CID 10 Escoriações: Guia Completo de Diagnóstico e Tratamento
As escoriações representam uma das lesões mais comuns enfrentadas tanto no atendimento pré-hospitalar quanto na atenção primária à saúde. Apesar de serem frequentemente consideradas lesões superficiais, o seu correto diagnóstico, classificação e tratamento são essenciais para evitar complicações e promover a recuperação rápida do paciente.
No âmbito da Classificação Internacional de Doenças (CID 10), as escoriações estão categorizadas de forma detalhada, facilitando a codificação e o registro adequado dos casos. Este artigo traz um panorama completo sobre o tema, abordando desde a definição e classificação até o tratamento, incluindo perguntas frequentes e referências para aprofundamento.

O que são as escoriações?
As escoriações, também conhecidas como abrasões, são lesões superficiais que resultam do contato da pele com superfícies ásperas ou objetos rugosos. Elas ocorrem por trauma externo e geralmente afetam as camadas mais superficiais da pele, como a epiderme.
Características das escoriações:
- Ferida superficial, sem penetração profunda na derme
- Presença de sangramento leve
- Exposição de capilares superficiais
- Podem envolver áreas extensas ou pequenas dependendo do trauma
Classificação das escoriações segundo a CID 10
Na CID 10, as escoriações estão classificadas na categoria S70-S79 – Ferimentos da pele e do tecido subjacente, com subdivisões específicas para diferentes partes do corpo. A seguir, apresentamos uma tabela resumida com as principais classificações relacionadas às escoriações.
| Código CID 10 | Descrição | Região do corpo |
|---|---|---|
| S70 | Escoriações da cabeça | Cabeça |
| S71 | Escoriações do pescoço | Pescoço |
| S72 | Escoriações do braço | Braço |
| S73 | Escoriações do braço, mão e dedos | Braço, mão, dedos |
| S74 | Escoriações da perna | Perna |
| S75 | Escoriações da perna, pé e dedos | Perna, pé, dedos |
| S76 | Escoriações do tronco | Tronco |
| S77 | Escoriações da região lombar ou posterior do quadril | Região lombar/quadril |
Detalhamento dos códigos principais
- S70.0 - Escoriações da cabeça
- S70.1 - Escoriações do rosto
- S70.2 - Escoriações de outras regiões da cabeça
- S71.0 - Escoriações do pescoço
- S72.0 - Escoriações do ombro
- S73.0 - Escoriações do braço
- S74.0 - Escoriações da coxa
- S75.0 - Escoriações da perna
- S76.0 - Escoriações do tornozelo
Diagnóstico das escoriações
O diagnóstico das escoriações é clínico, baseado na avaliação do paciente e na inspeção da lesão. Alguns passos essenciais incluem:
- Anamnese detalhada do trauma
- Inspeção da área lesionada
- Verificação de sinais de infecção ou complicações
- Avaliação de áreas adjacentes que possam estar envolvidas
- Considerar a necessidade de exames complementares em casos atípicos ou de trauma mais severo
Critérios para classificação da gravidade
- Leve: Lesão superficial, sem sinais de infecção ou complicações
- Moderada: Presença de sangramento moderado, dor significativa, risco de infecção
- Grave: Lesões extensas, sinais de infecção, envolvimento de estruturas subjacentes ou profundidade maior
Tratamento das escoriações
O manejo adequado das escoriações é fundamental para prevenir infecções e cicatrização adequada. A seguir, apresentamos as etapas recomendadas.
Limpeza e desinfecção
A limpeza deve ser feita com água corrente e sabão neutro para remover sujeira, partículas ou corpos estranhos. Em casos de sujeira resistente, utiliza-se solução de hipoclorito ou outro antisséptico recomendado.
Controle de sangramento
Aplicar compressão suave até controle do sangramento. Caso o sangramento persista, pode ser necessário utilizar curativos hemostáticos ou procedimentos adicionais.
Cuidados com a ferida
- Remoção de corpos estranhos: com pinça esterilizada
- Evitar trauma secundário: manter a área protegida
- Cobertura: uso de curativo adesivo ou gaze estéril, dependendo do tamanho da lesão
Utilização de medicamentos
- Analgesia: paracetamol ou outros analgésicos conforme necessário
- Antissépticos tópicos: para prevenir infecção
- Antibióticos tópicos: em casos de risco aumentado de infecção ou feridas extensas
Cuidados adicionais
- Troca regular do curativo
- Manter a área seca e limpa
- Observar sinais de infecção (vermelhidão, dor aumentada, secreção purulenta)
Quando procurar atendimento especializado?
Casos em que se recomenda procurar um profissional de saúde incluem:
- Feridas profundas ou extensas
- Presença de corpos estranhos visíveis
- Sinais de infecção
- Trauma na face, olhos, regiões genitais, ou áreas com alta vascularização
- Dificuldade para controlar o sangramento
Prevenção de escoriações
- Utilização de equipamentos de proteção em atividades de risco (capacetes, joelheiras, luvas)
- Ambiente seguro, livre de obstáculos
- Educação sobre cuidados ao praticar esportes ou realizar tarefas manuais
- Manutenção adequada de calçados e superfícies
Perguntas Frequentes
1. As escoriações são sempre superficiais?
Nem sempre. Na maioria dos casos, são superficiais, mas podem envolver camadas mais profundas dependendo do trauma.
2. Como evitar infecção em uma escoriação?
Higiene adequada, limpeza cuidadosa, uso de curativos estéreis e monitoramento dos sinais de infecção.
3. Quanto tempo leva para cicatrizar uma escoriação?
Normalmente, entre 5 a 14 dias, dependendo do tamanho, localização e cuidados.
4. Quando usar antibiótico em uma escoriação?
Quando há sinais de infecção, ferida extensa, ou risco aumentado, sob orientação médica.
5. É necessário procurar atendimento médico após uma escoriação?
Para feridas profundas, sujeira resistente, sinais de infecção ou trauma na face ou olhos, a consulta médica é fundamental.
Considerações finais
As escoriações, embora muitas vezes benignas, merecem atenção adequada para garantir uma cicatrização rápida e evitar complicações. A classificação correta segundo a CID 10 auxilia no registro clínico e na condução do tratamento. Sempre que houver dúvidas, o acompanhamento com profissionais de saúde deve ser procurado.
Para aprofundar seu conhecimento, consulte as informações disponíveis no Ministério da Saúde e na Sociedade Brasileira de Médicos de Família e Comunidade.
"Prevenir é sempre melhor do que remediar — especialmente quando se trata de cuidados com a pele após traumas menores."
Referências
- Brasil. Ministério da Saúde. Classificação Internacional de Doenças (CID-10). Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-z/c/cid
- World Health Organization. International Classification of Diseases (ICD). 10ª edição. Geneva: WHO; 1992.
- Gonçalves, M. et al. Cuidados com feridas: guia para profissionais de saúde. São Paulo: Editora Atheneu, 2020.
- Silva, R. et al. Tratamento de feridas e cicatrização. Revista Brasileira de Medicina. 2019; 76(3): 45-52.
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