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CID 10 de TDAH: Código Oficial e Diagnóstico Atualizado

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O Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) é uma condição neurodesenvolvimental que afeta milhões de pessoas ao redor do mundo, sendo uma das principais causas de dificuldades de aprendizagem e comportamento em crianças, adolescentes e adultos. Compreender o código CID 10 de TDAH, assim como as suas características diagnósticas, é fundamental para profissionais de saúde, educadores e familiares que convivem com essa condição. Neste artigo, abordaremos de forma detalhada o CID 10 de TDAH, seu diagnóstico atualizado e as principais informações relacionadas a esse transtorno.

O que é o CID 10 de TDAH?

O CID 10 (Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde, 10ª revisão) é um sistema padronizado utilizado mundialmente para classificar e codificar doenças, transtornos e outros problemas de saúde. Dentro do capítulo F90, encontramos o código específico para o TDAH.

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Código CID 10 de TDAH

De acordo com o CID 10, o transtorno de déficit de atenção e hiperatividade está catalogado sob o código:

Código CIDNome da DoençaDescrição
F90Transtorno de hiperatividade com défice de atenção (TDAH)Doença neurodesenvolvimental caracterizada por sintomas de desatenção, hiperatividade e impulsividade.

Este código é utilizado para facilitar o diagnóstico, registro e acompanhamento clínico dos pacientes.

Diagnóstico Atualizado do TDAH

Critérios diagnósticos segundo o DSM-5

Embora o CID seja amplamente utilizado mundialmente, muitos profissionais também se baseiam nos critérios do DSM-5 (Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais, 5ª edição) para o diagnóstico do TDAH. Aqui, apresentamos uma visão geral:

Sintomas de desatenção

  • Dificuldade em manter a atenção em tarefas ou atividades;
  • Erros por descuido em trabalhos escolares ou tarefas;
  • Dificuldade em seguir instruções e concluir tarefas;
  • Perda frequente de objetos necessários para tarefas;
  • Distratibilidade por estímulos externos;
  • Esquecimento em atividades diárias.

Sintomas de hiperatividade e impulsividade

  • Agitação ou batidas constantes de mãos ou pés;
  • Levantar-se em situações onde se espera permanência sentado;
  • Sensação de inquietação;
  • Dificuldade em brincar ou atuar calmamente;
  • Falar excessivamente;
  • Responder precipitadamente;
  • Dificuldade em esperar a sua vez;
  • Interromper ou se intrometer em conversas ou jogos alheios.

Diagnóstico clínico

Para o diagnóstico de TDAH, é necessário que os sintomas estejam presentes em pelo menos duas áreas de vida (escola, casa, trabalho), e que tenham persistido por pelo menos seis meses. Além disso, esses sintomas devem comprometer significativamente o funcionamento social, acadêmico ou profissional.

Tabela Comparativa: CID 10 x DSM-5 no Diagnóstico do TDAH

AspectoCID 10DSM-5
CódigoF90Não possui código específico; geralmente associado ao F90
Critérios principaisSintomas de hiperatividade, impulsividade, desatençãoCritérios mais detalhados, incluindo subtipos (com ou sem hiperatividade)
Inclusão de subtiposNão explicitamente; normalmente classificado como TDAH indiferenciadoSim; subtipos: predominantemente desatenção, predominantemente hiperatividade/impulsividade, combinado
Duração dos sintomasPelo menos 6 mesesPelo menos 6 meses
Idade de inícioGeralmente na infânciaAntes dos 12 anos
Diagnóstico em adultosPode ser realizado, porém não detalhado na CID 10Sim, com critérios específicos para adultos

Importância do Código CID 10 para o diagnóstico

O código CID 10 de TDAH é essencial para padronizar registros médicos e facilitar a comunicação entre profissionais de saúde, escolas e instituições de assistência social. Além disso, é utilizado para fins de pesquisa epidemiológica, obtenção de benefícios e elaboração de políticas públicas de saúde.

Para uma consulta detalhada, acesse o site da Organização Mundial da Saúde (OMS) e confira a listagem completa do CID 10.

Tratamento e Intervenções

O tratamento do TDAH é multidisciplinar, envolvendo medicamentos, terapia comportamental e intervenções psicossociais. A medicação mais comum inclui estimulantes, como metilfenidato e anfetaminas, sempre sob supervisão médica.

Além do uso de medicamentos, estratégias como terapia cognitivo-comportamental, orientação educacional e suporte psicológico são bastante eficazes. Uma abordagem integrada favorece a melhoria da atenção, diminuição da hiperatividade e controle da impulsividade.

Perguntas Frequentes (FAQs)

1. O TDAH é uma condição hereditária?

Sim, estudos indicam uma forte contribuição genética na ocorrência do TDAH, embora fatores ambientais também possam influenciar.

2. Como saber se meu filho tem TDAH?

A avaliação deve ser feita por um profissional de saúde mental, através de entrevistas, observações comportamentais e testes específicos.

3. O TDAH pode ser confundido com outros transtornos?

Sim, transtornos como ansiedade, transtorno opposicional desafiador e dificuldades de aprendizagem podem mimetizar sintomas de TDAH. Uma avaliação adequada é crucial para diagnóstico correto.

4. O TDAH desaparece na idade adulta?

Os sintomas muitas vezes diminuem com o crescimento, mas podem persistir em diferentes graus na vida adulta. O diagnóstico deve ser atualizado conforme o estágio de vida do paciente.

Conclusão

O Código CID 10 de TDAH, classificado como F90, é fundamental para o reconhecimento, diagnóstico e tratamento adequado dessa condição neurodesenvolvimental. Entender os critérios diagnósticos atualizados e a importância de uma abordagem multidisciplinar é essencial para promover qualidade de vida às pessoas afetadas.

Atenção precoce, diagnóstico preciso e tratamento contínuo contribuem para que indivíduos com TDAH desenvolvam todo o seu potencial, superando desafios e aproveitando suas habilidades únicas.

Para obter mais informações, consulte artigos especializados e profissionais de saúde qualificados.

Referências

  1. Organização Mundial da Saúde. CID-10: Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde. 10ª Revisão. Disponível em: WHO ICD-10
  2. American Psychiatric Association. DSM-5: Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais. 5ª edição. 2013.
  3. Ministério da Saúde. Protocolos e recomendações para diagnóstico do TDAH no Brasil.
  4. Instituto de Psiquiatria da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Guia atualizado para o diagnóstico e tratamento do TDAH.

“Compreender o TDAH é um passo importante para oferecer o suporte necessário e promover a inclusão social de quem convive com esse transtorno.”