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CID 10 Diabetes Descompensada: Guia Completo para Saúde

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A diabetes mellitus é uma condição crônica que afeta milhões de pessoas ao redor do mundo, sendo uma das principais causas de morbidade e mortalidade. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a prevalência global da diabetes tem aumentado de forma alarmante nas últimas décadas, e a classificação correta, incluindo casos de diabetes descompensada, é fundamental para um diagnóstico preciso e tratamento adequado.

Neste guia completo, abordaremos o CID 10 Diabetes Descompensada, explicando o que significa esse código, seus fatores de risco, sintomas, diagnóstico, tratamento, precauções e dúvidas frequentes. Nosso objetivo é fornecer informações de qualidade, otimizadas para que pacientes, familiares e profissionais de saúde possam compreender melhor essa condição e promover uma melhor gestão da saúde.

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O que é a CID 10 Diabetes Descompensada?

Significado do Código CID 10

A Classificação Internacional de Doenças (CID), criada pela Organização Mundial da Saúde, é uma ferramenta essencial na área da saúde para classificação de doenças, condições de saúde e motivos de consulta.

O código E10-E14 refere-se à diabetes mellitus, sendo que a diabetes descompensada é considerada uma fase aguda ou de crise dessa condição, quando os níveis glicêmicos estão fora do controle, podendo causar complicações severas.

Por CID 10, a diabetes descompensada costuma ser classificada como:

  • E11.6 – Diabetes mellitus não insulinodependente com complicações microvasculares e neurológicas, incluindo descompensação.

Entretanto, é importante compreender que a descompensação refere-se ao estado em que o paciente apresenta níveis de glicose sanguínea elevados ou baixos, levando a uma crise aguda que requer atenção imediata.

Fatores de Risco para a Diabetes Descompensada

principais fatores que contribuem para a descompensação:

  • Falta de adesão ao tratamento — não uso correto de medicamentos, insulina ou mudanças de rotina sem orientação médica.
  • Infecções ou doenças agudas — como gripes, infecções urinárias, que elevam os níveis glicêmicos.
  • Descontrole alimentar — consumo excessivo de alimentos ricos em açúcares e carboidratos refinados.
  • Estresse emocional ou físico — alterações hormonais que podem prejudicar o controle glicêmico.
  • Falta de monitoramento regular da glicemia — ausência de controle, levando a crises de hiperglicemia ou hipoglicemia.
  • Uso indevido de medicamentos — suspensão ou ajuste incorreto de medicamentos prescritos.

Fatores adicionais

Fatores de riscoDescrição
ObesidadeAumenta resistência à insulina e contribui para o mau controle glicêmico.
Histórico familiarParentes com diabetes aumentam o risco de descompensação.
SedentarismoDesempenha papel importante na dificuldade de controle glicêmico.
Hipertensão arterialCondição frequentemente associada, complicando o quadro clínico.
Uso de corticosteroidesMedicamentos que elevam os níveis de glicose no sangue.

Sintomas e Sinais da Diabetes Descompensada

A descompensação pode manifestar-se de várias formas clínicas, que variam de acordo com o grau de descontrole glicêmico e as complicações associadas.

Sintomas comuns

  • Quadro de hiperglicemia (glicose elevada):

    • Sede intensa (polidipsia)
    • Aumento da frequência urinária (Poliúria)
    • Perda de peso rápida sem explicação
    • Visão turva
    • fraqueza e fadiga extrema
    • Náuseas e vômitos
  • Quadro de hipoglicemia (glicose baixa):

    • Tremores
    • Sudorese excessiva
    • Tremores
    • Confusão mental
    • Palpitações
    • Desmaios

Complicações graves da descompensação

ComplicaçãoDescrição
Cetoacidose diabética (CAD)Acúmulo de corpos cetônicos devido à ausência de insulina; condição potencialmente fatal.
Síndrome hiperosmolar hiperglicêmica (SHH)Elevação extremamente alta da glicose, levando a desidratação severa.
Hipoglicemia severaPode levar a perda de consciência ou coma.
Alterações nos órgãos-alvoComo nefropatia, retinopatia e neuropatia.

Importância do diagnóstico precoce

Identificar sinais de descompensação rapidamente é vital para evitar complicações graves. A avaliação clínica e exames laboratoriais, especialmente a dosagem de glicemia capilar, hemoglobina glicada, eletrólitos e outros, são essenciais para estabelecer o status glicêmico.

Diagnóstico da CID 10 Diabetes Descompensada

Exames laboratoriais principais

ExameObjetivo
Glicemia em jejumPara avaliar níveis de glicose no sangue.
Hemoglobina glicada (HbA1c)Avaliação do controle glicêmico nos últimos meses.
Teste de tolerância à glicosePara detectar intolerância glicêmica.
Perfil lipídicoAvaliação de colesterol e triglicerídeos, frequentemente alterados na diabetes.
Eletrolitos e equilíbrio ácido-basePara identificar desequilíbrios eletrolíticos na descompensação.

