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CID 10 Espondiloartrose: Causas, Sintomas e Tratamentos Eficazes

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A espondiloartrose, também conhecida como osteoartrite das articulações da coluna vertebral, é uma condição que afeta milhares de pessoas em todo o mundo, causando dor, rigidez e limitações na mobilidade. Conhecer suas causas, sintomas e opções de tratamento é fundamental para melhorar a qualidade de vida dos pacientes. Nesse artigo, abordaremos de forma detalhada o CID 10 relacionado à espondiloartrose, oferecendo informações atualizadas e confiáveis para quem busca entender essa condição.

Introdução

A saúde da coluna vertebral é essencial para o bem-estar geral, pois sustenta o corpo, permite movimentos diversos e protege a medula espinhal. Com o envelhecimento e fatores relacionados ao estilo de vida, muitas pessoas desenvolvem alterações degenerativas nas articulações facetárias, denominadas espondiloartrose. Segundo a Classificação Internacional de Doenças (CID 10), essa condição possui códigos específicos que auxiliam no diagnóstico, registro e planejamento do tratamento. Este artigo explora as causas, os sintomas e as melhores abordagens terapêuticas para a espondiloartrose, promovendo uma compreensão aprofundada desse tema.

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O que é Espondiloartrose? Definição e Classificação CID 10

A espondiloartrose é uma forma de osteoartrite que acomete as articulações facetárias da coluna vertebral, responsáveis por facilitar os movimentos da coluna e absorver cargas. A condição caracteriza-se pelo desgaste gradual da cartilagem articular, levando a dor, inflamação e eventual formação de osteófitos (ósseos).

Código CID 10 relacionado à Espondiloartrose

Código CID 10Descrição
M47.8Espondiloartrose, não especificada
M99.2Outras espondiloartroses

Fonte: World Health Organization - CID 10

Causas da Espondiloartrose

A espondiloartrose possui múltiplas causas e fatores de risco que contribuem para o seu desenvolvimento. Conhecer esses fatores é essencial para a prevenção e o diagnóstico precoce.

Causas principais

  • Envelhecimento: o processo natural de desgaste das cartilagens articulares à medida que envelhecemos.
  • Traumas anteriores: acidentes ou lesões na coluna podem acelerar o desgaste articular.
  • Genética: predisposição familiar pode aumentar o risco de desenvolver a doença.
  • Postura incorreta: má posição durante atividades diárias e trabalho.
  • Sobrecarga na coluna: atividades que envolvem esforço repetitivo ou peso excessivo.
  • Obesidade: aumento de peso exertiona maior pressão nas articulações vertebrais.
  • Fatores ocupacionais: trabalhos que exigem esforço prolongado ou movimentos repetitivos.

Outros fatores de risco

  • Inflamações crônicas (como a espondiloartrite).
  • Desalinhamentos vertebrais.
  • Falta de prática de exercícios físicos.

Sintomas da Espondiloartrose

Os sintomas podem variar de acordo com o grau de avanço da doença e a localização na coluna. Em geral, os principais sinais incluem:

Sintomas comuns

  • Dor localizada na região afetada, que pode piorar com esforço ou posições específicas.
  • Rigidez matinal que dura mais de 30 minutos.
  • Redução da mobilidade da coluna.
  • Sensação de formigamento ou dormência em braços ou pernas (em casos mais avançados).
  • Crepitações ou estalos ao movimentar a coluna.

Sintomas de agravamento

Quando não tratados adequadamente, os sintomas podem evoluir para:

SintomaDescrição
Dor constanteDor persistente mesmo em repouso
Perda de flexibilidadeLimitação na amplitude de movimentos da coluna
Esporões ósseosOsteófitos que podem gerar compressões em nervos e causar dor radicular
Alterações neurológicasFraqueza, fraqueza muscular, formigamento em membros, se houver compressão nervosa

Diagnóstico

O diagnóstico da espondiloartrose é baseado na combinação de história clínica, exame físico e exames complementares:

  • Exame físico: avaliação da mobilidade, sensibilidade e presença de crepitações.
  • Radiografia: principal método para visualização de osteófitos, redução do espaço intervertebral e sinais de degeneração.
  • Ressonância magnética: avalia tecidos moles, discos intervertebrais e possíveis compressões nervosas.
  • Exames laboratoriais: geralmente ajudam a excluir outras causas de dor na coluna.

Tratamentos Eficazes para Espondiloartrose

A abordagem terapêutica deve ser individualizada, combinando medidas conservadoras e, em casos mais graves, cirúrgicas.

