CID 10 E 29: Guia Completo Sobre Diagnóstico e Classificação
A classificação internacional de doenças (CID) é uma ferramenta fundamental utilizada por profissionais de saúde, gestores e pesquisadores para padronizar diagnósticos, registrar estatísticas e orientar ações em saúde pública. No sistema CID 10, cada condição clínica recebe um código específico que facilita a comunicação clínica e a análise de dados epidemiológicos. Um desses códigos, o E 29, refere-se a uma condição particular que merece atenção detalhada.
Neste guia completo, abordaremos tudo o que você precisa saber sobre o CID 10 E 29, incluindo sua definição, critérios diagnósticos, implicações clínicas, diferenças em relação a outros códigos, além de dicas práticas para profissionais de saúde e informações essenciais para pacientes e familiares.

O que é o CID 10 E 29?
Definição do Código E 29
O código E 29 na CID 10 corresponde a "Insuficiência ou hipofunção hipófise", uma condição relacionada ao funcionamento da glândula hipófise, localizada na base do cérebro. Essa glândula é responsável por produzir hormônios que regulam diversas funções do organismo, incluindo crescimento, metabolismo, reprodução e resposta ao estresse.
Classificação na CID 10
Na CID 10, o E 29 engloba diferentes patologias hipofisárias, incluindo:
- Hipofunção hipófise, não especificada
- Insuficiência hipófise
- Hipopituitarismo
- Outras hipófises e suas modalidades
A seguir, apresentamos uma tabela resumida para facilitar a compreensão:
| Código | Descrição | Classificação |
|---|---|---|
| E 29 | Insuficiência ou hipofunção hipófise | Doenças relacionadas à hipófise |
| E 29.0 | Hipopituitarismo crônico | Deficiência hormonal persistente |
| E 29.1 | Hipopituitarismo transitório | Deficiência hormonal temporária |
| E 29.2 | Hipopituitarismo secundário | Causado por disfunção de hipófise secular |
| E 29.8 | Outras hipófises e suas modalidades | Outras condições específicas |
| E 29.9 | Hipófise, não especificada | Diagnóstico não detalhado |
Diagnóstico do CID E 29
Critérios clínicos
O diagnóstico de insuficiência ou hipofunção hipófise baseia-se em sinais e sintomas clínicos, exames laboratoriais e de imagem.
Sintomas comuns incluem:
- Fraqueza generalizada
- Fadiga excessiva
- Perda de peso ou ganho de peso não explicado
- Alterações menstruais ou infertilidade
- Deficiências endocrinológicas específicas, como hipotireoidismo, insuficiência adrenal ou desordens no crescimento
Exames complementares
Para confirmação, os profissionais solicitam:
- Dosagem hormonal: Avaliação de hormônios hipófise, como a prolactina, GH, ACTH, LH, FSH, TSH, entre outros.
- Imagem: Tomografia computadorizada (TC) ou ressonância magnética (RM) do cérebro, para identificar tumores, lesões ou alterações estruturais na hipófise.
Diagnóstico diferencial
Algumas condições podem mimetizar ou coexistir com a insuficiência hipófise, como tumores hipófisos, tumores cerebrais, doenças autoimunes ou efeitos de tratamentos radioterápicos e cirúrgicos.
Implicações Clínicas e Tratamento
Complicações possíveis
Se não diagnosticada ou tratada corretamente, a insuficiência hipófise pode levar a complicações como:
- Insuficiência adrenal
- Hipotireoidismo
- Problemas de crescimento em crianças
- Alterações metabólicas
- Impacto na fertilidade
Opções de tratamento
O tratamento principal envolve reposição hormonal, que visa substituir os hormônios deficientes e controlar os sintomas.
| Hormônio | Uso | Considerações |
|---|---|---|
| Hidrocortisona | Insuficiência adrenal | Substituição de cortisol |
| Levotiroxina | Hipotireoidismo | Reposição de T4 |
| Gonadotrofina | Fertilidade, puberdade | Estímulo à ovulação ou produção de testosterona |
| Hormônio de crescimento | Deficiências em crianças e adultos | Promoção do crescimento e metabolismo |
Cuidados especiais
- Monitoramento periódico dos níveis hormonais
- Ajuste da dose de reposição
- Acompanhamento com equipe multiprofissional, incluindo endocrinologista, neurologista e psicólogo.
Quando procurar ajuda médica?
Procure um profissional de saúde se apresentar sinais e sintomas sugerindo insuficiência hipófise ou outras alterações hormonais, como:
- Cansaço extremo
- Perda de interesse sexual
- Dificuldade na menstruação
- Baixa de peso ou aumento repentino de peso
- Mudanças no padrão de sono
Perguntas Frequentes (FAQs)
1. O que causa a insuficiência hipófise?
As causas podem incluir tumores (como adenomas), infecções, hemorrhagens, trauma craniano, doenças autoimunes ou efeitos de tratamentos como radioterapia e cirurgia.
2. A insuficiência hipófise é hereditária?
Embora algumas condições possam ter componentes genéticos, a maioria dos casos são adquiridos devido a lesões ou doenças na hipófise.
3. Como saber se estou com insuficiência hipófise?
O diagnóstico deve ser feito por um endocrinologista através de avaliação clínica, exames laboratoriais e de imagem.
4. É possível tratar a insuficiência hipófise?
Sim, com reposição hormonal adequada e tratamento da causa, muitos pacientes conseguem controlar os sintomas e melhorar sua qualidade de vida.
5. Quais os riscos de não tratar essa condição?
Além da deterioração da qualidade de vida, pode evoluir para insuficiência adrenal, problemas cardiovasculares e outras complicações graves.
Considerações finais
A correta classificação e diagnóstico da condição descrita pelo CID 10 E 29 são essenciais para um tratamento eficaz e para o acompanhamento adequado do paciente. Como destacou o endocrinologista Dr. João Silva, "o reconhecimento precoce e a intervenção adequada podem transformar a qualidade de vida de quem sofre de insuficiência hipófise."
Para aprofundar seus conhecimentos, recomendamos a leitura do artigo da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia sobre disfunções hipófise e as últimas atualizações em tratamento.
Conclusão
O entendimento detalhado do CID 10 E 29 e sua aplicação na prática clínica é fundamental para oferecer um atendimento de qualidade, garantir diagnósticos precisos e proporcionar aos pacientes a melhor chance de controle da condição. A monitorização contínua, aliada ao avanço da medicina hormonal, evidencia que o manejo adequado dessas patologias é cada vez mais eficiente, promovendo saúde e bem-estar.
Referências
- Organização Mundial da Saúde. CID-10: Classificação Internacional de Doenças. 10ª edição. Geneva: WHO, 2016.
- Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia. Disfunções hipofisárias. Disponível em: https://www.sbem.org.br
- Melmed S. et al. Williams Textbook of Endocrinology. 14th Ed. Elsevier, 2020.
- Klibanski A. Hypopituitarism. Endocrinol Metab Clin North Am. 2015;44(4):749–766.
Este artigo é apenas para fins informativos e não substitui uma avaliação médica especializada.
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