CID 10: Doença Arterial Obstrutiva Periférica - Guia Completo
A Doença Arterial Obstrutiva Periférica (DAOP) é uma condição vascular crônica que afeta milhões de pessoas ao redor do mundo, incluindo o Brasil. Caracterizada pelo estreitamento ou obstrução das artérias que fornecem sangue às pernas e outras regiões periféricas, essa enfermidade pode levar a complicações graves, como dor, ulcerações e até amputações se não for diagnosticada e tratada corretamente.
Neste artigo, abordaremos de forma detalhada o CID 10 relacionado à DAOP, seus sintomas, diagnóstico, tratamento, fatores de risco, e responderemos às perguntas mais frequentes sobre essa condição. Nosso objetivo é fornecer um guia completo e acessível, auxiliando pacientes, profissionais de saúde e interessados no tema.

O que é CID 10 e sua relação com a Doença Arterial Obstrutiva Periférica?
O CID 10 (Classificação Internacional de Doenças, 10ª Revisão) é um sistema padronizado utilizado mundialmente para a classificação de doenças e outros problemas relacionados à saúde. Através dele, profissionais de saúde podem registrar, monitorar, e estudar as condições clínicas de maneira uniforme.
Para a Doença Arterial Obstrutiva Periférica, a classificação do CID 10 é:
| Código CID 10 | Descrição |
|---|---|
| I73.1 | Doença arterial periférica, não classificada em outra parte |
Assim, qualquer diagnóstico relacionado à DAOP deve utilizar a classificação I73.1, que cobre as diferentes manifestações da doença periférica arterial.
O que é a Doença Arterial Obstrutiva Periférica (DAOP)?
A DAOP é uma enfermidade que ocorre devido ao acúmulo de placas de gordura, cálcio, células inflamatórias e outros componentes nas paredes das artérias periféricas. Esse acúmulo leva ao estreitamento, obstrução ou diminuição do fluxo sanguíneo para as extremidades do corpo, principalmente pernas e pés.
Como a DAOP se desenvolve?
A patologia começa com o processo de aterosclerose, uma doença crônica de depósito de gordura nas artérias. Com o tempo, essas placas crescem, estreitando os vasos e dificultando o fluxo sanguíneo. Essa condição é progressiva e muitas vezes assintomática nas fases iniciais, dificultando o diagnóstico precoce.
Sintomas da Doença Arterial Obstrutiva Periférica
Os sintomas variam de acordo com a gravidade e a localização da obstrução. Os principais sinais incluem:
Sintomas iniciais
- Claudicação (dor ou cãibra) nas pernas ao caminhar, que melhora com o repouso.
- Sensação de fadiga ou peso nas pernas.
- Frieza ou palidez nas extremidades afetadas.
- Mudanças na cor da pele (mais pálida ou azulada).
Sintomas avançados
- Dor contínua, mesmo em repouso.
- Feridas ou úlceras que demoram a cicatrizar.
- Perda de pelos nas pernas.
- Mudanças na textura da pele.
- Gangrena, em casos graves.
Pergunta frequente
"A DAOP pode não apresentar sintomas?"
Sim, em estágios iniciais, a doença pode ser assintomática, o que reforça a importância de check-ups regulares e fatores de risco monitorados.
Fatores de risco da DAOP
Diversos fatores aumentam a chance de desenvolver a doença, incluindo:
- Tabagismo
- Hipertensão arterial
- Diabetes mellitus
- Dislipidemia (colesterol alto)
- Sedentarismo
- Idade avançada
- Obesidade
- Histórico familiar de doenças vasculares
Diagnóstico da DAOP
O diagnóstico é baseado na avaliação clínica e exames complementares, como:
- Índice tornozelo-braço (ITB): mede a diferença de pressão arterial entre o tornozelo e o braço. Valores abaixo de 0,9 indicam obstrução.
- Ultrassom Doppler: avalia o fluxo sanguíneo e identifica obstruções.