Critérios clínicos de descompensação

  • Glicemia capilar superior a 250 mg/dL com presença de cetonas na urina (sinal de cetoacidose diabética).
  • Glicemia superior a 600 mg/dL na síndrome hiperosmolar.
  • Glicemia inferior a 70 mg/dL em casos de hipoglicemia.

Diagnóstico diferencial

A avaliação deve diferenciar entre diversas causas de crise aguda, como infecções, insuficiência renal aguda, ou outras causas de alteração do estado mental com sintomas semelhantes, além de ajustar o tratamento de acordo.

Tratamento da Diabetes Descompensada

Objetivos do tratamento

  • Normalizar os níveis glicêmicos.
  • Tratar complicações agudas.
  • Prevenir novas crises de descompensação.
  • Educar o paciente sobre o controle a longo prazo.

Intervenções médicas imediatas

  1. Reidratação
  2. Uso de líquidos intravenosos para corrigir a desidratação.
  3. Correção eletrolítica
  4. Monitoramento e reposição de potássio, sódio, entre outros.
  5. Insulinoterapia
  6. Administração de insulina (geralmente via intravenosa) para redução rápida da glicemia.
  7. Tratamento de causas precipitantes
  8. Tratamento de infecções, ajustes na medicação, dentre outros.

Cuidados a longo prazo

AçãoDescrição
Monitoramento contínuo da glicemiaUso de glicosímetros e registros frequentes.
Educação em diabetesEnsino sobre dieta, uso de medicamentos, exercícios físicos.
Controle de fatores de riscoTensão arterial, colesterol, peso corporal.
Consultas regulares com endocrinologistaPara ajuste de tratamento e acompanhamento clínico.

Dicas importantes

  • Manter uma alimentação equilibrada, com controle de carboidratos.
  • Praticar atividades físicas regularmente.
  • Não interromper o tratamento sem orientação médica.
  • Estar atento aos sinais de alerta e procurar atendimento imediatamente em caso de crise.

Prevenção da Descompensação

Como evitar a crise glicêmica?

  • Adesão ao tratamento: Uso correto de medicamentos e insulina.
  • Monitoramento regular da glicose: Auto acompanhamento e visitas médicas.
  • Controle de doenças associadas: Hipertensão, dislipidemia.
  • Educação em saúde: Conhecer sinais de hiper e hipoglicemia.
  • Cuidados com infecções: Vacinação e higiene adequada.
  • Estilo de vida saudável: Dieta equilibrada, atividade física e redução do estresse.

Ao identificar uma crise

Procure atendimento de emergência imediatamente se apresentar sintomas de cetoacidose diabética ou síndrome hiperosmolar, como confusão mental, respiração rápida, vômitos ou perda de consciência.

Perguntas Frequentes (FAQs)

1. O que significa ter um CID 10 de diabetes descompensada?

Significa que a sua glicemia está fora do controle, podendo estar muito alta (hiperglicemia) ou baixa (hipoglicemia), com risco de complicações graves, sendo uma fase de crise aguda que requer atenção médica imediata.

2. Como saber se estou em estado de descompensação?

Sintomas como sede excessiva, urina frequente, fadiga, visão turva, náuseas, vômitos, confusão mental ou perda de consciência são sinais de que a glicose está descontrolada.

3. Quais os fatores que podem levar à descompensação?

Falta de adesão ao tratamento, infecções, alimentação inadequada, estresse, uso de certos medicamentos, entre outros.

4. Quais são os riscos de uma doença descompensada?

Crises de cetoacidose diabética, síndrome hiperosmolar, danos aos órgãos, coma, e até morte.

5. Como prevenir uma crise de diabetes descompensada?

Seguindo o tratamento, monitorando a glicemia regularmente, adotando um estilo de vida saudável e procurando atendimento médico ao primeiro sinal de problemas.

Conclusão

A CID 10 Diabetes Descompensada representa um momento de crise que necessita de atenção especializada imediata para evitar complicações graves e potencialmente fatais. O uso adequado de medicamentos, a alimentação equilibrada, o monitoramento constante e a conscientização sobre os sinais de alerta são essenciais para o controle e prevenção dessa condição.

Segundo a endocrinologista Drª. Ana Paula Souza, “o controle da diabetes é uma jornada de longo prazo, onde o conhecimento e o autocuidado fazem toda a diferença na qualidade de vida do paciente.”

A informação é a melhor aliada na luta contra a descompensação e suas consequências. Procure sempre orientação médica e mantenha sua rotina de saúde em dia.

Referências

  1. Organização Mundial da Saúde. Classificação Internacional de Doenças (CID-10). Geneva: OMS; 2019.
  2. Sociedade Brasileira de Diabetes. Diretrizes da Sociedade Brasileira de Diabetes 2022-2023.
  3. Ministério da Saúde. Manual de Diabetes Mellitus. Brasília: Ministério da Saúde; 2020.
  4. American Diabetes Association. Standards of Medical Care in Diabetes—2023.
  5. Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo - Guia de Diabetes
  6. Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia

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