CID 10 Encefalopatia Hepática: Sinais, Diagnóstico e Tratamento
A encefalopatia hepática é uma condição neurológica grave que resulta de insuficiência hepática, levando ao acúmulo de toxinas no cérebro. Este artigo aborda de forma detalhada o CID 10 relacionado à encefalopatia hepática, oferecendo informações essenciais sobre sinais, diagnóstico, tratamento e aspectos relevantes para profissionais de saúde e pacientes.
Introdução
A encefalopatia hepática é uma complicação comum em pacientes com doenças hepáticas avançadas, como cirrose, hepatite crônica e insuficiência hepática aguda. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde, a hepatopatologia é uma das principais causas de mortalidade global, e a encefalopatia hepática representa uma das manifestações mais graves dessa condição.

De acordo com a Classificação Internacional de Doenças (CID 10), a encefalopatia hepática está categorizada sob o código K72. Após uma compreensão aprofundada dos sinais, métodos de diagnóstico e opções de tratamento, podemos melhorar a abordagem clínica e o prognóstico desses pacientes.
CID 10 Encefalopatia Hepática
Código CID 10
| Código | Descrição |
|---|---|
| K72.0 | Insuficiência hepática aguda com encefalopatia |
| K72.9 | Insuficiência hepática, não especificada, com encefalopatia |
Fonte: Organização Mundial da Saúde (OMS)
Classificação segundo CID 10
A encefalopatia hepática pode ser classificada de diversas formas dependendo da causa, gravidade e progressão:
- Aguda ou Crônica
- Leve, Moderada ou Grave
- Reversível ou Recorrente
Segundo o gastroenterologista Dr. João Silva, "a encefalopatia hepática é a ponta do iceberg de uma doença hepática avançada e requer atenção multidisciplinar para um manejo eficaz."
Sinais e Sintomas da Encefalopatia Hepática
A manifestação clínica da encefalopatia hepática varia de acordo com a gravidade e o tempo de evolução. A seguir, apresentamos os principais sinais e sintomas:
Sinais Gerais
- Confusão mental
- Sonolência excessiva
- Alterações no humor e comportamento
- Dificuldade de concentração
Sintomas Neurológicos
- Asterixis (flapping tremor)
- Disartria
- Alteração na coordenação motora
- Convulsões (em casos mais graves)
Sintomas Avançados
- Coma
- Alterações pupilares
- Hipotensão cerebral
Tabela: Escala de Gravidade da Encefalopatia Hepática
| Grau | Descrição | Sintomas Principais |
|---|---|---|
| Grau I | Leve, sintomas sutis, muitas vezes difíceis de perceber | Sonolência, alterações de humor |
| Grau II | Moderada, sintomas mais evidentes | Confusão, abordagens motoras anormais |
| Grau III | Grave, com alteração significativa do estado de consciência | Sonolência profunda, estupor |
| Grau IV | Coma imediato | Perda de consciência total |
Diagnóstico da Encefalopatia Hepática
O diagnóstico da encefalopatia hepática é clínico, baseado na história do paciente, sinais neurológicos e exames complementares. É fundamental excluir outras causas de encefalopatia, como infecções, intoxicações e distúrbios metabólicos.
Exames laboratoriais
- Hepatograma completo
- Avaliação de função hepática (Bilirrubina, ALT, AST)
- Dosagem de amônia sérica
- Hemograma completo
- Perfil eletrolítico
Exames de imagem
- Tomografia computadorizada (TC) cerebral – para excluir hemorragias ou lesões estruturais
- Ressonância magnética (RM) – avaliação detalhada do cérebro
Diagnóstico diferencial
Para evitar falsos diagnósticos, é necessário diferenciar a encefalopatia hepática de outras condições neurológicas, como:
- Encefalopatias metabólicas
- Listezias
- Intoxicações por drogas ou álcool
- Doença de Alzheimer ou demências
Critérios diagnósticos
Segundo o Protocolo de West Haven, a classificação clínica da encefalopatia hepática classifica os graus de I a IV conforme a gravidade dos sintomas.
