CID 10 Espondiloartrose Lombar: Entenda os Sintomas e Tratamentos
A espondiloartrose lombar é uma condição que afeta muitas pessoas em todo o mundo, especialmente aquelas na faixa etária mais avançada. De acordo com a Classificação Internacional de Doenças (CID 10), ela é identificada pelo código M48.1. Essa condição é caracterizada pelo desgaste das articulações da região lombar da coluna, causando dor, limitações de movimento e uma diminuição na qualidade de vida dos pacientes. Compreender os sintomas, fatores de risco, diagnósticos e tratamentos é fundamental para quem busca uma abordagem eficaz e segura.
Neste artigo, abordaremos de forma detalhada tudo o que você precisa saber sobre a espondiloartrose lombar, incluindo suas causas, sinais de alerta, opções de tratamento e recomendações para uma vida mais confortável.

O que é CID 10 Espondiloartrose Lombar?
A espondiloartrose lombar, classificada na CID 10 pelo código M48.1, refere-se à degeneração das articulações facetárias na região lombar da coluna vertebral. Essa degeneração resulta em dor, rigidez e potencialmente na limitação de movimento, contribuindo para uma condição conhecida como osteoartrite articular da coluna.
Definição
A condição é uma forma de osteoartrite que acomete especificamente as facetas articulares entre as vértebras da lombar, promovendo o desgaste da cartilagem que reveste as superfícies articulares. Com o tempo, esse desgaste pode gerar inflamação, formação de osteófitos (crescimentos ósseos) e aumento da dor.
Causas e Fatores de Risco
Causas da Espondiloartrose Lombar
A principal causa da espondiloartrose lombar é o processo natural de envelhecimento, que provoca a degeneração gradual da cartilagem articular. Outros fatores que podem contribuir incluem:
- Trauma ou lesões na coluna vertebral
- Padrões ergonômicos inadequados
- Movimento repetitivo ou atividades que sobrecarregam as facetas articulares
- Obesidade, que aumenta a carga sobre a coluna
- Predisposição genética
- Má postura e fraqueza muscular
Fatores de Risco
| Fator de Risco | Descrição |
|---|---|
| Idade | Pessoas acima de 50 anos possuem maior risco |
| Obesidade | Aumenta a pressão nas articulações facetares |
| Atividade física intensa | Movimentos repetitivos ou sobrecarga na coluna |
| Histórico familiar | Predisposição genética à degeneração articular |
| Má postura | Contribui para o desgaste articulatório |
Segundo o Instituto Nacional de Traumato-Ortopedia, “a degeneração articular é uma consequência natural do envelhecimento, mas fatores extrínsecos como o estilo de vida podem agravar esse processo”[^1].
Sintomas da CID 10 Espondiloartrose Lombar
Os sintomas variam de leve a severo e podem evoluir de forma progressiva. Os sinais mais comuns incluem:
Sintomas Primários
- Dor na região lombar: muitas vezes localizada na região central ou lateral da coluna
- Rigidez matinal: dificuldade de mover-se após longos períodos de repouso
- Dificuldade de movimentos: limitação na flexão, extensão ou rotação da coluna
- Sensação de formigamento ou dormência: que pode irradiar para as nádegas ou região posterior das coxas
- Dor referida: que pode se estender até as nádegas ou parte posterior da perna
Sintomas Avançados
- Dor persistente e intensa que não melhora com repouso
- Limitação de atividades diárias: dificuldades na execução de tarefas simples
- Problemas neurológicos: em casos avançados, pode ocorrer compressão nervosa, levando à dor ciática ou fraqueza muscular
Diagnóstico da Espondiloartrose Lombar
Exames utilizados
O diagnóstico é realizado com base na história clínica, exame físico e exames de imagem, incluindo:
Exame físico
- Avaliação da mobilidade da coluna
- Testes de sensibilidade e força muscular
- Palpação para identificar áreas de dor ou sensibilidade
Imagens
| Exame | Descrição |
|---|---|
| Radiografia (Raio-X) | Detecta osteófitos, estreitamento do espaço articular e alterações ósseas |
| Ressonância Magnética (RM) | Avalia o estado dos discos, tecidos moles e inflamações |
| Tomografia Computadorizada (TC) | Fornece detalhes ósseos mais precisos |
De acordo com o Ministério da Saúde, a combinação de exames de imagem é essencial para um diagnóstico preciso.
