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Cid 10 Epicondilite Lateral: Sintomas, Diagnóstico e Tratamento

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A epicondilite lateral, também conhecida como "cotovelo de tenista", é uma condição comum que afeta atletas, profissionais que realizam movimentos repetitivos e indivíduos que realizam atividades que envolvem o uso intenso do braço. Esta condição pode causar dor incapacitante, limitando as atividades diárias e profissionais.

Neste artigo, abordaremos tudo o que você precisa saber sobre a CID 10 para epicondilite lateral, incluindo sintomas, diagnóstico, opções de tratamento e dicas para prevenção.

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Introdução

A epicondilite lateral é uma inflamação dos tendões que se inserem na lateral do cotovelo, especificamente nos músculos extensores do antebraço. Apesar do nome popular "cotovelo de tenista", ela não afeta somente jogadores profissionais de tênis, podendo acometer qualquer pessoa que realize movimentos repetitivos com o braço. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), as patologias relacionadas ao uso excessivo do sistema musculoesquelético representam uma significativa parcela das doenças ocupacionais.

A correta identificação da CID 10 para epicondilite lateral e compreensão dos aspectos clínicos são essenciais para um tratamento efetivo e para evitar complicações a longo prazo.

O que é a CID 10 relacionada à Epicondilite Lateral?

A Classificação Internacional de Doenças (CID 10), criada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), fornece códigos padronizados para identificar doenças e problemas de saúde. Para a epicondilite lateral, o código mais utilizado é:

Código CID-10Descrição
M77.1Epicondilite lateral do cotovelo

Este código é utilizado para fins de diagnóstico, registros de saúde, seguros e estatísticas.

Sintomas da Epicondilite Lateral

H2: Quais são os principais sintomas?

A epicondilite lateral costuma apresentar os seguintes sintomas:

  • Dor na região externa do cotovelo: frequentemente agravada durante ou após a realização de movimentos que envolvem o punho ou dedos.
  • Necessidade de evitar certos movimentos: atividades que envolvem estender, segurar ou girar o braço podem intensificar a dor.
  • Sensibilidade ao tocar: dor ao pressionar a área afetada.
  • Fraqueza muscular: dificuldade ao segurar objetos ou realizar tarefas manuais.
  • Incômodo constante ou intermitente: que pode piorar com o uso contínuo do braço.

H3: Como identificar os sintomas?

A identificação dos sintomas pode ser feita por meio de exames clínicos, onde o médico realiza testes específicos, como o teste de resistência de punho ou o teste de fortalecimento dos músculos extensores do cotovelo.

"O diagnóstico precoce da epicondilite lateral é fundamental para evitar a progressão da inflamação e consequente degeneração do tendão afetado." — Dra. Ana Paula Ribeiro, ortopedista especializada em condições musculoesqueléticas.

Diagnóstico da Epicondilite Lateral

H2: Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico da epicondilite lateral é predominantemente clínico, baseado na anamnese e no exame físico. Entretanto, exames de imagem podem ser solicitados para confirmar a condição ou avaliar sinais de degeneração tendinosa.

H3: Exames complementares

ExameDescriçãoQuando solicitar?
Ressonância magnéticaVisualiza detalhes de tendões, músculos e ossos.Quando há dúvida ou suspeita de lesão mais grave.
UltrassonografiaDetecta inflamação, espessamento do tendão e anormalidades.Para avaliação rápida e econômica.

H3: Critérios diagnósticos

  • Dor na região lateral do cotovelo ao realizar movimentos de extensão do punho.
  • Dor ao palpar a epicôndilo lateral.
  • Melhoras com repouso e/ou tratamento conservador.
  • Ausência de sinais de outras patologias, como instabilidade ou lesão ligamentar.

Tratamento da Epicondilite Lateral

H2: Opções de tratamento conservador

A maioria dos casos de epicondilite lateral evoluem positivamente com medidas conservadoras, evitando cirurgias na fase inicial.

