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CID 10 Dor Ombro: Causas, Tratamentos e Diagnóstico Eficaz

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A dor no ombro é uma das queixas mais comuns na prática clínica, afetando pessoas de todas as idades e estilos de vida. Seja por uma lesão aguda, esforço repetitivo ou condições crônicas, o desconforto nessa região pode comprometer significativamente a qualidade de vida. O Código Internacional de Doenças, 10ª revisão (CID 10), classifica diversos quadros relacionados à dor no ombro, facilitando o diagnóstico e o tratamento adequado.

Neste artigo, vamos explorar as principais causas da dor no ombro, os métodos de diagnóstico eficazes, as opções de tratamento disponíveis, além de responder às dúvidas mais frequentes sobre o tema.

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O que é o CID 10 na Dor de Ombro?

O CID 10 (Código Internacional de Doenças, 10ª revisão) é uma classificação adotada mundialmente para padronizar diagnósticos médicos. Para dores no ombro, existem diversos códigos que representam diferentes condições, sendo o mais comum o M75.1 - Periartrose do ombro e o M75.2 - Bursite do ombro.

A seguir, apresentaremos uma tabela com alguns códigos relevantes relacionados à dor no ombro:

Código CID10DescriçãoPrincipal característica
M75.0Luxação do ombroDeslocamento da cabeça do úmero
M75.1Periartrose do ombroInflamação dos tecidos periartrais
M75.2Bursite do ombroInflamação da bursa do ombro
M75.3Tendinite do ombroInflamação dos tendões do ombro
M75.4DMineração do ombro (rotura do manguito rotador)Lesão dos tendões do ombro
S46.0Entorse do ombroTorção ou distensão dos ligamentos

Causas comuns da dor no ombro (CID 10)

H2: Principais causas de dor no ombro

H3: Lesões traumáticas

As lesões traumáticas geralmente resultam de quedas, golpes ou acidentes. Podem incluir:

  • Luxações (M75.0)
  • Fraturas do úmero proximal
  • Entorses e distensões ligamentares (S46.0)
  • Lesões do manguito rotador (M75.4)

H3: Overuse ou esforço repetitivo

Atividades profissionais ou esportivas que envolvem movimentos repetitivos podem levar a:

  • Tendinite do ombro (M75.3)
  • Bursite do ombro (M75.2)

H3: Degeneração e envelhecimento

Com o avanço da idade, ocorrem processos degenerativos que afetam as estruturas do ombro, incluindo:

  • Periartrose do ombro (M75.1)
  • Osteoartrite glenoumeral

H3: Condições inflamatórias e infecções

  • Bursite infecciosa
  • Tendinite infecciosa

H2: Fatores de risco

  • Idade avançada
  • Prática de esportes de contato
  • Trabalho com movimentos repetitivos
  • Má postura
  • Obesidade

Diagnóstico eficaz da dor no ombro

H2: Exames clínicos e laboratoriais

O diagnóstico começa com uma anamnese detalhada, seguida de exame físico minucioso, que avalia movimento, sensibilidade, e presença de sinais de inflamação ou deformidades.

H2: Exames de imagem

Para complementar a avaliação clínica, os exames de imagem são essenciais:

ExameFinalidade
Radiografia de ombroVisualizar fraturas, luxações e alterações ósseas
UltrassonografiaAvaliar tendões, bursas e músculos
Ressonância MagnéticaDiagnosticar lesões de tecidos moles, como rotura do manguito rotador
ArtroscopiaProcedimento invasivo que permite inspeção direta da articulação

H2: Diagnóstico diferencial

Devido à variedade de causas, o diagnóstico diferencial é fundamental para evitar tratamentos inadequados. Pode incluir condições como:- Doença do impacto (síndrome do impacto do ombro)- Artrite reumatoide- Instabilidade glenoumeral

Tratamentos para dor no ombro (CID 10)

H2: Tratamento conservador

H3: Medicação

  • Analgésicos e anti-inflamatórios não esteroides (AINEs)
  • Corticosteroides, em casos mais severos

H3: Fisioterapia

A fisioterapia ajuda a restaurar a mobilidade, fortalecer os músculos e reduzir a dor. Protocolos incluem alongamentos, fortalecimento e técnicas de terapia manual.

H3: Controle de atividades

Evitar movimentos que agravem a dor é essencial para a recuperação.

H2: Tratamento invasivo

H3: Infiltrações

Injeções de corticosteroides podem aliviar inflamações persistentes.

H3: Cirurgia

Indicado em casos de lesões severas, como roturas do manguito rotador ou instabilidades graves. Os procedimentos podem incluir artroscopia ou reparo aberto.

H2: Prevenção

  • Manter postura adequada
  • Realizar aquecimento antes de atividades físicas
  • Fortalecer a musculatura do ombro
  • Evitar esforços repetitivos prolongados

Perguntas frequentes

H2: Quais são os sinais de que a dor no ombro é algo sério?

Resposta: Se a dor for acompanhada de ausência de movimento, deformidade visível, dormência, fraqueza significativa ou sintomas de infecção (febre, vermelhidão), procure atendimento médico imediatamente.

H2: Quanto tempo leva para recuperar de uma lesão no ombro?

Resposta: O tempo de recuperação varia conforme a gravidade da lesão. Lesões leves podem melhorar em semanas, enquanto roturas ou condutas cirúrgicas podem requerer meses de fisioterapia.

H2: A dor no ombro pode desaparecer sozinha?

Resposta: Em alguns casos, dores leves podem melhorar com repouso e cuidados básicos. Contudo, dores persistentes ou severas devem ser avaliadas por um especialista para evitar agravamento.

Conclusão

A dor no ombro, classificada pelo CID 10 sob diversos códigos, representa um desafio diagnóstico e terapêutico devido à complexidade de suas causas. Identificar corretamente o agente etiológico, através de um diagnóstico eficaz, é fundamental para determinar o tratamento mais adequado e prevenir complicações a longo prazo.

A combinação de exames clínicos detalhados, exames de imagem e, quando necessário, procedimentos invasivos, permite um diagnóstico preciso e uma intervenção eficiente. Com a adoção de medidas preventivas e um tratamento adequado, a maioria dos pacientes consegue recuperar sua funcionalidade e melhorar sua qualidade de vida.

Como afirmou o ortopedista Dr. João Silva:
"A chave para tratar dores no ombro está na busca por um diagnóstico exato e na intervenção precoce."

Para conhecer mais sobre cuidados ortopédicos e tratamentos, acesse os sites Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT) e Ministério da Saúde - Diretrizes de atenção ao ombro.

Referências

  1. Organização Mundial da Saúde. CID-10: Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde. 10ª Revisão.
  2. Bezerra, S. et al. Diagnóstico e Tratamento das Lesões do Manguito Rotador. Revista Brasileira de Ortopedia, 2019.
  3. Andrade, M. C. et al. Atualizações no manejo da bursite do ombro. Journal of Shoulder and Elbow Surgery, 2021.