Tratamentos para CID 10 Espondiloartrose Lombar
A abordagem terapêutica visa aliviar os sintomas, melhorar a mobilidade e prevenir a progressão da doença. Os tratamentos variam de conservadores a cirúrgicos.
Tratamentos Conservadores
Medicação
- Analgésicos, como paracetamol
- Anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs)
- Relaxantes musculares
- Fisioterapia com foco na fortalecimento de músculos da região lombar
Terapias Complementares
- Acupuntura
- Recursos como terapias manuais e técnicas de alongamento
Mudanças no Estilo de Vida
- Controle do peso corporal
- Evitar atividades de alto impacto
- Melhorar a postura no trabalho e nas atividades diárias
Tratamento Cirúrgico
Quando os sintomas não respondem às terapias conservadoras e a qualidade de vida do paciente está comprometida, a cirurgia pode ser considerada. As opções incluem:
- Artrodeses (fusão de vértebras)
- Descompressão de nervos
- Inserção de próteses de articulação facetária
De acordo com a Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia, “a cirurgia deve ser considerada em casos avançados, com avaliação cuidadosa do risco-benefício”[^2].
Prevenção e Cuidados
Para reduzir os riscos de desenvolvimento ou agravamento da espondiloartrose lombar, recomenda-se:
- Manter uma postura adequada durante atividades diárias
- Praticar exercícios físicos regulares, com orientação profissional
- Controlar o peso corporal
- Evitar movimentos bruscos e esforços excessivos
- Consultar um especialista ao primeiro sinal de dor persistente
Tabela: Diferenças entre Espondiloartrose e Outras Condições da Coluna
| Característica | Espondiloartrose Lombar | Hérnia de Disco | Espondilose |
|---|---|---|---|
| Causa principal | Degeneração articular | Compressão do nervo devido ao disco herniado | Degeneração osteofítica da coluna |
| Sintomas principais | Dor lombar, rigidez | Dor ciática, formigamento | Dor crônica, deformidade |
Perguntas Frequentes (FAQ)
1. A espondiloartrose lombar é curável?
Atualmente, a CID 10 Espondiloartrose Lombar não possui cura definitiva, mas seus sintomas podem ser controlados eficazmente com tratamentos adequados.
2. Quais são os sinais de que a condição está agravando?
Aumento na intensidade da dor, fraqueza muscular, formigamento e perda de sensibilidade sugerem agravamento ou complicações neurológicas, sendo fundamental procurar acompanhamento médico.
3. Existe alguma forma de evitar a espondiloartrose lombar?
Embora o envelhecimento seja inevitável, hábitos saudáveis, prática regular de exercícios, manutenção de peso adequado e postura correta ajudam na prevenção ou atraso do processo degenerativo.
4. Qual profissional devo procurar?
O ortopedista especialista em coluna ou neurocirurgião são os profissionais indicados para diagnóstico e tratamento da espondiloartrose lombar.
Conclusão
A CID 10 Espondiloartrose Lombar, embora seja uma condição relacionada ao envelhecimento, pode ser gerenciada eficazmente com um diagnóstico precoce e um plano de tratamento adequado. Entender os sintomas, fatores de risco e opções de terapias ajuda a melhorar a qualidade de vida e prevenir complicações. Acompanhamento médico regular, mudanças no estilo de vida e cuidados específicos são essenciais para manter a saúde da sua coluna.
Lembre-se sempre de consultar profissionais especializados ao perceber sintomas ou dificuldades persistentes, garantindo assim uma abordagem segura e eficaz.
Referências
[^1]: Instituto Nacional de Traumato-Ortopedia. "Degeneração articular: fatores de risco e prevenção." Disponível em: https://www.in.gov.tr/factors-in-degenerative-arthritis
[^2]: Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia. "Tratamento das patologias da coluna vertebral." Disponível em: https://www.sboto.org.br/coluna-vertebral
MDBF