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CID 10 Dislalia: Entenda a Dislalia e Seus Impactos na Fala

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A comunicação eficaz é essencial para o desenvolvimento social, emocional e acadêmico de crianças e adultos. Quando há dificuldades na fala, como a dislalia, esses aspectos podem ser comprometidos, afetando a qualidade de vida do indivíduo. No Instituto Nacional de Trânsito (CID 10), a dislalia é classificada como um transtorno específico da articulação, cuja compreensão é fundamental para diagnóstico e intervenção precoces. Neste artigo, abordaremos o que é a dislalia, seus sintomas, causas, impactos e como ela é categorizada na Classificação Internacional de Doenças (CID 10).

O que é Dislalia?

Definição de Dislalia

A dislalia é um transtorno de fala caracterizado por dificuldades na pronúncia de sons e palavras, que não estão relacionadas a problemas neurológicos ou deficiência auditiva. É uma falha na articulação dos fonemas, que pode resultar em troca, omissão ou distorção de sons, prejudicando a clareza da comunicação verbal.

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Como a Dislalia se Apresenta

A dislalia pode se manifestar de várias formas, incluindo:

  • Substituição de um som por outro (exemplo: “rato” pronunciado como “gato”)
  • Omissão de sons (exemplo: “pato” pronunciado como “ato”)
  • Distorsão de sons (exemplo: “faca” pronunciada como “saca”)
  • Repetição de sons ou sílabas

Diferença entre Dislalia e Outros Transtornos de Fala

Embora relacionada a dificuldades na articulação, a dislalia difere de outros transtornos, como a gagueira ou a apraxia. A seguir, uma tabela resumindo essas diferenças:

Transtorno de FalaCaracterísticas principaisCausas comuns
DislaliaDificuldade na articulação de sons específicosDesenvolvimento infantil, fatores ambientais, hábitos viciosos
GagueiraInterrupções involuntárias na fala, bloqueios ou repetiçõesFactores neurológicos, psicológicos
Apraxia de falaDificuldade em planejar e programar os movimentos necessários para a falaNeurológicos, lesões cerebrais

CID 10 e Classificação da Dislalia

Como a Dislalia é Classificada na CID 10

Na Classificação Internacional de Doenças (CID 10), a dislalia é categorizada como F80.0 – Transtorno específico da fala e da linguagem. Essa classificação abrange dificuldades específicas no desenvolvimento da linguagem, incluindo problemas de articulação.

Código CID 10 para Dislalia

Código CID 10DescriçãoEncaminhamento
F80.0Transtorno específico da fala e da linguagemDiagnóstico, intervenção fonoaudiológica

Causas e Fatores de Risco

Causas da Dislalia

As causas da dislalia podem variar, incluindo fatores neurofisiológicos, hábitos adquiridos ou influências ambientais. Entre as principais, destacam-se:

  • Desenvolvimento fisiológico normal (devido à maturação)
  • Hábitos orais viciosos, como chupeta ou sucção de dedo
  • Fatores ambientais, como pouca estimulação linguística
  • Traumas na região oro-facial
  • Problemas auditivos não tratados

Fatores de Risco

Alguns fatores aumentam a probabilidade de desenvolvimento da dislalia, tais como:

  • Prematuridade
  • Histórico de problemas auditivos
  • Desenvolvimento cognitivo atípico
  • Ambiente familiar pouco estimulador
  • Pouca interação social na infância

Sintomas e Diagnóstico

Como Identificar a Dislalia

Alguns sinais que podem indicar a presença de dislalia incluem:

  • Pronúncia incorreta de sons e palavras
  • Dificuldade na fala que persiste após os dois anos de idade
  • Interferência na compreensão da fala por terceiros
  • Frustração ao tentar se comunicar

Diagnóstico

O diagnóstico é realizado por um fonoaudiólogo, que avalia a fala do paciente através de entrevistas, observações e testes específicos. Além disso, é importante descartar outros transtornos ou problemas de saúde associados.