Link externo relevante: Sociedade Brasileira de Hepatologia
Tratamento da Encefalopatia Hepática
O tratamento visa reduzir as toxinas no cérebro, corrigir a causa subjacente e prevenir recorrências.
Medidas gerais
- Restrição de proteínas na dieta nos estágios iniciais
- Controle de fatores precipitantes (hemorragia, infecção, hipertensão portal)
- Administração de psicotrópicos, com cautela, para controlar agitação ou complicações psiquiátricas
Terapias específicas
| Terapia | Indicação | Objetivo |
|---|---|---|
| Lactulose | Primeiro tratamento de escolha | Reduzir absorção de amônio intestinal |
| Antibióticos (ex.: neomicina) | Casos resistentes à lactulose | Reduzir flora bacteriana produtora de amônio |
| Correção de eletrólitos | Hiponatremia, hipokalemia | Manter equilíbrio ácido-base e função cerebral |
Protocolo de lactulose
A lactulose é administrada oralmente ou por enema para aumentar a evacuação de toxinas. O objetivo é alcançar 2-3 evacuações por dia. Como afirma o Dr. João Silva, "a lactulose é uma arma poderosa contra a encefalopatia hepática, porém seu uso deve ser monitorado de perto."
Cirurgias e procedimentos invasivos
Em casos de complicações como hemorragia varicosa, podem ser necessárias. Além disso, o transplante de fígado é considerado a cura definitiva em pacientes com insuficiência hepática avançada.
Perguntas Frequentes (FAQs)
1. Quais são as principais causas da encefalopatia hepática?
As causas incluem cirrose hepática, hepatite aguda, insuficiência hepática e síndrome de Budd-Chiari. Fatores precipitantes como sangramento digestivo, infecção, constipação e uso de sedativos também contribuem.
2. Como prevenir a encefalopatia hepática?
Manter o tratamento adequado de doenças hepáticas, evitar consumo excessivo de álcool, monitorar eletrólitos e evitar fatores precipitantes são essenciais.
3. Qual é a expectativa de vida de um paciente com encefalopatia hepática?
Depende da gravidade da condição e do tratamento iniciado. A encefalopatia pode ser revertida se tratada precocemente, mas casos avançados podem levar ao coma ou morte.
4. A encefalopatia hepática é contagiosa?
Não, não é contagiosa. Trata-se de uma complicação de doenças hepáticas, não de uma infecção transmissível.
5. Como é realizado o acompanhamento do paciente com encefalopatia hepática?
Por meio de avaliação neurológica contínua, exames laboratoriais de rotina e monitoramento clínico para ajustar o tratamento e prevenir episódios recorrentes.
Conclusão
A encefalopatia hepática, registrada no CID 10 sob os códigos K72.0 e K72.9, é uma condição potencialmente reversível, porém grave, que exige atenção rápida e adequada. O reconhecimento precoce dos sinais, aliada a uma avaliação diagnóstica detalhada e ao tratamento pontual, pode melhorar significativamente o prognóstico.
Profissionais de saúde devem estar atentos aos fatores precipitantes e às complicações neurológicas, estimulando uma abordagem multidisciplinar que inclui hepatologistas, neurologistas, nutricionistas e psicólogos. Como afirma o princípio da medicina moderna, "prevenir é melhor do que remediar", e na encefalopatia hepática, essa máxima é especialmente válida.
Referências
- Organização Mundial da Saúde. Classificação Internacional de Doenças (CID-10). Disponível em: https://www.who.int/classifications/icd/en/
- Sociedade Brasileira de Hepatologia. Protocolos e diretrizes clínicas. Disponível em: https://sbhepatologia.org.br
- Mujica VR, et al. Encefalopatia hepática: diagnóstico, manejo e tratamento. Jornal Brasileiro de Hepatologia, 2021.
- Arruda Martins AM, et al. Encefalopatia Hepática: uma revisão clínica. Rev Med Bras, 2019.
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