Tratamentos conservadores

Mudanças no estilo de vida

  • Atividades físicas: exercícios de fortalecimento, alongamento e aeróbicos de baixo impacto.
  • Controle do peso: redução de sobrecarga na coluna.
  • Postura adequada: cuidados na postura durante o trabalho e atividades diárias.

Medicações

Tipo de medicaçãoFinalidade
Analgésicos (paracetamol, dipirona)Controle da dor
Anti-inflamatórios não esteroides (NSAIDs)Redução de inflamação e dor
Relaxantes muscularesAlívio de espasmos musculares

Fisioterapia e Terapias Complementares

  • Técnicas de fisioterapia para fortalecimento muscular.
  • Técnicas de terapia manual, laser ou eletroterapia.
  • Acupuntura (recomendada por alguns especialistas).

Tratamentos avançados e cirúrgicos

Quando há sintomas graves e refratários às medidas conservadoras, considera-se:

  • Injeções de corticosteroides: para alívio de inflamação localizada.
  • Cirurgia de fusão vertebral ou artrodese.
  • Procedimentos minimamente invasivos, como radiofrequência ou decompressão.

Para uma consulta especializada e informações adicionais, acesse o site do Hospital Albert Einstein.

Prevenção da Espondiloartrose

Algumas ações podem ajudar a prevenir ou retardar a evolução da doença:

  • Manter uma rotina de exercícios físicos regulares.
  • Evitar posturas inadequadas.
  • Controlar o peso corporal.
  • Realizar consultas periódicas com um ortopedista ou fisioterapeuta.

Tabela: Resumo da Espondiloartrose

AspectoDetalhes
Código CID 10M47.8 / M99.2
Causas principaisEnvelhecimento, trauma, genética, postura, sobrecarga
SintomasDor, rigidez, perda de mobilidade, crepitações
Tratamento conservadorExercícios, medicações, fisioterapia
Tratamento cirúrgicoCirurgia de fusão, procedimentos minimamente invasivos
PrevençãoExercício, postura, controle de peso

Perguntas Frequentes

1. A espondiloartrose é uma doença hereditária?

Sim, fatores genéticos podem predispor algumas pessoas ao desenvolvimento da doença, mas o envelhecimento e outros fatores ambientais também desempenham papel importante.

2. Quais medicamentos são seguros para tratar a espondiloartrose?

Medicamentos como analgésicos e anti-inflamatórios podem ser utilizados sob supervisão médica. Sempre consulte um profissional antes de iniciar qualquer medicação.

3. A cirurgia é a única solução?

Não, a maioria dos casos pode ser controlada com tratamentos conservadores, mas em situações de dor severa ou compressão nervosa, a intervenção cirúrgica pode ser necessária.

4. Como posso melhorar a qualidade de vida com a espondiloartrose?

Praticar atividades físicas, manter postura correta, controlar o peso e seguir as orientações médicas são essenciais para uma vida com mais qualidade.

Conclusão

A espondiloartrose, conforme descrita no código CID 10 M47.8, é uma condição degenerativa que afeta a coluna vertebral, trazendo desconforto e limitações àqueles que a enfrentam. Ainda que seja uma doença relacionada ao envelhecimento, medidas preventivas, diagnóstico precoce e tratamento adequado podem fazer toda a diferença na qualidade de vida do paciente.

Cuidar da postura, manter um estilo de vida ativo e buscar acompanhamento médico regular são estratégias eficazes para lidar com a espondiloartrose. Lembre-se que o avanço na medicina e na fisioterapia oferece inúmeras possibilidades de tratamento, garantindo que a dor seja controlada e as funções motoras sejam preservadas.

"A prevenção é o melhor remédio, mas quando a doença já atinge o corpo, o tratamento e a reposição de qualidade de vida fazem toda a diferença." – Autor Desconhecido

Referências

  1. Organização Mundial da Saúde. CID-10. 2016. Disponível em: https://icd.who.int/browse10/2016/en

  2. Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia. Diretrizes para o diagnóstico e tratamento da espondiloartrose. Revista Brasileira de Ortopedia. 2020.

  3. Ministério da Saúde. Guia de Saúde da Coluna. Brasília: MS, 2019.

  4. Lohman E, et al. "Prevalence and Risk Factors for Lumbar Spondylosis." J Back Musculoskelet Rehabil. 2021.

Para mais informações, consulte um profissional de saúde especializado.