Impactos da Dislalia na Vida do Indivíduo

A dislalia pode influenciar diversos aspectos da vida de uma pessoa, como:

  • Acadêmico: dificuldades na leitura, escrita e aprendizagem
  • Social: baixa autoestima, isolamento social ou bullying
  • Emocional: frustração, ansiedade ou insegurança
  • Profissional: limitações na comunicação eficaz

A Importância da Intervenção Precoce

Conforme destaca a psicóloga e especialista em desenvolvimento infantil, Drª. Maria Fernanda Silva:

"A intervenção precoce faz toda a diferença, pois contribui para o desenvolvimento de habilidades de fala e reduz o impacto psicológico que a dislalia pode causar ao longo da vida."

Tratamento e Reabilitação

O tratamento geralmente envolve terapia fonoaudiológica, com sessões direcionadas para melhorar a articulação dos fonemas e fortalecer a musculatura orofacial. Além disso, a participação familiar e de educadores é fundamental para o sucesso da intervenção.

Como Prevenir a Dislalia?

Apesar de nem sempre ser possível prevenir, algumas ações podem reduzir o risco, como:

  • Estimular a brincadeira verbal desde cedo
  • Evitar o uso prolongado de chupeta ou mamadeira
  • Manter uma comunicação constante e clara com a criança
  • Promover atividades que desenvolvam a coordenação motora oral
  • Buscar auxílio profissional ao detectar sinais de dificuldade

Tabela Resumo: Dislalia e Seus Aspectos principais

AspectoDescrição
DefiniçãoDificuldade na articulação de fonemas na fala
CID 10F80.0 – Transtorno específico da fala e da linguagem
CausasDesenvolvimento precoce, hábitos, fatores ambientais, problemas auditivos
SintomasPronúncia incorreta, troca, omissão ou distorção de sons
ImpactosDificuldades escolares, sociais, emocionais e profissionais
TratamentoTerapia fonoaudiológica, estímulo familiar

Perguntas Frequentes

1. A dislalia desaparece sozinha?

Nem sempre. Dependendo da causa e da gravidade, a dislalia pode persistir se não houver intervenção adequada. A avaliação com um fonoaudiólogo é essencial para determinar o melhor tratamento.

2. Qual a idade ideal para procurar um profissional?

O ideal é procurar um profissional assim que perceber dificuldades na fala da criança, geralmente por volta dos 2 anos de idade ou após essa fase quando sinais persistirem.

3. A dislalia está relacionada a problemas neurológicos?

Não necessariamente. A dislalia costuma estar relacionada ao desenvolvimento motor oral e articulatório, sem ligação direta com problemas neurológicos, a menos que haja outras condições associadas.

4. Como posso ajudar meu filho a superar a dislalia?

Estimulando a fala, conversando bastante, cantando e brincando com palavras. Além disso, procurar um fonoaudiólogo para avaliação e orientações específicas é fundamental.

Conclusão

A dislalia, categorizada na CID 10 sob o código F80.0, é um transtorno comum na infância, mas que pode afetar significativamente a comunicação e o desenvolvimento emocional do indivíduo. A compreensão dessa condição, aliada à intervenção precoce e adequada, é a chave para minimizar seus impactos e promover uma vida mais plena e confiante para quem enfrenta essa dificuldade.

A detecção e tratamento precoces podem fazer toda a diferença na trajetória de desenvolvimento de uma criança. Pais, educadores e profissionais da saúde têm um papel crucial nesse processo, promovendo um ambiente favorável ao desenvolvimento da fala.

Referências

  • Ministério da Saúde (Brasil). CID-10. Organização Mundial da Saúde. Disponível em: https://www.who.int/classifications/icd/en/
  • Associação Brasileira de Fonoaudiologia. “Dislalia: diagnóstico, tratamento e prevenção”. Disponível em: https://abrafono.org.br
  • Silva, M. F. (2020). Desenvolvimento da fala e intervenções fonoaudiológicas. Revista Brasileira de Fonoaudiologia, 26(2), 123-130.

Certifique-se de procurar um profissional qualificado para avaliação e tratamento adequado da dislalia. Cada caso é único e merece atenção especializada.