H3: Repouso e modificação das atividades

Reduzir ou modificar atividades que causam sobrecarga na região do cotovelo, evitando movimentos repetitivos e esforços excessivos.

H3: Fisioterapia

A fisioterapia é fundamental no tratamento, incluindo:

  • Orientações de postura e ergonomia.
  • Técnicas de fortalecimento muscular e alongamento.
  • Aplicação de gelo para reduzir a inflamação.
  • Técnicas de terapia manual e eletroterapia.

H3: Medicamentos

Utilizados para controle da dor e da inflamação:

  • Anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs).
  • Pomadas e gel de uso tópico.
  • Em casos mais severos, corticosteroides podem ser indicados, porém com cautela devido a riscos de efeitos colaterais.

H3: Tratamentos avançados

Quando os métodos conservadores não apresentam melhora após 6 a 12 semanas, podem ser indicados procedimentos como:

  • Infiltrações de corticosteroides. (Veja mais em Hospital Albert Einstein )
  • Terapia de ondas de choque extracorpórea.
  • Técnicas de PRP (plasma rico em plaquetas).

H2: Tratamento cirúrgico

Quando os sintomas persistem por mais de 6 meses e os tratamentos não invasivos não trazem melhora, a cirurgia pode ser considerada. O procedimento geralmente consiste na desbridamento do tendão afetado e liberação dos tecidos inflamados.

Dicas de Prevenção

  • Realizar aquecimento antes de praticar atividades físicas.
  • Evitar movimentos repetitivos sem pausas.
  • Utilizar equipamentos adequados e ergonômicos no trabalho.
  • Fortalecer os músculos do antebraço e do punho.
  • Manter uma postura correta durante as atividades diárias.

Perguntas Frequentes

H2: Pergunta 1: Qual a diferença entre epicondilite lateral e medial?

Resposta: A epicondilite lateral afeta a região externa do cotovelo, enquanto a medial afeta a parte interna, sendo comum em atividades que envolvem o movimento de flexão do cotovelo ou o uso excessivo do lado interno do braço.

H2: Pergunta 2: Quanto tempo leva para se recuperar da epicondilite lateral?

Resposta: O tempo de recuperação varia, geralmente de 6 a 12 semanas com tratamento adequado, podendo se estender em casos persistentes ou mais graves.

H2: Pergunta 3: É possível prevenir a epicondilite lateral?

Resposta: Sim. Com práticas ergonômicas corretas, fortalecimento muscular, pausas durante atividades repetitivas e cuidados na execução de movimentos.

Conclusão

A epicondilite lateral, codificada na CID 10 pelo código M77.1, é uma condição que, apesar de comum, causa grande desconforto e limitações na rotina. O diagnóstico precoce aliado a um tratamento conservador eficaz geralmente garante uma recuperação satisfatória. No entanto, a prevenção é a melhor estratégia para evitar o desenvolvimento dessa condição.

Procure sempre orientação médica qualificada ao apresentar sintomas de dor no cotovelo. O tratamento adequado evita complicações e garante uma recuperação rápida e eficiente.

Referências

  1. Organização Mundial da Saúde. CID-10. Disponível em: https://icd.who.int/browse10/2019/en

  2. Hospital Albert Einstein. Dicas de saúde: epicondilite lateral (cotovelo de tenista). Disponível em: https://www.einstein.br/en/news/dicas/epicondilite-lateral-cotovelo-de-tenista

  3. Associação Brasileira de Ortopedia e Traumatologia. Guia de Doenças Musculoesqueléticas.

Conclusão final

A compreensão da CID 10 epicondilite lateral e seus aspectos clínicos é fundamental para um diagnóstico preciso e tratamento efetivo. Com atenção aos sintomas, diagnóstico adequado e terapias conservadoras, é possível retornar às atividades habituais com qualidade de vida preservada. E lembre-se: cuidados preventivos são essenciais para evitar recaídas e melhorar sua saúde musculoesquelética.