. Conhecer os direitos associados ao CID 10 F79.1 é essencial para garantir uma participação plena na sociedade.

Para mais informações sobre legislação e direitos das pessoas com deficiência, acesse Senado Federal - Brasil.

Perguntas Frequentes (FAQs)

1. Qual a diferença entre retardo mental leve, moderado, grave e profundo?

Grau de retardo mentalQI aproximadoCaracterísticas principais
Leve (F79.0)50-69Pode adquirir habilidades acadêmicas e profissionais básicas; autonomia limitada.
Moderado (F79.1)35-49Necessita de suporte em atividades diárias; dificuldades na aprendizagem.
Grave (F79.2)20-34Necessidade de suporte constante; limitações significativas na comunicação e auto-cuidado.
Profundo (F79.3)abaixo de 20Necessita de assistência contínua; dificuldades severas na comunicação e independência.

2. Como pode ser prevenido o retardo mental moderado?

A prevenção envolve cuidados durante o pré-natal, como acompanhamento da saúde da gestante, vacinação, nutrição adequada, evitar exposição a toxinas e problemas de saúde congênitos. Além disso, a estimulação precoce e ambientes favoráveis ao desenvolvimento na infância auxiliam na mitigação de dificuldades.

3. Qual a importância do diagnóstico precoce?

O diagnóstico precoce possibilita a implementação de intervenções educativas e terapêuticas que podem melhorar significativamente a qualidade de vida do indivíduo, promovendo maior autonomia e inclusão social.

Conclusão

O código CID 10 F79.1 representa uma condição de retardo mental moderado, que impacta o desenvolvimento cognitivo e adaptativo de uma pessoa. Compreender suas características, critérios diagnósticos e formas de abordagem contribui para uma intervenção eficaz e uma melhor qualidade de vida para os indivíduos afetados.

A disseminação de informações corretas e o acesso a políticas públicas adequadas são essenciais na promoção da inclusão e do respeito às diferentes formas de desenvolvimento humano. Como afirmou o psicólogo Jean Piaget, "A criança não é um vaso a encher, mas uma vela a acender", destacando a importância de estímulos e cuidados adequados desde a infância.

Referências

  1. Organização Mundial da Saúde (OMS). Classificação Internacional de Doenças - CID-10. 10ª edição, 1992.
  2. Ministério da Saúde. Protocolo de Diagnóstico e Tratamento do Retardo Mental. Brasília: Ministério da Saúde, 2020.
  3. Associação Americana de Psiquiatria. DSM-5: Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais. 5ª edição, 2013.
  4. Brasil. Lei nº 13.146, de 6 de julho de 2015. Estatuto da Pessoa com Deficiência.

Para aprimoramentos e recomendações de recursos, visite também Portal da Saúde do Governo do Brasil.

Lembrete: Este artigo é uma síntese e não substitui uma avaliação clínica. Para diagnóstico e tratamento adequados, consulte um profissional de saúde qualificado.