- Angiografia: exame invasivo que revela detalhes das artérias afetadas, frequentemente usado para planejamento de tratamentos invasivos.
- Exames laboratoriais: colesterol, glicemia, entre outros, para identificar fatores de risco.
Tratamento da Doença Arterial Obstrutiva Periférica
O manejo da DAOP envolve mudanças no estilo de vida, medicamentos, e em alguns casos, procedimentos cirúrgicos ou endovasculares.
Mudanças no estilo de vida
- Cessar o tabagismo
- Alimentação saudável
- Prática regular de atividades físicas sob supervisão médica
- Controle rigoroso do diabetes, hipertensão e dislipidemia
Medicamentos
- Antiagregantes plaquetários (como aspirina)
- Lipidrol (estatinas) para controle do colesterol
- Vasodilatadores, quando indicado
- Analgésicos para controle da dor em fases avançadas
Procedimentos invasivos
- Angioplastia com colocação de stent: método não cirúrgico para abrir artérias obstruídas.
- Cirurgia de bypass: cria desvio para restaurar o fluxo sanguíneo.
Para saber mais sobre as opções de tratamento, acesse Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular.
Prevenção da DAOP
Prevenir é sempre melhor do que tratar. Algumas medidas eficazes incluem:
- Manter uma alimentação equilibrada, rica em fibras e pobre em gorduras saturadas.
- Controlar doenças crônicas como hipertensão, diabetes e dislipidemia.
- Praticar exercícios físicos regularmente.
- Evitar tabagismo e uso excessivo de álcool.
- Realizar avaliações periódicas com profissionais de saúde.
Tabela de classificação da DAOP segundo CID 10
| Código CID 10 | Descrição | Observações |
|---|---|---|
| I73.1 | Doença arterial periférica, não classificada em outra parte | Categoria geral para DAOP |
| I70.2 | Aterosclerose da extremidades arteriais | Foco na causa principal da DAOP |
| I65.2 | Estenose e oclusão das artérias cerebrais e de outros vasos cervicais | Inclui manifestações que podem afetar extremidades |
Perguntas Frequentes (FAQ)
1. A DAOP é uma condição grave?
Sim, se não tratada, pode levar a complicações graves, como úlceras, gangrena e amputação.
2. Quem está mais propenso a desenvolver DAOP?
Idosos, fumantes, diabéticos, hipertensos, pessoas com dislipidemia e sedentários têm maior risco.
3. Como posso saber se tenho DAOP?
Procure um médico se sentir sintomas como dor ao caminhar, sensação de frio nas pernas ou feridas que não cicatrizam.
4. Posso prevenir a DAOP?
Sim, adotando hábitos de vida saudáveis, controlando doenças crônicas e realizando exames periódicos.
5. A cirurgia é sempre necessária?
Nem sempre. Muitos casos podem ser controlados com medicamentos e mudanças no estilo de vida. A cirurgia é indicada em casos graves ou quando os tratamentos conservadores não são eficazes.
Conclusão
A Doença Arterial Obstrutiva Periférica, classificada no CID 10 como I73.1, é uma condição que exige atenção diferenciada devido ao seu potencial de causar complicações graves. O diagnóstico precoce, a adoção de medidas preventivas, o manejo adequado e o acompanhamento médico são essenciais para melhorar a qualidade de vida dos pacientes e reduzir os riscos de complicações.
Reconhecer os sintomas, compreender os fatores de risco e buscar atendimento especializado faz toda a diferença na luta contra essa enfermidade silenciosa, mas potencialmente grave.
Referências
Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular. Guia de Angiologia e Cirurgia Vascular. https://sbcv.org.br/.
Organização Mundial da Saúde. Classificação Internacional de Doenças (CID-10). Disponible em: https://icd.who.int/.
"A prevenção e o diagnóstico precoce são as melhores armas contra as doenças vasculares periféricas." – Dr. João Silva, especialista em angiologia.
MDBF